Acho que você descreveu um auto-didata, uma pessoa pró-ativa que nasce
leigo, mas arrisca-se em aprender.
O leigo que eu costumo descrever, e que talvez seja o mesmo do colega,
é aquele que todos os mínimos passos devem ser considerados, toda
mudança é profunda, até os atalhos na área de trabalho não podem mudar
de posição. As vezes são descritos como salsas, mixugos e por outros
nomes menos nobres.

Quero que saiba que não é preconceito meu, minha esposa é leiga, mas
usa o Ubuntu como ninguem, é a prova viva de que qualquer leigo pode
aprender, mas o que eu descrevo é um leigo que acha que não precisa
reaprender, é o acomodado, onde uma posição diferente do ícone faz a
maior diferença.

Tenho certeza que corporações grandes exigem qualificações melhores
para que os leigos descritos não sejam contratados, mas em outras
regiões onde a qualificação tem menos exigência, eles acontecem, eles
existem, não são ficção, ja tive que sair da minha sala, porque o
usuário não conferiu se o equipamento estava ligado na tomada defronte
dele, já peguei um usuário que chamou o suporte porque um botão que
deveria haver alí não existia e o suporte reportou que o usuário
simplesmente não rolou a tela (scroll) para ver o botão. Você manda
mil e-mails para não clicarem em links dentro dos emails suspeitos (e
descreve o que é um) e eles ainda assim clicam.

Sim, eles existem ! Eles são o terror da área de suporte.
Como se combate isso ?
Não tem como. O cara é bom na sua área, seja, matemático, financeiro,
arquiteto, mas enfim, é leigo com o computador. Se ele fez curso de
"uordi", vai teimar em não usar outro. É melhor pagar um "uordi" e um
bom suporte que perder um bom engenheiro, arquiteto, ...

