O VELóRIO E O SEPUTAMENTO DO ALENCAR SETE CORDAS FOI HOJE. 

Durante o velório (pela manhã)  e no momento do sepultamento (das 11
horas e 30 minutos até as 12 horas e 30 minutos), a música esteve
presente em emocionantes choros, testemunhos e rodas de choro.
 Os músicos compareceram em massa. Houve até aqueles que viajaram a
Brasília para  participarem da despedida do Alencar. São os casos da
mestre Odette Ernest Dias, no alto dos 82 anos de idade dela; do sete
cordas Rogério Caetano ... 
 Em seguida, duas matérias sobre a morte do Alenca, como ele era
também chamado pelos músicos-amigos: do Irlam Rocha Lima, do jornal
Correio Braziliense; e  de Roberto Studart, do Jornal de Brasília.
CORREIO BRAZILIENSE
 Músico Alencar Sete Cordas morre após tocar em show no Clube do
Choro                     
        Irlam Rocha Lima     

               Publicação: 16/09/2011 08:00       Atualização: 16/09/2011
08:11                          
Uma rara unanimidade no meio musical brasiliense,  José Alencar
Soares, o Alencar Sete Cordas, foi responsável pela  formação de
violonistas de diferentes gerações. Um dos fundadores do  Clube do
Choro, do grupo Choro Livre e primeiro professor da Escola  Brasileira
de Choro Raphael Rabello, ele comemorou 60 anos, em 17 de  junho deste
ano, com uma grande festa, cercado de amigos, colegas e  discípulos.
No começo da madrugada de ontem, morreu, no Hospital de  Base,
vítima de enfarte.
 Na noite de quarta-feira, convidado  especial de Antônio Carlos
Bigonha, em show no Clube do Choro, Alencar  subiu ao palco, no
segundo bloco, e acompanhou o pianista em Carta a  Niemeyer. “Ele
estava tranquilo, feliz, e tocou lindo, recebendo  aplausos calorosos
da plateia. Dediquei a música a ele e ao Reco do  Bandolim”, conta
Bigonha. Logo após sair de cena, Alencar passou mal e  foi para o
carro.
 Ao ser informado do ocorrido pelo segurança do  clube, Reco do
Bandolim foi ao encontro do violonista e o viu pálido,  com falta de
ar e sentindo fortes dores. “Imediatamente, levei Alencar  ao
Hospital de Base. Lá, o médico tentou reanimá-lo com massagem, 
choque, mas não houve jeito. À 0h15, ele morreu, vítima de enfarte 
fulminante”, conta Reco.
  O violonista, natural de Ipu (CE),  radicado em Brasília desde
1971, servidor do INSS, deixou mulher e três  filhos. O corpo será
velado hoje, a partir das 6h, na Capela 6 do Campo  da Esperança,
onde será sepultado às 11h. No local, músicos ligados ao  Clube do
Choro vão prestar a última homenagem ao colega. Ontem, Reco do 
Bandolim anunciou que a Sala n° 1 da Escola Brasileira de Choro
Raphael  Rabello vai receber o nome de Alencar Sete Cordas.
 Roda de choro
 Logo  que chegou à cidade, o violonista foi ao encontro dos músicos
que  participavam da roda de choro no apartamento de Odete Ernest
Dias, na  311 Sul, onde foi criado o Clube do Choro. Ontem, a
flautista, que  voltou a morar no Rio de Janeiro, soube da morte do
amigo logo no começo  da manhã. “Estou chorando desde que tomei
conhecimento da morte dessa  pessoa íntegra, de grande doçura e um
músico extraordinário. O Alencar  gravou pela primeira vez ao me
acompanhar no choro Só para moer, faixa  do disco A história da
flauta brasileira, que lancei pelo selo Eldorado  em 1981”, lembra,
saudosa.
 Nome destacado da música instrumental  brasileira, o bandolinista
Hamilton de Holanda recorda-se de Alencar com  muito carinho.
“Aprendi muito ouvindo-o tocar. O Alencar participou da  gravação
do disco de estreia do Dois de Ouro, no qual o Fernando César e  eu
registramos duas músicas dele, Imagem e Imitação. Ele deixou como 
legado um método de ensino revolucionário, sem necessidade de cifra,
que  facilita a vida de quem pretende aprender a tocar violão e
outros  instrumentos de corda.”
 Músico com quem Alencar vinha tocando  ultimamente, o bandolinista
Jorge Cardoso era só tristeza ao falar,  ontem, sobre o amigo e
conterrâneo. “Nos conhecemos em Fortaleza e nos  reencontramos em
Brasília. Ultimamente, fazíamos muitas apresentações  juntos.
Ainda não estou acreditando que ele tenha morrido. O Brasil  perde um
grande mestre do violão sete cordas”, afirmou, desolado.
HTTP://WWW.CORREIOBRAZILIENSE.COM.BR/APP/NOTICIA/CIDADES/2011/09/16/INTERNA_CIDADESDF,270101/MUSICO-ALENCAR-SETE-CORDAS-MORRE-APOS-TOCAR-EM-SHOW-NO-CLUBE-DO-CHORO.SHTML
 JORNAL DE BRASÍLIA 

