Impressionante, morreu no palco, na casa da musica que tanto amou e tanto se 
dedicou....

cidão
  ----- Original Message ----- 
  From: Caio Tiburcio 
  To: Wagner Freitas 
  Cc: [email protected] 
  Sent: Friday, September 16, 2011 4:38 PM
  Subject: Re: [S-C] Falecimento: Alencar Sete Cordas


  O velório e o seputamento do Alencar Sete Cordas foi hoje. 
  Durante o velório (pela manhã)  e no momento do sepultamento (das 11 horas e 
30 minutos até as 12 horas e 30 minutos), a música esteve presente em 
emocionantes choros, testemunhos e rodas de choro.

  Os músicos compareceram em massa. Houve até aqueles que viajaram a Brasília 
para  participarem da despedida do Alencar. São os casos da mestre Odette 
Ernest Dias, no alto dos 82 anos de idade dela; do sete cordas Rogério Caetano 
... 

  Em seguida, duas matérias sobre a morte do Alenca, como ele era também 
chamado pelos músicos-amigos: do Irlam Rocha Lima, do jornal Correio 
Braziliense; e  de Roberto Studart, do Jornal de Brasília.



  CORREIO BRAZILIENSE

  Músico Alencar Sete Cordas morre após tocar em show no Clube do Choro 

  Irlam Rocha Lima

  Publicação: 16/09/2011 08:00 Atualização: 16/09/2011 08:11 

       
       
  Uma rara unanimidade no meio musical brasiliense, José Alencar Soares, o 
Alencar Sete Cordas, foi responsável pela formação de violonistas de diferentes 
gerações. Um dos fundadores do Clube do Choro, do grupo Choro Livre e primeiro 
professor da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, ele comemorou 60 anos, 
em 17 de junho deste ano, com uma grande festa, cercado de amigos, colegas e 
discípulos. No começo da madrugada de ontem, morreu, no Hospital de Base, 
vítima de enfarte.

  Na noite de quarta-feira, convidado especial de Antônio Carlos Bigonha, em 
show no Clube do Choro, Alencar subiu ao palco, no segundo bloco, e acompanhou 
o pianista em Carta a Niemeyer. “Ele estava tranquilo, feliz, e tocou lindo, 
recebendo aplausos calorosos da plateia. Dediquei a música a ele e ao Reco do 
Bandolim”, conta Bigonha. Logo após sair de cena, Alencar passou mal e foi para 
o carro.

  Ao ser informado do ocorrido pelo segurança do clube, Reco do Bandolim foi ao 
encontro do violonista e o viu pálido, com falta de ar e sentindo fortes dores. 
“Imediatamente, levei Alencar ao Hospital de Base. Lá, o médico tentou 
reanimá-lo com massagem, choque, mas não houve jeito. À 0h15, ele morreu, 
vítima de enfarte fulminante”, conta Reco.

  O violonista, natural de Ipu (CE), radicado em Brasília desde 1971, servidor 
do INSS, deixou mulher e três filhos. O corpo será velado hoje, a partir das 
6h, na Capela 6 do Campo da Esperança, onde será sepultado às 11h. No local, 
músicos ligados ao Clube do Choro vão prestar a última homenagem ao colega. 
Ontem, Reco do Bandolim anunciou que a Sala n° 1 da Escola Brasileira de Choro 
Raphael Rabello vai receber o nome de Alencar Sete Cordas.

  Roda de choro
  Logo que chegou à cidade, o violonista foi ao encontro dos músicos que 
participavam da roda de choro no apartamento de Odete Ernest Dias, na 311 Sul, 
onde foi criado o Clube do Choro. Ontem, a flautista, que voltou a morar no Rio 
de Janeiro, soube da morte do amigo logo no começo da manhã. “Estou chorando 
desde que tomei conhecimento da morte dessa pessoa íntegra, de grande doçura e 
um músico extraordinário. O Alencar gravou pela primeira vez ao me acompanhar 
no choro Só para moer, faixa do disco A história da flauta brasileira, que 
lancei pelo selo Eldorado em 1981”, lembra, saudosa.

