Caros Srs. da Redação da revista INFO,
Li a matéria "ONG denuncia vulnerabilidade em urnas americanas" publicada em:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/052006/16052006-5.shl
e reproduzida abaixo.
Logo me assaltaram muitas dúvidas:
Porque a revista fala das urnas-e de lá dos EUA e Canadá e não fala das daqui?
A Diebold fabricou aproximadamente 90% das urnas-e brasileiras que serão utilizadas nas próximas eleições.
Será que aqui no Brasil eles sabem fazer urnas-e seguras e lá não?
Alguém acredita nisso?
Porque quando o TSE impede que os testes que foram feitos lá pelo pessoal da
BBV, sejam feitos nas urnas daqui, ninguém parece se importar?
Surigo leitura de meu recente artigo em:
http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/relatoriohursti1.htm
que mostra que nossas urnas-e tem exatamente as mesmas vulnerabilidades.
[ ]s
Amilcar Brunazo Filho
www.votoseguro.org
EU SEI EM QUEM VOTEI.
ELES TAMBÉM.
MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO.
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http://info.abril.com.br/aberto/infonews/052006/16052006-5.shl
ONG denuncia vulnerabilidade em urnas americanas
Terça-feira, 16 de maio de 2006 - 12h19
SÃO PAULO – A Organização Não Governamental Black Box denunciou a
existência de falhas de segurança em urnas eletrônicas (eletronic voting
machines) fornecidas pela empresa Diebold à Justiça eleitoral dos
Estados Unidos.
A Black Box afirma que urnas fornecidas por essa empresa apresentam um
backdoor que permitiria o acesso indevido aos dados registrados pela
máquina que contabiliza votos dos eleitores americanos.
A denúncia, embasada por análise de Ed Felten, professor de ciências da
computação da Universidade de Princeton, relata que a falha permitiria
que uma pessoa má intencionada que tenha acesso apenas por alguns
minutos à urna poderia instalar nela códigos maliciosos “desenvolvidos
com a ajuda de ferramentas amplamente conhecidas”. O hackeamento do
sistema permitira, entre outros fatores, que se manipulasse o número de
votos contabilizado a favor ou contra determinado candidato.
Um porta-voz da Diebold afirmou que a backdoor presente nas máquinas é
apenas mais uma funcionalidade do sistema, desenvolvido para permitir
atualizações de software. Congressistas americanos defendem que se
investigue por que essa falha não foi detectada antes.
A Diebold afirmou ainda que não há informações de que tal falha tenha
sido explorada e que as urnas não são equipamentos públicos, mas ficam o
tempo todo sob guarda de agentes eleitorais devidamente autorizados pela
Justiça americana, o que afastaria o risco de fraude.
Apesar de minimizar o caso, a Diebold afirmou que substituirá as urnas
com a falha por novos hardwares com sistema de encriptação mais
avançado. A substituição acontecerá antes de 7 de novembro, data de
eleição nos Estados Unidos, prometeu um porta-voz da Diebold.
Felipe Zmoginski, do Plantão INF
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autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E
O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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