No Correio Braziliense de hoje, matéria do competente Irlam Rocha
Lima sobre o sepultamento do Alencar Sete Cordas, matéria abaixo
transcrita.
A noticia também pode ser lida no endereço abaixo indicado:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/09/17/interna_cidadesdf,270255/amigos-e-parentes-de-alencar-sete-cordas-reverenciaram-o-mestre-com-cancoes.shtml
[1]
E, daqui há pouco, do meio-dia às 16 horas, tem início a Roda de
Choro no Vila Madá, o mais novo espaço musical de Brasília.
Certamente, teremos uma homenagem ao Alencar Sete Cordas.
O Restaurante Vila Madá fica no Shopping Deck Norte, na entrada do
Lago Norte, CA 01 .
Sem cobrança de couvert artístico, a roda tem a presença constante
do Fernando César (violão de sete), do Pedro Vasconcellos
(cavaquinho) e do Valerinho Xavier (percursa). Uma convidada ou
convidado soma-se ao grupo. Hoje, a honrosa presença da Thanise Silva
(flauta).
Como os integrantes do grupo são professores na cidade, sempre tem
canjas de alunos de outros professores.
Caio Tiburcio
CORREIO BRAZILIENSE
Brasília, sábado, 17 de setembro de 2011
Amigos e parentes de Alencar Sete Cordas reverenciaram o mestre com
canções
Irlam Rocha Lima
Publicação: 17/09/2011 08:10 Atualização:
Entre os amigos que cantaram e tocaram durante o velório de um
dos
fundadores do Clube do Choro está a flautista Odete Ernest Dias (D)
A emoção e o som de choros melodiosos deram o tom de melancolia e
saudade ao velório de Alencar Sete Cordas, na manhã de ontem, na
capela 6 do Cemitério Campo da Esperança. A cerimônia antecedeu o
sepultamento do músico e professor de violão, ocorrido às 11h e
assistido por familiares, amigos, colegas e discípulos.
Aproximadamente 500 pessoas foram reverenciar uma das raras
unanimidades do meio musical brasiliense.
Vítima de um enfarte, no começo da madrugada de quarta-feira,
depois de participar de show do pianista Antônio Carlos Bigonha,
quando o acompanhou em Carta a Niemeyer, Alencar, aos 60 anos, morreu
no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde chegou depois das
23h, ainda com vida. Natural de Ipu (CE), o instrumentista, que
profissionalmente iniciou a carreira na capital cearense, veio para
Brasília em 1971.
Na capital do país, assim que se instalou, passou a frequentar as
rodas de choro, no apartamento da flautista Odete Ernest Dias. Ao lado
de músicos, como o cavaquinista Waldir Azevedo, Bide da Flauta,
Pernambuco do Pandeiro, o saxofonista Tio Nilo, o trombonista Tio
João e o citarista Avena de Castro — todos falecidos — Carlinhos
Bombril, Eli do Cavaco e tantos outros, movimentava as tardes de
sábado na 312 Sul, tocando clássicos dos mestres do gênero. Naquele
local, surgiu a ideia da criação do hoje trintão Clube do Choro, do
qual Alencar foi um dos fundadores.
Entre os que foram despedir-se do violonista estava Odete Ernest
Dias, que veio do Rio de Janeiro para a cerimônia. Em tributo ao
amigo, ela tocou Só para moer, de Viriato Correia, e Evocação a
Jacob, de Avena de Castro. Consternada e ao lado do caixão, com os
familiares de Alencar, lembrou: “Só para moer é do LP A história
da flauta brasileira, que lancei pelo selo Eldorado, em 1981, e o
Alencar gravou pela primeira vez”.
Cerimônia
Depois da cerimônia da encomendação da alma pelo diácono João
Batista, Odete se juntou a outros músicos numa grande roda de choro
no próprio local. Durante meia hora, ouviram-se chorinhos clássicos,
como Naquele tempo e Vou vivendo, de Pixinguinha; Vibrações, de
Jacob do Bandolim; e, também, duas composições de Alencar: Lucas e
É do parangolé.
Eustáquio Pereira (violão), Beth Ernest Dias (flauta), Rogério
Caetano (violão), Jorge Cardoso (bandolim), Paulo André (violão),
Sérgio Moraes (flauta), Rafael dos Anjos (violão), Dudu Maia
(cavaquinho), Henrique Neto (violão) e Bruno Patrício (sax) foram
alguns dos músicos que tomaram parte da roda. Já ao lado do túmulo,
um pouco antes do sepultamento, ouviu-se o belo Pedacinhos do céu, de
Waldir Azevedo — mestre do bandolim, que morava em Brasília, quando
morreu em 23 de setembro de 1980.
Rogério Caetano, ex-discípulo de Alencar, chorou durante toda a
cerimônia. “Brasília e o Brasil perdem um mestre do violão sete
cordas. Com ele aprendi muito e, a partir dos seus ensinamentos, pude
levar a carreira adiante”, afirmou o violonista, que, além de ter
discos solo lançados, participou dos últimos CDs e DVDs de Zeca
Pagodinho. “Vamos produzir um disco com as músicas do Alencar, que
será uma prova do nosso reconhecimento ao seu legado.”