OBITUÁRIO
 ALENCAR 7 C O RD A S , V I O L O N I ST A
 Roberto Studart
 roberto . st udart@ clicabra silia. com. br
 A música de Brasília perdeu
 um de seus expoentes: o lendário
 violonista Alencar 7 Cordas. José
 de Alencar Soares, 60 anos, foi
 vitimado por um infarto, quarta-
 feira, no local em que ajudou a
 fundar e que tocou por 25 anos –
 o Clube do Choro. O músico
 teria passado mal após participar
 no show do pianista Antônio
 Carlos Bigonha. Ele chegou
 a ser levado ao Hospital de
 Base, mas não resistiu. O velório
 é hoje, a partir das 5h, na capela
 6 do Cemitério Campo da Esperança.
 O enterro será às 11h.
 O cearense de Ipu chegou à
 capital federal em 1971 e deixa
 legado impressionante para a
 música. Tocou com Cartola, Paulinho
 da Viola, Nelson Cavaquinho,
 Sivuca e Dominguinhos.
 E foi peça fundamental na formação
 musical das novas gerações
 de instrumentistas.
 O “Chorão” era conhecido
 pelo seu estilo inconfundível sob
 o pinho, com jeito tradicional de
 tocar, vinda da forte influência
 de Dino 7 Cordas, sem esquecer
 de harmonias modernas. “Era o
 violão de Brasília, respeitado por
 todos”, diz o violonista Fernando
 César, ex-aluno de Alencar.
 “Ele morreu feliz, fazendo o que
 gostava, tocando no Clube do
 Choro, onde foi um dos funda d o re s ”, 
 disse Iolanda Lima Soares, 
 18 anos, filha do artista.
 http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/
 On Qui 15/09/11 20:46 , Wagner Freitas [email protected] sent:
Mais uma perda irreparável   Freitas
 --- Em qui, 15/9/11, Caio Tiburcio  escreveu:
 De: Caio Tiburcio 
 Assunto: [S-C] Falecimento: Alencar Sete Cordas
 Para: [email protected]
 Data: Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011, 9:10
   Amigos,  Alencar Sete Cordas  faleceu ontem à noite aqui em
Brasília.
 O Alencar Sete Cordas  estava tocando no Clube do Choro, acompanhando
o pianista e compositor Antonio Carlos Bigonha. No intervalo, foi
encontrado no carro dele, já morto.
 Ele  foi essencial para o desenvolvimento do chorinho em Brasília. 
Foi um dos fundadores do Clube do Choro;  o pai, o organzador, o
arranjador do  grupo Choro Livre; o sete cordas que acompanhou os
grandes músicos nas apresentações em Brasília. 
 O Alencar Sete Cordas foi, sobretudo, o grande professor de  violão 
em Brasília. Estudaram com ele, por exemplo, desde meninos, os sete
cordas Rogério Caetano e Fernando César.
 Alencar fez, recentemente, 60 anos, apenas.
 O sepultamento será em  Brasília, hoje à tarde, em  horário ainda
não definido.
 Caio Tiburcio
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