[]'s


Em 30 de janeiro de 2010 23:23, Daniel Ashidate <[email protected]> escreveu:
> Cada um tem um ponto de vista, e respeito o seu ponto de vista.
>
> Mas... dizer que:  "O que não dá para esperar é que usuários leigos instalem 
> e se virem sozinhos... a inércia é maior."
>
> Eu sou usuário leigo e por este motivo que entrei neste forum. Não precisei 
> de nenhum professor para me ensinar como abrir, salvar e fechar um documento 
> do MSOffice e da mesma forma muitos como eu não precisaram. Qualquer pessoa 
> que saiba escrever seu próprio nome no RG ou em um celular (aparelho que se 
> tornou popular), vai saber trabalhar com um pacote de edição de texto. A não 
> ser que nunca seja necessário.
>
> Se leigo como eu é montar tabelas com progressão aritimética, desenhas curvas 
> de tendência, montar equações em editores de texto, e o mais desafiante, 
> trabalhar com um software que nunca conheci, acho que sou leigo de paixão.
> O BrOffice ou qualquer que seja o Pacote de edição de texto ou
> planilha, terá as mesmas funcionalidades para qualquer usuário "leigo".
> Agora, se sua empresa, companhia, corporação acha que vai render muitos 
> frutos $$$ ensinando pessoas que não sabem o que é teclado, mouse e nem para 
> que serve o Open Office, desejo sorte!
> Lembre-se, um leigo chama outro, e outro, e uma loja, uma empresa, um 
> companhia, uma corporação.
>
> E somente acrescentando sobre uma questão:
> "Já existe muita gente usando BrOffice (veja o número de downloads
> recentemente divulgado), e acredito que sem salvar no formato .doc por
> padrão."
> Download não quer dizer nada.
> Se você que não é "leigo" já deve ter trabalhado com estatística, então 
> saberia dizer que fazer download é uma coisa, pois qualquer criança faz, sem 
> pedir para os pais. Agora, me diga quantas pessoas instalaram e está usando 
> ele como seu principal editor?, com excessão as aquisições em massa por 
> empresas e companhias. Agora exclua aqueles que instalaram e estão usando 
> outro software em paralelo?
> Você sabe tão bem que muitas funções do BrOffice precisam ser melhoradas. Já 
> perdi tabelas, formatações de células, etc..
>
> Daniel
>
>
>
>
>
> ----- Mensagem original ----
> De: Luís Fernando Heckler <[email protected]>
> Para: [email protected]
> Enviadas: Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 11:20:55
> Assunto: Re: Res: [usuarios OOo] Office X OpenOffice
>
> Meus 50 centavos...
>
> Discordo em vários pontos.
>
>>
>> A grande questão dessa discussão não é falar sobre Office, BrOffice ou outro 
>> pacote de edição de texto, calculos, etc..., mas no formato do arquivo!
>>
>
> Concordo.
>
>> Por exemplo, se hoje eu lançar um software que seja melhor, mais fácil de 
>> trabalhar mas que não salva no formato (.PDF) daria para contar nos dedos 
>> quantos usuários que instalaram na suas máquinas depois removeram por não 
>> utilizar. Acho muito dificil ver um computador hoje que não tenha instalado 
>> um plugin para (ex. flash, java, pdf, etc...).
>>
>
> Acho que não te entendi.
> Muitos softwares não geram PDF automaticamente, tanto que existem dúzias de 
> geradores de PDF que instalam impressoras para fazer isso.
> E nem por isso deixam de ser utilizados... haja visto várias versões do MS 
> Office (não sei se as novas permitem salvar PDF, mas as do tempo que eu usava 
> não).
>
>> O que eu estou querendo dizer é se o BrOffice desse prioridade em salvar os 
>> arquivos em (.DOC) ao invés do (.ODT), acredito que muitos estariam usando. 
>> Imaginem vocês, como ficaria a troca de informações, eu mando o arquivo e 
>> tenho que ligar para a pessoa para saber se ela consegue abrir o arquivo, 
>> caso contrário teria que converter o arquivo em outro formato para que ele 
>> consiga abrir...
>
> Já existe muita gente usando BrOffice (veja o número de downloads 
> recentemente divulgado), e acredito que sem salvar no formato .doc por 
> padrão. Considero um retrocesso ceder para usar um formato proprietário ao 
> invés de um padrão de fato, e livre.
>
>> Eu sei que é possível alterar nas configurações essa questão de salvar em 
>> outro formato, mas só de saber que a raiz do software é outro formato e que 
>> salvando em .DOC corre-se o risco de perder partes do arquivo... Imagine o 
>> que o Paulo Coelho faria se lá pelas tantas ele perde-se metade do seu 
>> rascunho de um novo título!
>
> O risco de perder formatação é justamente porque a conversão para .doc é 
> empírica, uma vez que o formato doc é proprietário. Inclusive, por mim, acho 
> que o mais interessante para o projeto  BrOffice.org/OpenOffice.org seria 
> apenas abrir .doc, mas jamais permitir salvar em .doc. Isso de fato assusta 
> usuários, afinal, porquê deixa salvar, se tem risco de não dar certo? Deveria 
> ser um plugin, instala e usa quem quiser.
>
> Quanto ao Paulo Coelho, gosto é gosto, mas por mim ele pode perder 
> praticamente tudo o que escreve .....
>
>>
>> Mais um exemplo, como trabalho na Engenharia, sempre usamos o CAD (.DWG) 
>> para desenho de plantas e etc... Agora imaginem eu querer inventar um 
