Estimado Colega Walter Del Picchia, Muito bem destacado, inclusive na questão da ironia do Repórter Diego Escosteguy.
Depois de afirmar de forma clara e irretorquível que as eleições de Alagoas foram fraudadas, o seu desfecho só pode se qualificado como sendo o mais puro sarcasmo com as urnas eletrônicas, o TSE e todos aqueles que acreditam piamente em sua segurança inquebrantável. É pena que a maioria dos brasileiros não possuam a sagacidade do Repórter Diego Escosteguy e acabarão entendendo-a como uma afirmação, no entanto, a pulga já se instalara por traz da orelha e nela ficará mesmo crendo que o desfecho fora uma afirmação e não uma tremenda gozação. POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me Atenciosamente, Leamartine Pinheiro de Souza 21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310 Flamengo, Rio de Janeiro, RJ 22231-140 -----Mensagem original----- De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Walter Del Picchia Enviada em: sábado, 27 de janeiro de 2007 17:37 Para: [email protected]; [EMAIL PROTECTED] Cc: [EMAIL PROTECTED] Assunto: [CIVILIS] Caso Alagoas - VEJA - segunda reportagem A todos (com cópias) Parabéns à Veja e ao Diego Escosteguy por não deixar o assunto esfriar (e ser esquecido, como todos...). Apenas o incoerente trecho final é de rir (parece mais uma ironia do Diego - se for intencional, meus cumprimentos): 'São cada vez mais sólidas as evidências técnicas de que as urnas alagoanas foram alvo da ação de criminosos. Porém, ao contrário do que alguns críticos imaginam, é o próprio sistema que está revelando o problema. Isso mostra que o voto eletrônico, além de moderno e eficiente, também é seguro contra fraudes. Basta ficar de olho em seu uso.' Primeiro, quem serão esses críticos maldosos que 'imaginam' tais coisas? E o que será que eles imaginam? Nós não somos, pois somos perversos mesmo; não 'imaginamos', mas afirmamos, e provamos se e quando o TSE permitir (já disseram: quando perder o medo..). E que belo sistema é esse, '100% seguro', 'inexpugnável', 'robusto, seguro e confiável', que pode ser tão facilmente alvo da ação de criminosos e em tal intensidade? Os que fizeram aquele relatório 'da Unicamp' (bem) pago pelo Jobin (maio/02), não tem nada a observar sobre os qualificativos acima? Ao menos deveriam vir a público explicar que, no mínimo, abusaram de suas conclusões, pois recomendaram providências não tomadas... (Até hoje não entendo como profissionais competentes ficam calados quando são usados politicamente de modo tão aético). Depois, essa de o 'sistema revelar o problema' é de lascar. 'Revela' coisa alguma! As conclusões tem que ser extraidas daquilo que o TSE permitir que se examine. A extração é trabalhosa e o TSE não entrega o ouro tão facilmente; quando quer, nega com a maior facilidade (há casos de documentos alterados, negados, postergados em www.votoseguro.org ). Se puder, o TSE nega tudo que possa desmentir sua propaganda falsa dos '100% segura'. Negou inclusive a apresentação dos arquivos digitais do voto para a auditoria do prof. Clovis do ITA (como está escrito em seu relatorio). E como chamar de moderno/eficiente um sistema que dá o resultado em horas, mas leva-se ano para conferir se houve fraude? Em Alagoas o eleito segundo o TSE já tomou posse, e a perícia, se houver, ficará pronta, se ficar, após cerca de ano depois da rapidíssima apuração. O resto (do parágrafo citado) nem merece comentários, por ser claramente contraditório. O 'basta ficar de olho' é uma boa recomendação, mas até agora muito poucos têm ficado de olho. A maioria avassaladora se alheia quando os de olho previnem quanto a tudo que tem acontecido e pode acontecer. Continuemos o combate; ou o TSE ouve os poucos que estão de olho e corrige esse sistema bichado, ou cada vez mais gente vai ficar de olho e colocar o sistema eleitoral eletrônico sob suspeita. Identificação digital só servirá para se gastar mais dinheiro (nosso), pois não mudará nada quanto à insegurança global do sistema. Abraço Walter Del Picchia - Prof.Titular - Escola Politécnica/Universidade de S.Paulo =========================================== Em Sab, Janeiro 27, 2007 3:54 pm, Amilcar Brunazo Filho escreveu: > Olá, > > Saiu pela segunda semana uma reportagem na Veja sobre o Caso Alagoas, > com o título "Será mesmo defeito?" > > A reportagem pode ser lida por assinantes da Veja ou por quem a comprar > nas bancas digitando a palavra INHANGAPI no endereço: > http://veja.abril.com.br/310107/p_057.html > > Amilcar > ----------------------- > > Será mesmo defeito? > > Laudo complementar aponta mais problemas em urnas alagoanas e reforça suspeita de ação criminosa > > Diego Escosteguy > > Montagem sobre fotos de Pedro Rubens e Roberto Setton > O professor Fernandes: falhas demais para não ser fraude > > VEJA revelou na semana passada o conteúdo de um laudo elaborado pelo > Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) que apontava evidências de > fraude em urnas eletrônicas de Alagoas nas eleições do ano passado. O > presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Marco Aurélio > Mello, classificou as informações como "preocupantes" e requisitou uma > auditoria para aprofundar as investigações. Técnicos do tribunal, no > entanto, se apressaram em afirmar que os problemas detectados se > resumiam a falhas nos arquivos que registram a memória das urnas, os > chamados "logs", e que isso não comprometia o resultado das eleições. Ou > seja: os casos das urnas que registravam mais eleitores do que votos ou > das que não registraram voto algum seriam resultado de um simples > defeito na memória de um lote de equipamentos mais antigo. Os técnicos > podem ter se precipitado. Laudo complementar elaborado pelo professor > Clovis Torres Fernandes, do ITA, mostra que as falhas não se resumem aos > registros de memória. Há divergências graves envolvendo outros programas > das urnas alagoanas que reforçam a suspeita de que elas podem ter sido > criminosamente manipuladas. >........................................................................... ................. ======================= Links do Yahoo! Grupos <*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse: http://br.groups.yahoo.com/group/civilis/ <*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] <*> O uso que você faz do Yahoo! 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