Outra homenagem que o, desde já, saudoso violonista receberá foi
anunciada por Henrique Santos Filho, o Reco do Bandolim, presidente do
Clube do Choro. “A Sala 1, da Escola Brasileira de Choro Raphael
Rabello, passará a ter o nome de Alencar Sete Cordas.” O músico
deixou como um dos legados mais importantes um método de ensino
revolucionário, que, sem necessidade de cifra, facilita a vida de
quem pretende aprender a tocar violão e outros instrumentos de
cordas.
HTTP://WWW.CORREIOBRAZILIENSE.COM.BR/APP/NOTICIA/CIDADES/2011/09/17/INTERNA_CIDADESDF,270255/AMIGOS-E-PARENTES-DE-ALENCAR-SETE-CORDAS-REVERENCIARAM-O-MESTRE-COM-CANCOES.SHTML
[2]
ON SEX 16/09/11 17:08 , SONIA PALHARES MARINHO
[email protected] SENT:
Eu estive lá e acompanhei o sepultamento até o fim da
cerimônia, poucos vezes vi engarrafamento em cemitério. Os amigos
foram, os músicos fizeram um roda de choro linda em homenagem a ele.
Impressionante era a quantidade de jovens - alunos da Escola
Brasileira de Choro Raphael rabello - que foram se despedir do Alencar
7 Cordas, meu amigo querido e companheiro de instituição.
Sonia Palhares (BsB-DF)
-------------------------
From: [email protected]
To: [email protected]; [email protected]
Date: Fri, 16 Sep 2011 17:01:34 -0300
CC: [email protected]
Subject: Re: [S-C] Falecimento: Alencar Sete Cordas
Impressionante, morreu no palco, na casa da musica que tanto amou e
tanto se dedicou.... cidão ----- ORIGINAL MESSAGE ----- FROM:
Caio Tiburcio TO: Wagner Freitas CC: [email protected]
SENT: Friday, September 16, 2011 4:38 PM SUBJECT: Re: [S-C]
Falecimento: Alencar Sete Cordas
O VELóRIO E O SEPUTAMENTO DO ALENCAR SETE CORDAS FOI HOJE.
Durante o velório (pela manhã) e no momento do sepultamento (das 11
horas e 30 minutos até as 12 horas e 30 minutos), a música esteve
presente em emocionantes choros, testemunhos e rodas de choro.
Os músicos compareceram em massa. Houve até aqueles que viajaram a
Brasília para participarem da despedida do Alencar. São os casos da
mestre Odette Ernest Dias, no alto dos 82 anos de idade dela; do sete
cordas Rogério Caetano ...
Em seguida, duas matérias sobre a morte do Alenca, como ele era
também chamado pelos músicos-amigos: do Irlam Rocha Lima, do jornal
Correio Braziliense; e de Roberto Studart, do Jornal de Brasília.
CORREIO BRAZILIENSE
Músico Alencar Sete Cordas morre após tocar em show no Clube do
Choro
Irlam Rocha Lima
Publicação: 16/09/2011 08:00 Atualização: 16/09/2011 08:11
Uma rara unanimidade no meio musical brasiliense, José Alencar
Soares, o Alencar Sete Cordas, foi responsável pela formação de
violonistas de diferentes gerações. Um dos fundadores do Clube do
Choro, do grupo Choro Livre e primeiro professor da Escola Brasileira
de Choro Raphael Rabello, ele comemorou 60 anos, em 17 de junho deste
ano, com uma grande festa, cercado de amigos, colegas e discípulos.
No começo da madrugada de ontem, morreu, no Hospital de Base, vítima
de enfarte.
Na noite de quarta-feira, convidado especial de Antônio Carlos
Bigonha, em show no Clube do Choro, Alencar subiu ao palco, no segundo
bloco, e acompanhou o pianista em Carta a Niemeyer. “Ele estava
tranquilo, feliz, e tocou lindo, recebendo aplausos calorosos da
plateia. Dediquei a música a ele e ao Reco do Bandolim”, conta
Bigonha. Logo após sair de cena, Alencar passou mal e foi para o
carro.
Ao ser informado do ocorrido pelo segurança do clube, Reco do
Bandolim foi ao encontro do violonista e o viu pálido, com falta de
ar e sentindo fortes dores. “Imediatamente, levei Alencar ao
Hospital de Base. Lá, o médico tentou reanimá-lo com massagem,
choque, mas não houve jeito. À 0h15, ele morreu, vítima de enfarte
fulminante”, conta Reco.
O violonista, natural de Ipu (CE), radicado em Brasília desde 1971,
servidor do INSS, deixou mulher e três filhos. O corpo será velado
hoje, a partir das 6h, na Capela 6 do Campo da Esperança, onde será
sepultado às 11h. No local, músicos ligados ao Clube do Choro vão
prestar a última homenagem ao colega. Ontem, Reco do Bandolim
anunciou que a Sala n° 1 da Escola Brasileira de Choro Raphael
Rabello vai receber o nome de Alencar Sete Cordas.
