Pessoal, segue abaixo mais um deputado que me respondeu sobre a polêmica de 
usarem ou não o openoffice na câmara.

----- Original Message ----- 
From: Dep. Roberto Freire 
To: [EMAIL PROTECTED] 
Sent: Wednesday, March 15, 2006 6:21 PM
Subject: Fale com o Deputado


À pedido do Dep. Roberto Freire, informo que a Câmara dos Deputados continua a 
usar o Oppen Office, não havendo intenção de voltar a usar o Windows.  
Aproveito ainda a oportunidade para encaminhar-lhe notas publicadas no site do 
PPS, www.pps.org.br, que espelha o sentimento dele e de todo o Partido sobre 
assuntos atuais.
Cordialmente,
Leila S. Portella
Secretária Parlamentar


PPS denuncia conluio para salvar envolvidos no esquema do mensalão

     O PPS divulgou nota nesta quinta-feira em que denuncia um conluio, sob o 
comando do Governo Lula, para salvar da cassação deputados acusados de 
envolvimento no esquema do mensalão. O partido alerta que a atitude frauda a 
vontade popular, fere a democracia e desmoraliza as instituições republicanas. 
"O PPS persevera na rejeição aos acordões e alerta a sociedade brasileira 
contra as indecentes armações que buscam esconder na impunidade descarada, os 
crimes cometidos pelo governo Lula", afirma o texto.

     NOTA PÚBLICA À SOCIEDADE

     O Partido Popular Socialista - PPS - vem a público repudiar o 
prosseguimento das ações de um conluio que, sob o comando do governo Lula e de 
seus aliados, mais uma vez frauda a vontade popular, fere a democracia e 
desmoraliza as instituições republicanas.

     As absolvições dos deputados, Romeu Queirz, Roberto Brant e Professor 
Luizinho, réus confessos de recebimento de dinheiro do "valerioduto", fazem 
parte de um acordo que visa a salvar mandatos às custas da fragilização da 
Câmara dos Deputados.

     Novamente, os pareceres do Conselho de Ética foram ignorados e rejeitados, 
revelando clara estratégia de escancarar as portas para a passagem impune de 
outros acusados. Desta vez, a base aliada do Planalto está animada com as 
recentes pesquisas de opinião que apontam o crescimento do presidente Lula. 
Imaginam os governistas que o mesmo ocorrerá com seus nomes, quando submetidos 
ao julgamento popular, nas próximas eleições. 
Confiam que o mensalão cairá no esquecimento.

     No plenário, o clima no dia da votação do parecer do Conselho de Ética era 
de falta de compostura. Não se analisava a justiça ou não das punições, mas se 
constatava uma certa frouxidão moral tanto na base governista quanto em alguns 
partidos de oposição.

     O PPS persevera na rejeição aos acordões e alerta a sociedade brasileira 
para as indecentes armações que buscam esconder, na impunidade descarada, os 
crimes cometidos pelo governo Lula, pelo PT e pelos partidos do mensalão.

     DEPUTADO ROBERTO FREIRE
     PRESIDENTE NACIONAL DO PPS


NOTA PÚBLICA



A direção nacional do PPS e a bancada do partido na Câmara dos Deputados vêm a 
público defender a adoção do voto aberto no Congresso Nacional. O PPS e seus 
parlamentares entendem que deputados e senadores devem à sociedade 
comportamentos transparentes e posições claras em matérias de interesse de 
todos. O que temos visto, no entanto, são acordos que visam beneficiar 
integrantes do Poder Legislativo, prática que tem no voto secreto um aliado 
imprescindível.

Sob o manto do voto secreto, o plenário da Câmara está subscrevendo a prática 
do caixa dois nas eleições como se este não fosse um crime, mas um equívoco 
menor, passível de solução entre pares. A alegação do recebimento de "dinheiro 
não contabilizado", codinome que o PT deu à omissão de receita nas contas à 
Justiça Eleitoral, em vez de condenar tornou-se álibi para deputados acusados 
de participação no esquema do valerioduto - de compra de votos no Congresso 
para a aprovação de matérias de interesse do governo.

Para se safar da condenação por integrar essa execrável quadrilha, os acusados 
estão se refugiando no caixa dois. É um absurdo. As absolvições baseadas na 
prática de um crime fizeram dos parlamentares uma casta acima da lei. Isso 
desmerece e desmoraliza o Congresso, envergonha a República e apequena a 
democracia brasileira.

O PPS quer deixar claro seu repúdio à absolvição por prática de caixa dois, bem 
como explicitar sua crença no fortalecimento do Conselho de Ética, com 
ampliação de seus poderes - por meio de alterações na Constituição - para o 
aperfeiçoamento dos instrumentos de correção e punição de faltas cometidas por 
parlamentares. Parlamentares são cidadãos com responsabilidades ampliadas 
porque representam a sociedade. O mandato não lhes dá permissão para pairar 
acima do bem e do mal. Ao contrário, imputa-lhes o dever de se comportar 
exemplarmente, dentro da lei e sob a égide da ética.



Roberto Freire

presidente nacional do PPS



Fernando Coruja

líder do PPS na Câmara

-------------

Eu li o artigo que saiu na internet no dia de hoje, cuja a fonte é: 
http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/ComputacaoCorporativaInterna_211205.html 

Onde este diz que os Deputados não gostaram de usar o programa OpenOffice que é 
uma distribuição gratuita. 
Quero expressar a minha indignação contra essa decisão de comprar os produtos 
da Microsoft, sendo que no meu entendimento, os deputados que optaram por essa 
opção, estão usando o meu dinheiro de imposto para comprar programas de uma 
empresa praticamente Monopolista que possui preços muito incompativeis com a 
nossa realidade brasileira. Acredito que vocês precisem de bom equipamentos e 
softwares para trabalhar. Mas no meu entendimento, os deputados que quiseram 
essa mudança tiveram pouca vontade de mudança de habito para o OpenOffice e não 
estão pensando claramente que o dinheiro que estão comprando é do povo. Se a 
camara pode comprar, não quer dizer que todos podem. Devia existir uma vontade 
voltada para software livre, seje essa vontade em pesquisas, tecnologias.

Estou descontente com os deputados envolvidos nessa decisão. 

Responder a