Encaminhando, para divulgar a constante atuação do J. C. Melo, pela
qualidade do uso na informática.

Amilcar

-------- Mensagem original --------
Assunto: A urna eletronica do TSE - O controle do acesso a Internet
Data: Mon, 26 Feb 2007 19:14:22 +0000
De: abet backup <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED]

Amigos,

Eu tinha uma tendencia a "gostar" do Senador Azeredo, pois a distancia ele
me parecia um colega da area da informatica.

Eu ate gostaria se a classe tivesse um bom representante no Congresso, pois
o Brasil - no ranking mundial dentre 196 naçoes - na Informatica esta na
64a. posicao, e no e-Government na 100a. posicao, e isso precisa ser
revertido ou num determinado momento ele morrera como naçao importante no
contexto mundial e tambem nao sei o que entao acontecera com o seu Governo e
a sua Sociedade.

No Brasil governa-se como se a Informatica nao existisse. No entanto, as
varias automacoes (as SIMPLES ja ceifaram quase 10 milhoes de empregos no
Brasil, e se levarmos em conta as automacoes GRAVES que hoje ja aparecem nos

sistemas (ERP, CRM, SCM, BPM, BI, BA, e-Government, e muitos outros - e
adicionalmente estruturas substitutivas e eliminadoras de empregos tais como

VMs, Grid Computing, OnDemand, SOA, SaaS, e muitas outras) os mais otimistas

estimam que 40% dos atuais empregos serao ceifados, e os mais pessimistas
70% idem, e isso num curto prazo de 10-15 anos. Um minuto, em longos 100
anos. Portanto seria importantissimo, Senador, termos no Congresso um
representante da classe, continuadamente pressionando os desinformados
Governos sobre essa inexoravel bomba relogio. E a ele, todos meus
experientes colegas e eu, dariamos com prazer todo o suporte tecnico que
fosse necessario e gratuitamente, pois todos somos conscios de nossas
responsabilidades para com a Patria. Mas infelizmente o vosso passado no
caso da "urna eletronica do TSE" e agora no seu novo projeto de lei, nao o
recomendam.

Porem aquela minha primeira impressao mudou - nao somente para mim, mas para

um monte de colegas - quando, na calada da noite e pressionado pelos
Srs. Nelson Jobim e Luiz Ignacio Lula da Silva, OS 2 REAIS AUTORES DA LEI-
o Sr. fez aprovar por somente 12 votos um incrivel projeto de lei,
seguramente o unico do mundo no seu genero: O que proibe qualquer
questionamento juridico  da "urna
eletronica do TSE" e a todos os seus aspectos, fora do TSE. Dizendo-o de
outra
maneira, se UM dos atuais 20 tecnicos com acessos permitidos aos CD masters
(.dlls) do sistema Windows CE usado nas urnas (uns 6 na Microsoft U.S., uns
6 na fabricante Diebold, e uns 6 no proprio TSE), tiver um problema de
tardia
consciencia e resolver denunciar o seu (dele) crime (o qual pode ser
praticado nos niveis nacional ou estadual ou municipal, e sem hipotese de
auditoria reparadora) e convocar a midia para confessa-lo "Fiz assim, errei,

etc.", nem o STF podera anular uma posse resultante dessa fraude ou, como
jocosamente porem acertadamente dizem alguns: desse engravidamento. Um total

absurdo, amoral, incrivelmente criminoso.

Bem, principalmente por isso e outros projetos posteriores, o Senador
Azeredo ficou marcado pelos seus colegas de profissao, mas nao pelos seus
leigos colegas do Congresso.

Agora veio um seu novo projeto, tao absurdo quanto esse primeiro: Punir um
internauta que veicular informacoes falsas, ofensivas, etc., acerca de uma
pessoa ou instituicao.

Ora, o projeto inicialmente peca por 2 motivos:

a. Eu envio um e-mail ou faço um comentario, na Internet, e nao existe
ninguem no mundo (nem a CIA ou a mais competente NSA) sera capaz de
identificar a sua origem, se eu souber como faze-lo,

b. E um indiano ou baiano pseudo-indiano podera fazer isso, e mesmo se
identificado (vide item a acima) permanecera impune, a nao ser que o
brasileiro se possivel o processe... na India.