Roda de choro
Logo que chegou à cidade, o violonista foi ao encontro dos músicos
que participavam da roda de choro no apartamento de Odete Ernest Dias,
na 311 Sul, onde foi criado o Clube do Choro. Ontem, a flautista, que
voltou a morar no Rio de Janeiro, soube da morte do amigo logo no
começo da manhã. “Estou chorando desde que tomei conhecimento da
morte dessa pessoa íntegra, de grande doçura e um músico
extraordinário. O Alencar gravou pela primeira vez ao me acompanhar
no choro Só para moer, faixa do disco A história da flauta
brasileira, que lancei pelo selo Eldorado em 1981”, lembra, saudosa.
Nome destacado da música instrumental brasileira, o bandolinista
Hamilton de Holanda recorda-se de Alencar com muito carinho.
“Aprendi muito ouvindo-o tocar. O Alencar participou da gravação
do disco de estreia do Dois de Ouro, no qual o Fernando César e eu
registramos duas músicas dele, Imagem e Imitação. Ele deixou como
legado um método de ensino revolucionário, sem necessidade de cifra,
que facilita a vida de quem pretende aprender a tocar violão e outros
instrumentos de corda.”
Músico com quem Alencar vinha tocando ultimamente, o bandolinista
Jorge Cardoso era só tristeza ao falar, ontem, sobre o amigo e
conterrâneo. “Nos conhecemos em Fortaleza e nos reencontramos em
Brasília. Ultimamente, fazíamos muitas apresentações juntos. Ainda
não estou acreditando que ele tenha morrido. O Brasil perde um grande
mestre do violão sete cordas”, afirmou, desolado.
HTTP://WWW.CORREIOBRAZILIENSE.COM.BR/APP/NOTICIA/CIDADES/2011/09/16/INTERNA_CIDADESDF,270101/MUSICO-ALENCAR-SETE-CORDAS-MORRE-APOS-TOCAR-EM-SHOW-NO-CLUBE-DO-CHORO.SHTML
JORNAL DE BRASÍLIA
OBITUÁRIO
ALENCAR 7 C O RD A S , V I O L O N I ST A
Roberto Studart
roberto . st udart@ clicabra silia. com. br
A música de Brasília perdeu
um de seus expoentes: o lendário
violonista Alencar 7 Cordas. José
de Alencar Soares, 60 anos, foi
vitimado por um infarto, quarta-
feira, no local em que ajudou a
fundar e que tocou por 25 anos –
o Clube do Choro. O músico
teria passado mal após participar
no show do pianista Antônio
Carlos Bigonha. Ele chegou
a ser levado ao Hospital de
Base, mas não resistiu. O velório
é hoje, a partir das 5h, na capela
6 do Cemitério Campo da Esperança.
O enterro será às 11h.
O cearense de Ipu chegou à
capital federal em 1971 e deixa
legado impressionante para a
música. Tocou com Cartola, Paulinho
da Viola, Nelson Cavaquinho,
Sivuca e Dominguinhos.
E foi peça fundamental na formação
musical das novas gerações
de instrumentistas.
O “Chorão” era conhecido
pelo seu estilo inconfundível sob
o pinho, com jeito tradicional de
tocar, vinda da forte influência
de Dino 7 Cordas, sem esquecer
de harmonias modernas. “Era o
violão de Brasília, respeitado por
todos”, diz o violonista Fernando
César, ex-aluno de Alencar.
“Ele morreu feliz, fazendo o que
gostava, tocando no Clube do
Choro, onde foi um dos funda d o re s ”,
disse Iolanda Lima Soares,
18 anos, filha do artista.
http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/
On Qui 15/09/11 20:46 , Wagner Freitas [email protected] sent:
Mais uma perda irreparável Freitas
--- Em qui, 15/9/11, Caio Tiburcio escreveu:
De: Caio Tiburcio
Assunto: [S-C] Falecimento: Alencar Sete Cordas
Para: [email protected]
Data: Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011, 9:10
Amigos, Alencar Sete Cordas faleceu ontem à noite aqui em
Brasília.
O Alencar Sete Cordas estava tocando no Clube do Choro, acompanhando
o pianista e compositor Antonio Carlos Bigonha. No intervalo, foi
encontrado no carro dele, já morto.
Ele foi essencial para o desenvolvimento do chorinho em Brasília.
Foi um dos fundadores do Clube do Choro; o pai, o organzador, o
arranjador do grupo Choro Livre; o sete cordas que acompanhou os
grandes músicos nas apresentações em Brasília.
O Alencar Sete Cordas foi, sobretudo, o grande professor de violão
em Brasília. Estudaram com ele, por exemplo, desde meninos, os sete
cordas Rogério Caetano e Fernando César.
Alencar fez, recentemente, 60 anos, apenas.
O sepultamento será em Brasília, hoje à tarde, em horário ainda
não definido.
Caio Tiburcio
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