2009/2/8 José Geraldo Gouvêa <[email protected]> > Em Dom, 2009-02-08 às 20:14 -0400, Andre Cavalcante escreveu: > > > > Entretanto engrosso o coro: você deve ter muita consciência e um bom > motivo > > para compilar o kernel Linux, por exemplo aprender a fazer isso. Não que > a > > tarefa seja difícil (na verdade é uma receita de bolo e lhe digo que > > qualquer um que conhece alguns comandos de terminal é capaz de executar), > > mas exige um certo sentido na coisa. > > Muito bem. Aqui está a grande controvérsia. Eu certa vez compilei um > kernel para minha máquina colocando como Bult-in todos os drivers dos > equipamentos que eu tinha e como módulo todos que eu não tinha. Sendo > que alguns que eu tinha certeza que não ia usar eu nem incluí (sistemas > de arquivo exóticos, por exemplo). > > Tendo feito isso instalei e rodei. > > Não notei nenhuma diferença absurda de desempenho e ainda tive problemas > porque deixei de fora inadvertidamente algumas coisas necessárias. > > Faço então minha pergunta: > > o que vocês acham mais importante: selecionar os módulos (como eu fiz) > ou simplesmente compilar com as otimizações adequadas para seu > processador? > > Ou tem alguma outra razão? > > Respondam com suas experiências pessoais, por favor.
Cara, como coloquei na mensagem anterior, você tem que ter motivo para compilar o kernel e isso deve fazer algum sentido. Simplesmente procurar uma melhor performance é quase uma besteira, porque o grosso da performance hoje depende muito mais do hardware adjacente (velocidade da RAM, HD, barramentos etc.) do que do processador. É claro que você ganhará em performance, mas deve ter ciência do que está fazendo. Para desktop, é quase besteira porque você não vai ficar dando manutenção (recompilando o kernel) a cada nova versão do vanilla e ainda vai ter que adaptá-lo na mão. É por isso que existem as tais das distribuições. Note igualmente que um kernel ubuntu é um kernel vanilla aplicado um patch que permite o uso dos tais módulos non-free e é esse o pulo do gato do ubuntu, porque sem esses módulos o Ubuntu não teria o sucesso que tem nem a facilidade de instalção na maioria dos hardwares que existem por aí. Acresce-se a isto o fato de que em um desktop é relativamente comum alterar-se o hardware (seja trocando HD, acrescentando memória, inserindo uma placa de rede diferente etc.) e para cada conjunto desde você teria que recompilar o kernel e ajustar as suas configurações na mão - sinceramente acho que isso não se justifica a não ser que o seu trabalho seja este: fazer testes e adaptações de hardware. No meu caso eu tive que recompilar o kernel para aplicar o patch do RTAI, idem para o RT-Linux e torço pro pessoal do CONFIG_PREEMPTBLE termine logo o seu trabalho no vanilla para finalmente termos linux-rt de verdade. Mas esse é o meu trabalho e a minha necessidade. Posso ilustrar algumas outras necessidades: adaptar um kernel 2.4 ou mesmo 2.6 para um hardware específico: e.g. ARM, adaptar um kernel para um roteador/firewall, criar um servidor dedicado, ou simplesmente aprender (coisa de acadêmico, típico trabalho final da disciplina Sistemas Operacionais) como trabalhar com um kernel, e por aí vai... e é claro que em nenhum desdes casos você utilizaria o seu computador de produção para fazer a compilação do kernel. -- André Cavalcante Porto Alegre, RS. Ubuntu User number # 24370 -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