Existem MILHARES desses serviços/servers anonymous, servers proxy e muita
coisa mais, uns simples e outros bem mais sofisticados. Vossa Excelencia
mesmo podera usar um desses mais simples, por favor entre em:

http://www.misterprivacy.com/misterprivacy-free-anonymous-web-surfing.htm

e ATRAVES DELE navegue anonimamente a vontade; e depois, entre no log
(registro) da vossa  navegacao NO SEU SITE e nao achara a origem dessa
navegaçao, somente o do server anonymous. Agora, Senador Azeredo, procure
identificar a origem da navegaçao. E permita-me repetir, esse é um dos
sistemas de navegaçao anonima dos mais simples que existem. Nos mais
sofisticados, nem a CIA ou o FBI ou a NSA poderao identificar qualquer
coisa.

Mas esses nao sao os maiores erros do seu projeto de lei. Vivemos,
atualmente, na chamada Web 2.0. Ela se caracteriza por interatividade
(bi-direcional) entre um site e um internauta. Como os conhecidos exemplos
do Technorati, Slashdot, Orkut, Wikipedia, YouTube, MySpace, Del.icio.us,
Digg, Squidoo, e dezenas de outros. A Web 1.0, mono-direcional do (por
exemplo)  (vosso) site do Senado para o internauta, ja pertence aos
longinquos primordios da Internet.

Voce anuncia um novo produto, e alguem coloca de volta (na mesma midia, ou
seja na mesma distribuicao e na mesma audiencia): "Esse produto nao
funciona". E pode ser verdade, pode ser um simples erro de interpretaçao,
pode ser desconhecimento operacional ou tecnico, pode ser um competidor
desleal, e pode ser mentira. Nao importa, qualquer que seja a versao usada
as suas consequencias serao muito negativas.

O grande problema é que a Web 2.0 nao é uma moda, uma onda, mas sim asua
interatividade é a espinha dorsal da Internet de todo este Seculo. E ainda
estamos no seu embriao, na interatividade.

Se o Senador Azeredo quizer constatar o absurdo (e o consequente
ridiculo internacional) desse projeto de lei, mande um assessor a
exposiçao de Web 2.0/Web 3.0 que acontecera agora em Abril em San Francisco
http://www.web2expo.com  e constatara, em termos absolutos, que ninguem ou
muito menos uma lei podera controlar a Internet ou o seu uso para qualquer
finalidade. A exposiçao mostrara como a interatividade pode ser usada.

Se alguem falar com qualquer bom especialista em Internet Marketing, ele lhe

dira: "A sua firma NUNCA DEVERA USAR o social marketing (do Web 2.0)" - como

alguns erradamente recomendam - pois ele é uma faca de dois gumes. Voce
anuncia um produto e talvez em poucas horas a sua audiencia ira para a
estratosfera. Mas algum tempo depois, ela ira para o fundo do poço, pois o
sistema é bi-direcional, e basta alguns comentarios negativos (repito: para
o mesmo nivel de audencia) para que isso aconteça (Isso é uma fraude,paguei

e nao recebi o produto, meus cabelos cairam em vez de crescerem, etc). Se1
milhao de internautas leram a informaçao inicial de marketing que voce
colocou, muito poucos lerao a informaçao negativa, entretanto se alguem
procurar pelos Search Engines vai acha-la sem a menor sombra de duvidas.
Alguem oferece o produto xyz222, eu procuro por XYZ222 e acho o seu
marketing inicial porem simultaneamente todos os comentarios negativos que
anularao esse seu marketing/oferta inicial. Lembre-se que o nome do seu
artigo (xyz222) es unico, e aparecera ate se tivermos 50 milhoes de
resultados de resposta. Mas com a Web 3.0 (analise de conteudo, vide abaixo)

ele sera achado muito mais facilmente, mesmo que nao seja unico.

