Prezado Alain,


Citando "Alain M." <[EMAIL PROTECTED]>:

Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:

    É isso que o projeto BrOffice.org deseja?

Sim, é isso. Desejamos que os autores tenham gerência ao uso comercial do material que é desenvolvido. Isso não significa absolutamente que o uso comercial será negado, pelo contrário, a licença dá a possibilidade ao autor de participar dessa utilização e, inclusive, contribuir para que um projeto de treinamento ou uma publicação seja ainda melhor. Desejamos que eles autorizem ou não que o material seja usado num treinamento. Desejamos que os autores autorizem ou não que uma revista publiqueo seu material.

Porque será que o própria SUN prefere uma licença "mais livre"?

Você está falando de software ou documentação?

A Sun não licencia documentação de forma "mais" ou "menos" livre, mas
sim da forma que lhe é mais conveniente.

Em geral, os documentos publicados pela Sun, mesmo sobre softwares
licenciados pela GNU GPL, são restritivos. Alguns exemplos você
encontrará em:

http://docs.sun.com/app/docs/prod/







Vamos a um exemplo prático também: Vou fazer um curso, tem material no site, em 5 partes em documentos diferentes. Ok, escrevo para cada autor... recebo só duas respostas, e agora? Resultado: não posso usar.

O que acontece é que muitos autores desaparecem, mudam de email, e outras coisas próprias da internet. Imagine só isso após alguns anos...

Se o seu treinamento não tem fins comerciais, como num projeto de
inclusão digital, não há problema nenhum em você modificar e ampliar o
material de uma licença Creative Commons BY-NC-SA.

Em relação ao contato, a preocupação que temos é que o projeto tenha
condições de manter o documento atualizado. A licença utilizada nos
garante isso sem problema algum. Os autores, por sua vez, são
contatados periodicamente para atualizações e vários deles, como o
Furusho, o Noelson, o Rômulos, e outros fazem parte do projeto
BrOffice.org com responsabilidades na organização de grupos de
usuários, subprojetos, etc... Isso faz com que um contato qualquer
seja viabilizado.

Enfim, o projeto dá ao autor a possibilidade de ser contatado e o
autor dá ao projeto a possibilidade de prosseguir atualizando a
documentação para fins não comerciais.

Além disso, a documentação do projeto é extremamente volátil. Ela
envelhece e passa a ser inútil devido às mudanças funcionais e visuais
nas versões.






Se a licença fôsse livre de verdade, não haveria esse problema.

Depende do uso da licença. Se você se refere ao licenciamento GNU FDL
deve saber que existe a possibilidade de criação de Seções Invariantes
dentro do documento.

Se o autor usar as seções invariantes exageradamente, pode
inviabilizar modificações no documento, sejam elas comerciais ou não,
com ou sem o contato com o autor. Isso pode gerar um documento cuja
atualização em parte ou no total pode conter seções inúteis ou
obsoletas, que não interessam nem ao revisor nem ao usuário.

Por isso, inclusive, alguns autores questionam a validade da GNU GPL como uma
licença "livre".





Espero sinceramente que alguns AUTORES estejam acompanhando esta discussão ;-)

    Usando os termos da licença, o material pode ser distribuído, copiado e
modificado para fins não-comerciais, o que é, justamente, o fim dos projetos
de Inclusão Digital que necessitam de material didático para as suas atividades.

Não é bem assim. Se uma empresa terceirizada for contratada para fazer o treinamento e imprimir as apostilas, É QUEBRA DA LICENÇA !!!

  Não é quebra de licença. O fato de um projeto de Inclusão Digital
não ter fins comerciais não significa que ele não remunere funções
intermediárias, como o trabalho de instrutoria, a infra-estrutura ou a
impressão dos manuais.





Segundo o autor, isso seria importante para ele. Ele havia usado o material em um treinamento da sua empresa de TI e gostaria de contribuir com o >>material para o projeto, mas estava receoso de modificações no seu material ou >>do uso do mesmo por outras empresas.

Será que essa empresa não se beneficiou do software e documentação livre? O que aconteceria se o comum fosse a FDL: a empresa usaria trechos de vários >documentos prontos, faria uma apostila melhor com muito menos custo. E não >ficaria nem um pouco preocupadas de divulgar!

Seria ótimo, mas esse entendimento é complicado na prática. Como
expliquei no e-mail anterior, no caso da empresa que desejava utilizar
o material de Inclusão Digital desenvolvido por mim em uma base
Windows, existem empresas e empresas.

A licença Creative Commons BY-NC-SA protege o autor contra usos
comerciais indiscriminados e não autorizados. Quando não há a harmonia
que todos nós desejaríamos, é necessário um regramento para que
liberdade não se confunda com libertinagem.




Software livre também é aprender a DAR, principalmente quem já RECEBEU primeiro.

Não, se o autor quiser publicar o seu documento em outro licenciamento >>como FDL ou ODL, não há problema. Isso, inclusive, foi o que coloquei no meu >>último e-mail desta lista.

Parece bom, mas na minha opinião não está funcionado. Basta ver o que >aconteceu com o Autor que enviou a mensagem que reacendeu esta thread: ele >especificou bem claramente que permitia uso comercial e mesmo assim usou a CC.

Não vejo problema na escolha da licença, ou qualquer relação com a
documentação do projeto.

Creative Commons é uma família de licenças que permite que o autor
defina claramente o que ele deseja ou não. Dentro do projeto
BrOffice.org, recomendamos o uso da licença BY-NC-SA, (atribuição de
autoria, uso não comercial, compartilhamento pela mesma licença).

  Se o autor em questão, o prof. Júnior, deseja o uso comercial da sua
apostila de Sistemas Operacionais, não há nenhum conflito em usar a
licença Creative Commons sem o atributo "NC".




NMHO, seria mais útil a todos que o site indicasse o uso da FDL, porém *explicando* bem claramente quando é mais adequado o uso do CC como segunda opção.

  A escolha pela Creative Commons envolveu uma discussão sobre o
assunto. A licença Creative Commons BY-NC-SA escolhida e sugerida:

   - protege o autor contra o uso comercial indevido;
   - permite a continuidade da documentação pelo projeto com fins não
comerciais;
   - está oficialmente em português;
   - é clara e fácil para o usuário final ler e entender;
   - possui regramento legal e um grupo de trabalho no Brasil que
estuda o desenvolvimento do uso da licença.

  A licença GNU FDL:
   - não possui tradução oficial para o português;
   - não é clara e fácil para o usuário final ler e entender;
   - não protege o autor e o projeto contra o uso comercial indevido.

  Por isso escolhemos e recomendamos o uso da Creative Commons.



Pense na wikipédia, será que ela existiria se a licença não fosse 100% free?

  Funciona como no BrOffice.org. Eles escolheram a licença que
consideraram mais adequada para o projeto.


Alain


  Sds,
  Gustavo Pacheco.






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