Simples eleva arrecada��o do INSS
Estudo da Fenacon aponta que se empresas que est�o na informalidade aderissem ao sistema recolhimento cresceria 60%
 
Estudo realizado pela Federa��o Nacional das Empresas de Servi�os Cont�beis (Fenacon), divulgado ao Di�rio do Com�rcio com exclusividade, revela que se o regime de tributa��o Simples fosse estendido a novas categorias empresariais, a arrecada��o para o INSS aumentaria em at� 60% dentro desse universo, contrariando a declara��o de representantes da Previd�ncia que dizem que haveria perda de R$ 2,6 bilh�es em 2002. O estudo aponta, ainda, que a Receita Federal teria um incremento de 40%, segundo informa o presidente da Fenacon, Pedro Coelho Neto. Pelo Simples, o INSS arrecadou at� outubro R$ 3,14 bilh�es dos R$ 50,2 bilh�es total. Para a realiza��o do estudo, foram consultadas 505 empresas filiadas � Federa��o. Crescimento – Coelho Neto diz que esse crescimento aconteceria devido ao aumento do volume a ser arrecadado. Isso se daria com aplica��o de al�quotas diferenciadas para as novas empresas que aderissem ao Simples. A proposta do estudo � que se elabore um mix com as faixas de faturamento e o n�mero de empregados. Ou seja, aquelas empresas com maior n�mero de empregados sofreriam um acr�scimo percentual a ser imputado a uma determinada faixa. Deste modo, evitaria a redu��o com a Contribui��o Previdenci�ria de empresas que possuem um n�mero elevado de funcion�rios. A Fenacon sugere, por exemplo, que microempresas com faturamento de at� R$ 60 mil, recolhessem 4,8% ao inv�s dos atuais 3%, e as empresas de pequeno porte com faturamento entre R$ 120.000 e R$ 240.000, passassem dos atuais 5,40% para 8,64%. Isso permitiria que empresas que est�o na informalidade hoje come�assem a contribuir, promovendo uma alavancagem na arrecada��o, sem prejudicar aquelas j� enquadradas no regime. Ficou provado tamb�m que, diante da alta tributa��o, o que ocorre, na pr�tica, � a sonega��o de receitas e atividades se desenvolvendo na informalidade. O estudo demonstra que parte das empresas deixa de declarar 40% do seu faturamento. Segundo Coelho, de nada adianta o Governo impedir a inclus�o de mais empresas no Simples temendo uma menor arrecada��o diante da pr�tica de omiss�o de faturamento. Os resultados da pesquisa tamb�m indicam que se a op��o pelo Simples fosse vi�vel, os empres�rios investiriam mais em seus neg�cios aumentando a oferta de emprego em cerca de 30%, promovendo o crescimento do volume de transa��es comerciais que impulsionariam a economia do Pa�s. O presidente do N�cleo Parlamentar de Estudos Cont�beis e Tribut�rios, deputado Germano Rigotto (PMDB/RS) informa que o grupo de estudos que analisar� a proposta da Fenacon dever� ser formado ainda esta semana. Ser�o dois representantes do INSS, dois da Receita Federal e dois da Fenacon, indicados pelo N�cleo. Rigotto explica que o grupo s� dever� come�ar a trabalhar no ano que vem. “O objetivo � que se fa�a um levantamento da margem de lucro de cada segmento para determinar as al�quotas ideais para cada um”, diz o presidente da Fenacon. A entidade congrega 33 sindicatos em todo o Brasil, totalizando mais de 100 mil empresas filiadas. Receita nega informa��o – Embora tenha uma liminar garantindo a inclus�o de empresas prestadoras de servi�o ao Simples, a Federa��o de Servi�os do Estado de S�o Paulo (Fesesp) vem registrando reclama��es de afiliados que poderiam se beneficiar da medida e n�o conseguem obter informa��es junto � Receita Federal. O superintendente da Receita em S�o Paulo, Maur�cio Prado de Almeida, divulgou uma nota oficial na qual informa que o �rg�o cumpre todas as decis�es da Justi�a e que os interessados em inscrever-se no Simples devem procurar o �rg�o no primeiro dia do ano-calend�rio de 2002.
 
Fonte: Di�rio do Com�rcio-SP/FENACON.

 
Atenciosamente,
 
Adriano Mattos
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