Direito_Sa�de e Bio�tica  -- 20.01.2002
Saiba a verdade sobre morte encef�lica
e transplantes
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Muitos podem estar se perguntando,
com certa perplexidade:


SE,
de todos os
Estados brasileiros, o Maranh�o � o que  apresenta
a situa��o social mais calamitosa, mantendo (desde 1985)
o pior PIB  per capita do Pa�s;


SE
o Maranh�o
tem hoje a maior parcela da popula��o (62,37%)
vivendo abaixo da linha de mis�ria (menos de R$ 80 por pessoa,
por m�s), de  acordo com oMapa da Fome da Funda��o
Get�lio Vargas (FGV);


SE,
nas duas gest�es da governadora Roseana Sarney,
a pobreza s� cresceu no Maranh�o, pois, segundo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE),
o n�mero de fam�lias que  l� vivem com at� meio sal�rio
m�nimo aumentou 37% - enquanto no resto do Pa�s
diminuiu 22%; se, nas duas gest�es da governadora Roseana Sarney,
cresceram  tanto a mortalidade infantil quanto a evas�o escolar
- segundo dados da mesma  respeitada institui��o,
contidos no Censo 2000; se, segundo a �ltima medi��o
do  �ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU,
o Maranh�o est� no mesmo patamar  de mis�ria de na��es africanas
como Gana e Congo - e basta lembrar que 39,8%
das  casas maranhenses n�o t�m
sequer banheiro ou sanit�rio; como se explica, ent�o,
o fato de a governadora Roseana Sarney alcan�ar
um bom �ndice de aprova��o em  seu Estado?




E como se explica o fato de, nos  �ltimos 36 anos
- isto �, desde 1965, quando Jos� Sarney se elegeu governador
do  Maranh�o -, o eleitorado maranhense ter escolhido,
para o governo do Estado, uma  seq��ncia ininterrupta
de correligion�rios e amigos diletos de Jos� Sarney
(Jo�o Castelo Ribeiro  Gon�alves, Oswaldo Nunes Freyre,
Luiz Rocha, Epit�cio Cafeteira,  Jo�o Alberto, �dison Lob�o
e a filha Roseana Sarney), se nesse tempo todo o Maranh�o,
que no passado fora um marco cultural e hist�rico do Pa�s,
entrou em  franca decad�ncia econ�mica, social e cultural ?



___

Decifremos o enigma.
___


Antes de mais  nada, a fam�lia Sarney exerce dom�nio absoluto
sobre todo o sistema de  comunica��o do Maranh�o.



� dona do principal jornal - O Estado do Maranh�o -
e  do principal sistema de r�dio e televis�o - o Sistema Mirante
e o Mirante Sat,  que recebem o sinal da Rede Globo.



Os outros dois sistemas de TV mais  importantes do Estado
pertencem a correligion�rios e/ou dilet�ssimos aliados da  fam�lia,
como � o caso do dono da Difusora (que recebe o sinal do SBT),
senador �dison Lob�o, e do dono da TV Praia Grande
(que recebe o sinal da Bandeirantes), deputado estadual Manuel Ribeiro,
h� oito anos presidente da Assembl�ia Legislativa do Maranh�o
(onde a  governadora tem 36 dos 42 membros).



Interagindo com o governo, num  processo
de publicidade institucional massificada, intensa e constante,
os  sistemas de comunica��o social maranhense exercem,
com perfei��o, um duplo  papel.


Primeiro

� o de manter
um clima permanentemente festivo, com a divulga��o
diuturna das promo��es governamentais, dentro da estrat�gia
de programa��o pol�tico-espetacular
denominada "Viva".



Trata-se do seguinte: o governo  maranhense organiza,
permanentemente, festejos p�blicos em diferentes locais,
com ampla concentra��o popular, tendo como p�lo de atra��o
artistas famosos, dan�as, farta venda de bebidas, etc.



Batiza-se a grande festa de acordo com o nome
do bairro ou da regi�o escolhida: por exemplo,
"Viva Renascen�a!", ou
"Viva  Maiob�o!", ou
"Viva Liberdade", ou
"Viva Bairro de F�tima", ou
"Viva Madre Deus", ou
"Viva Anjo da Guarda".



Certamente � uma iniciativa inspirada na
velha  pr�tica dos imperadores romanos,
denominada panem et circenses
(embora sem  panem, pelo que talvez mais apropriado
fosse denominar cacha�orum et circenses).



