Dona Beth
Pare de ser encrenqueira e desacreditar os doutos responsáveis por nossas
honestíssimas eleições, 269% seguras. Qual o significado de apenas dez milhões
de títulos falsos confessados? (Se eles admitem dez, pode ser muito mais...).
Apenas oito por cento dos eleitores (Se não for uns 25%..)! Para os doutos
responsáveis, que não entendem de números, porcentagens, estatística etc. etc.
(e põe etc. nisso), um fato irrelevante, uma mixaria, uma ninharia, uma
insignificância, uma bagatela, uma mixuruquice, uma mesquinhez, uma miudeza,
que só impressiona as mulheres perspicazes ...
Compenetre-se que, com dirigentes tão dignos, honestos, corretos,
desinteressados, incorruptíveis, irrepreensíveis, íntegros, 'não podemos
raciocinar pelo excepcional, imaginando que a maioria é salafrário e que cederá
o título para outro votar ou que títulos serão surrupiados.' (sic). Portanto,
deixe de imaginar coisas e achar que apenas uma minoria, alguns poucos milhões,
é de desonestos, e que isso terá qualquer significado para o Brasil ou para as
eleições brasileiras (afinal, $ão $ó alguma$ centena$ de bilhõe$ de $$$ em
jogo... ).
Acredite! Eu, que já nasci desconfiado, acredito!!
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
'ACREDITE-O OU DEIXE-O'
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Em Sab, Setembro 16, 2006 9:37 am, Beth Osuch escreveu:
E tem quem ainda acredite na boa fé do TSE.
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Brasil tem 10 milhões de eleitores fantasmas, diz ex-ministro do TSE
*SILVANA DE FREITAS*
da *Folha de S.Paulo*, em Brasília
Dez milhões dos 125,9 milhões de eleitores convocados para votar em 1º de
outubro (8%) são pessoas inexistentes, segundo estimativa do ex-presidente
do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Carlos Velloso.
Desatualizado, o cadastro nacional de eleitores, de 20 anos atrás, pode
favorecer um tipo de fraude em que uma pessoa mostra o título de eleitor
inexistente para votar duas vezes.
O atual presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Mello, descarta essa
possibilidade. "Não podemos raciocinar pelo excepcional, imaginando que a
maioria é salafrário e que cederá o título para outro votar ou que títulos
serão surrupiados. É o absurdo, o teratológico."
Velloso e o professor e pesquisador do Iuperj (Instituto Universitário de
Pesquisas do Rio de Janeiro) Jairo Nicolau dizem que pode haver fraudes, mas
consideram o risco irrelevante.
"Existe uma possibilidade de ocorrência de fraude que não tem significância.
Mas, só por haver essa possibilidade, a Justiça Eleitoral tem de atacá-la",
afirmou Velloso, que deixou o tribunal em janeiro último, quando se
aposentou.
"As fraudes sempre podem acontecer, mas são marginais. O cadastro deve ser
atualizado para que possamos ter um índice de abstenção mais próximo da
realidade", disse Nicolau, para quem não há urgência de novo
recadastramento.
Os "fantasmas" do cadastro de votantes da Justiça Eleitoral são supostamente
de eleitores que morreram ou mudaram de cidade e tiraram novo documento. O
novo cadastro nacional de eleitores custará ao menos R$ 300 milhões e terá
de ser feito em etapas, preferencialmente em anos ímpares, sem eleições. Não
há previsão orçamentária para 2007.
No ano passado, na presidência do TSE, Velloso anunciou que recadastraria 21
milhões de eleitores durante o referendo sobre a proibição de comércio de
armas, em outubro, mas decidiu fazer audiências públicas sobre o tema, o que
provocou atraso e inviabilizou a medida antes destas eleições.
A vantagem em relação ao atual é que, além de atualizado, o novo cadastro
deverá ter sistema de identificação do eleitor por impressão digital,
eliminando risco de uma pessoa votar no lugar de outra, dizem Velloso e
Marco Aurélio.
O TSE não tem levantamento sobre os municípios em que o eleitorado supera a
média nacional, de 67,3% da população estimada pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
Marco Aurélio disse que as distorções são maiores em cidades pequenas.
Nos últimos quatro anos, houve revisão eleitoral em 1.223 cidades, levando
6,576 milhões de pessoas a se reapresentarem a cartórios eleitorais. Eram
municípios onde o número de eleitores superava 80% da população estimada ou
onde o juiz eleitoral suspeitou de irregularidades.
No primeiro momento, houve cancelamento de uma a cada quatro inscrições, mas
muitos títulos excluídos depois foram reabilitados, e o TSE não tem os dados
atualizados.
A Justiça Eleitoral também tem cancelado o título de quem não vota três
vezes seguidas sem explicar a ausência. Em 2005 foram excluídos 1,089 milhão
de documentos. Em 2003, foram eliminados outros 2,154 milhões, segundo o
tribunal.
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