  Nome destacado da música instrumental brasileira, o bandolinista Hamilton de 
Holanda recorda-se de Alencar com muito carinho. “Aprendi muito ouvindo-o 
tocar. O Alencar participou da gravação do disco de estreia do Dois de Ouro, no 
qual o Fernando César e eu registramos duas músicas dele, Imagem e Imitação. 
Ele deixou como legado um método de ensino revolucionário, sem necessidade de 
cifra, que facilita a vida de quem pretende aprender a tocar violão e outros 
instrumentos de corda.”

  Músico com quem Alencar vinha tocando ultimamente, o bandolinista Jorge 
Cardoso era só tristeza ao falar, ontem, sobre o amigo e conterrâneo. “Nos 
conhecemos em Fortaleza e nos reencontramos em Brasília. Ultimamente, fazíamos 
muitas apresentações juntos. Ainda não estou acreditando que ele tenha morrido. 
O Brasil perde um grande mestre do violão sete cordas”, afirmou, desolado.



  
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/09/16/interna_cidadesdf,270101/musico-alencar-sete-cordas-morre-apos-tocar-em-show-no-clube-do-choro.shtml


  JORNAL DE BRASÍLIA 
  OBITUÁRIO
  Alencar 7 C o rd a s , v i o l o n i st a

   Roberto Studart
  roberto . st udart@ clicabra silia. com. br

  A música de Brasília perdeu
  um de seus expoentes: o lendário
  violonista Alencar 7 Cordas. José
  de Alencar Soares, 60 anos, foi
  vitimado por um infarto, quarta-
  feira, no local em que ajudou a
  fundar e que tocou por 25 anos –
  o Clube do Choro. O músico
  teria passado mal após participar
  no show do pianista Antônio
  Carlos Bigonha. Ele chegou
  a ser levado ao Hospital de
  Base, mas não resistiu. O velório
  é hoje, a partir das 5h, na capela
  6 do Cemitério Campo da Esperança.
  O enterro será às 11h.
  O cearense de Ipu chegou à
  capital federal em 1971 e deixa
  legado impressionante para a
  música. Tocou com Cartola, Paulinho
  da Viola, Nelson Cavaquinho,
  Sivuca e Dominguinhos.
  E foi peça fundamental na formação
  musical das novas gerações
  de instrumentistas.
  O “Chorão” era conhecido
  pelo seu estilo inconfundível sob
  o pinho, com jeito tradicional de
  tocar, vinda da forte influência
  de Dino 7 Cordas, sem esquecer
  de harmonias modernas. “Era o
  violão de Brasília, respeitado por
  todos”, diz o violonista Fernando
  César, ex-aluno de Alencar.
  “Ele morreu feliz, fazendo o que
  gostava, tocando no Clube do
  Choro, onde foi um dos funda d o re s ”, 
  disse Iolanda Lima Soares, 
  18 anos, filha do artista.

  http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/


  On Qui 15/09/11 20:46 , Wagner Freitas [email protected] sent:

          Mais uma perda irreparável

          Freitas

          --- Em qui, 15/9/11, Caio Tiburcio escreveu:


            De: Caio Tiburcio 
            Assunto: [S-C] Falecimento: Alencar Sete Cordas
            Para: [email protected]
            Data: Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011, 9:10


            Amigos,  Alencar Sete Cordas  faleceu ontem à noite aqui em 
Brasília.

            O Alencar Sete Cordas  estava tocando no Clube do Choro, 
acompanhando o pianista e compositor Antonio Carlos Bigonha. No intervalo, foi 
encontrado no carro dele, já morto.

            Ele  foi essencial para o desenvolvimento do chorinho em Brasília.  
Foi um dos fundadores do Clube do Choro;  o pai, o organzador, o arranjador do  
grupo Choro Livre; o sete cordas que acompanhou os grandes músicos nas 
apresentações em Brasília. 

            O Alencar Sete Cordas foi, sobretudo, o grande professor de  violão 
 em Brasília. Estudaram com ele, por exemplo, desde meninos, os sete cordas 
Rogério Caetano e Fernando César.

            Alencar fez, recentemente, 60 anos, apenas.
             
            O sepultamento será em Brasília, hoje à tarde, em  horário ainda 
não definido.

            Caio Tiburcio


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