O segundo papel fundamental do  integrad�ssimo
sistema de comunica��o controlado pela fam�lia Sarney
consiste em  abafar tanto fracassos administrativos quanto
irregularidades apontadas ou  investigadas - seja
pelos Tribunais de Contas, pela Pol�cia Federal ou pelo
Minist�rio P�blico -, que acabam deixando de se tornar,
pela absoluta  desinforma��o
popular, objeto de press�o por parte
da opini�o p�blica  maranhense.



Dentre os in�meros exemplos de  atua��o dessa morda�a
comunicol�gica,  poderiamos mencionar o caso do P�lo
de  Confec��es de Ros�rio, um ambicioso projeto de U$ 20 milh�es
- a cerca de 100 km  de S�o Lu�s -,  inaugurado pomposamente
(com a presen�a de FHC),  para gerar 4 mil  empregos.



Na verdade, tratava-se do conto-do-vig�rio de um chin�s
de Taiwan interessado em vender m�quinas de costura -
e que acabou preso em Manaus, por estelionato.
E o que era para ser uma moderna cooperativa, alardeada pela
governadora, se tornou uma minguada produ��o artesanal,
que s� emprega cerca de  400 pessoas, ganhando em torno
de R$ 100 por m�s (por falta de coisa
melhor).



Ou  o caso da Usimar, projeto or�ado em R$ 1,3 bilh�o,
que teve aprova��o recorde  (com o empenho total da governadora
e de seu marido) na Sudam, levantou com  rapidez in�dita
R$ 44 milh�es e evaporou (pelo que o Minist�rio P�blico entrou
com a��o civil contra Roseana e Jorge Murad).



Ou o caso Salang�, projeto de  irriga��o
destinado � produ��o de arroz e
c�tricos, que recebeu cerca de R$ 60  milh�es h� anos,
n�o produz nada e est� eivado de graves irregularidades
(inclusive superfaturamento), segundo o TCU.




Ou o caso do projeto de despolui��o da Lagoa de Jansen
(centro de S�o Lu�s), que tamb�m gastou R$ 60 milh�es
(federais) para n�o despoluir nada, al�m das graves irregularidades
(inclusive  superfaturamento) apontadas pelo TCU.



Ou o caso da estrada fantasma" Paulo  Ramos-Arame,
onde foram gastos U$ 33 milh�es em obras inexistentes.
Ou o caso da  duplica��o do Projeto Italuis - R$300 milh�es -,
obra de saneamento tamb�m com  graves irregularidades
( inclusive superfaturamento ) apontadas pelo TCU.



Nada disso � trazido � discuss�o  p�blica pelos ve�culos
de comunica��o maranhenses. E, convenhamos, uma popula��o
em que 39,8% de seus integrantes n�o podem nem dispor
de chuveiros e privadas na  pr�pria resid�ncia, e para
a qual n�o foram constru�das novas salas de aula
nos �ltimos sete anos, que tipo de espir�to cr�tico
poder� ter desenvolvido - nas  �ltimas tr�s
d�cadas e nos �ltimos sete anos - dentro da anestesiante
festividade com que tem  sido embromada a sua sensa��o de real
( mesmo que charmosa ) mis�ria?

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Mauro  Chaves � jornalista, advogado,
escritor e produtor cultural  E-mail:
[EMAIL PROTECTED]

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ENDERECOS  SOBRE
MORTE ENCEFALICA
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Nao se deixe enganar
pela propaganda transplantista.
===
INFORME-SE:    
apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo
ja seria suficiente para evitar a necessidade de
80% de transplantes previsiveis, com origem em declaracoes
de mortes encefalicas  *antecipadas*
para fins de retirada de orgaos vitais.
===
ARTIGO: 
"Falhas no Diagnostico da Morte Cerebral",
publicado  na  Revista  CIENCIA HOJE,
n�mero 161, junho de 2000:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf
===
ARTIGOS
cientificos no site da UNIFESP:
http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm
===
ARTIGO:
"Morte Encefalica"
http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm
===
DEMONSTRACAO
cientifica dos efeitos mortais do teste
da APNEIA,   imposto pelo CFM para
declaracao  da  morte  encefalica que
pretende diagnosticar:
http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm
===
ARTIGO:
em ingles sobre a importancia da 
*Penumbra Isquemica*  para a declaracao
da morte encefalica:
http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html
===
MANIFESTACOES PUBLICAS
da comunidade neurocientifica internacional
contraria aos criterios declaratorios
da morte encefalica.
NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO
internacional na declaracao de morte encefalica,
confirme o que dizem os neurocientistas em:
http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm 
===
DEBATE
internacional da comunidade neurocientifica
sobre os erros declaratorios da morte encefalica
na Revista Cientifica BMJ:
http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266
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morte encefalica em Direito_Saude: 
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