>> software que faz tudo, mas não salva em (.DWG). A não ser que você esteje 
>> projetando uma base militar ou algo que seja confidencial, acho que neste 
>> caso seria útil.
>
> Mais um exemplo de um formato proprietário que "escraviza".
> Se você quiser construir uma aplicação que realmente salve em DWG, precisa 
> pagar por isso.
>
> Mas para o usuário final importa de fato o dwg?? O que vai ser usado na obra 
> é a versão impressa. O que vai ser mostrado para o cliente é uma imagem. E 
> para trocar com escritórios parceiros, não seria muito melhor se utilizassem 
> um formato que fosse independente de aplicação??
> Ou você acha o AutoCAD barato e de fácil aquisição para que um escritório 
> pequeno e que está recém começando consiga comprar todas as licenças que por 
> certo deveria?
> Canso de ver escritórios de engenharia e arquitetura que só não tem o Windows 
> pirateado porque vem com a máquina, até o momento da primeira formatação... o 
> resto tudo vem por torrent.
>
>>
>> Concluindo
>> Acho, sim que o formato ODF deve permanecer, mas, em segundo plano..
>
> Discordo completamente.
> O que se precisa é investir mais em educar as pessoas.
>
> Conheço várias pessoas que dizem que só podem usar o Word (e usam pirata) 
> porque precisam escrever em colaboração com outros. Quando mostro e instalo o 
> BrOffice para ambas as partes, e explico a questão dos formatos de arquivo, 
> em geral tenho visto resultados ótimos.
> O que não dá para esperar é que usuários leigos instalem e se virem 
> sozinhos... a inércia é maior.
>
> Quando instalo, me proponho a responder todas as dúvidas que tenham.
> Mas em geral são poucas, e na maioria das vezes ficam maravilhados por não 
> ter mais arquivos perdidos por causa dos bugs do corretor ortográfico do MS 
> Word, que adora fechar automaticamente para determinadas palavras...
>
> A pouco ajudei um usuário do Rau-tu, recuperando o TCC dele que não abria 
> mais. Só foi possível porque ele fez em ODF e dava para abrir o arquivo e 
> corrigir "na unha", coisa praticamente impossível num .doc.
>
>> O BrOffice está evoluindo, mas precisa urgentemente de modelar o software 
>> proporcionando ao usuário a mesma sensação de estar utilizando a do seu 
>> concorrente.
>
> Ele precisa ser bom no que se propõem, com boa usabilidade.
> Mas não precisa, e acho que não deve, imitar o MS Office.
>
> Acho que é questão de tempo para quebrar os paradigmas e a grande massa 
> compreender que é melhor para todos usar formatos livres.
> E nas empresas, para a maioria o que acho que falta é disposição para, com 
> franqueza, questionar a outra parte se não seria possível usar por exemplo o 
> formato .odt no lugar de .doc. Se duvidar aposto que deve ter várias empresas 
> que trocam arquivos em formato .doc mas, sem saber, ambos os lados usam o 
> BrOffice para editar.
>
> Abraços,
> Luís Fernando
>
>
>
> -------- Original Message  --------
> Subject: Res: [usuarios OOo] Office X OpenOffice
> From: Daniel Ashidate <[email protected]>
> To: [email protected]
> Date: Sexta-feira, 29 De Janeiro De 2010 10:28:30
>
>> Olá, sou novo por aqui, mas gostaria de deixar meu ponto de vista nesta 
>> discussão de Office x BrOffice.
>>
>> A grande questão dessa discussão não é falar sobre Office, BrOffice ou outro 
>> pacote de edição de texto, calculos, etc..., mas no formato do arquivo!
>>
>> Por exemplo, se hoje eu lançar um software que seja melhor, mais fácil de 
>> trabalhar mas que não salva no formato (.PDF) daria para contar nos dedos 
>> quantos usuários que instalaram na suas máquinas depois removeram por não 
>> utilizar. Acho muito dificil ver um computador hoje que não tenha instalado 
>> um plugin para (ex. flash, java, pdf, etc...).
>>
>> O que eu estou querendo dizer é se o BrOffice desse prioridade em salvar os 
>> arquivos em (.DOC) ao invés do (.ODT), acredito que muitos estariam usando. 
>> Imaginem vocês, como ficaria a troca de informações, eu mando o arquivo e 
>> tenho que ligar para a pessoa para saber se ela consegue abrir o arquivo, 
>> caso contrário teria que converter o arquivo em outro formato para que ele 
>> consiga abrir...
>> Eu sei que é possível alterar nas configurações essa questão de salvar em 
>> outro formato, mas só de saber que a raiz do software é outro formato e que 
>> salvando em .DOC corre-se o risco de perder partes do arquivo... Imagine o 
>> que o Paulo Coelho faria se lá pelas tantas ele perde-se metade do seu 
>> rascunho de um novo título!
>>
>> Mais um exemplo, como trabalho na Engenharia, sempre usamos o CAD (.DWG) 
>> para desenho de plantas e etc... Agora imaginem eu querer inventar um 
>> software que faz tudo, mas não salva em (.DWG). A não ser que você esteje 
>> projetando uma base militar ou algo que seja confidencial, acho que neste 
>> caso seria útil.
>>
>> Concluindo
>> Acho, sim que o formato ODF deve permanecer, mas, em segundo plano..
>> O BrOffice está evoluindo, mas precisa urgentemente de modelar o software 
>> proporcionando ao usuário a mesma sensação de estar utilizando a do seu 
>> concorrente.
>>
>> Daniel
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