Cito um exemplo que aconteceu comigo: Ha alguns anos atras alguem colocou
num blog ingles, sobre a minha Universidadet: "Acho que é fraude, mandei
4 e-mails e nenhum foi respondido." E isso me prejudicou enormemente.
Compreenda que - como acontecia "no passado" - se alguem fizesse isso num
jornal impresso ou na televisao, seu efeito negativo seria instantaneo porem

nao permanente, porem com os Search Engines na Internet, se isso aconteceu
ha 10 anos atras hoje facilmente voce encontrara a sua referencia em poucos
segundos. E com a Web 3.0 isso sera ainda mais rapido e facil., com a sua
analise de conteudo.

E agravando essa situaçao ja esta surgindo a Web 3.0, a qual engloba a Web
2.0 porem com o adicional de que os Search Engines serao inteligentes e com
pesquisas sem os erros atuais (precisos, filtrados, etc - em resumo, com
analise de conteudo, coisa que a minha Universidade ja faz
pioneiramente ha 2 anos, substituindo uns 100 professores de bom nivel
intelectual e nao clerk-workers somente - mais um exemplo do tsunami
automaçao/desemprego que ja esta vindo). A soma dessas duas coisas (soma
essa que é a Internet deste Seculo) torna a verdade ou a calunia
permanentes, destruindo reputacoes de empresas e pessoas (destruindo
empresas e pessoas).

Portanto, NADA MAIS NATURAL DO QUE ESSE NOVO PROJETO DE LEI DO SENADOR
AZEREDO, porem o que esse projeto esta assumindo como premissa  é que a
Internet deste Seculo

- nao tenha a Web 2.0 e a Web 3.0, ou as suas seguintes versoes.

Nao se trata de "nao punir" a criminalidade, como o Senador Azeredo
apresenta esse problema. O Ministerio da Justiça e a Policia
Federal aprovam e estimulam esse projeto de lei - por desinformaçao - e
afinal
conceitualmente ninguem pode ser contra ele. Mas o CONCEITUAL nao interessa,

pois a realidade FORMAL é que estamos na Web 2.0/Web 3.0, globalizadas e
agravando ainda mais esse quadro, adicionalmente com mecanismos tecnicos que

podem inibir totalmente a identificaçao do autor de um desses crimes.

O que fazer? Eu tenho mais de 55 anos continuos de ciencias da computacaoe
em grande parte no primeiro mundo, e nao sei. E duvido que alguem saiba,
pois a Web 2.0/Web 3.0 sao a Internet interativa, bi-direcional e analizando
conteudos, DESTE SECULO.

O Senador Azeredo deveria  recuperar a sua reputacao tecnica, começandopor
arquivar esse seu atual projeto de lei, e nao optar por "modifica-lo".

Mas, Senador Azeredo,  se eu fosse o Sr. começaria por destruir a minhalei
original (a da "urna eletronica do TSE"), tao absurda quanto esse novo
projeto de lei
porem com a sua agravante amoralidade. Uma lei nunca podera resolver os
problemas tecnicos criados pelo queijo suiço que é a "urna eletronicado
TSE", isso é usar a força juridica para encobri-los. Essa lei simplesmente
joga os erros do TSE para baixo do tapete, eu nao consigo achar um outro
objetivo para ela. Alias, comenta-se que foi exatamente esse o objetivo dos
seus 2 autores, e nao Vossa Excelencia que somente foi usado.

Este nao é um ataque pessoal, Senador Azeredo, eu nunca faria isso. Nesse
ponto somos iguais, com nossos defeitos e qualidades. Mas (tecnicamente)
ataco as suas iniciativas nessa area, mas absolutamente no hard filling,
Senador.

Hoje urnas similares a "urna eletronica do TSE" estao banidas na maioria dos
Estados norte-americanos, com exceçao de somente 15 que ainda nao decidiram
a respeito. E ha poucas semanas, o Governador da Florida a proibiu
definitivamente. E na Europa esta ainda pior, pois se debate se se deve usar
uma urna eletronica, seja ela de qualquer tipo.

Anule sua antiga lei e esse seu novo projeto de lei, e conte conosco para
ajuda-lo a fazer um real projeto de lei para minimizar o tsunami de
desemprego que vem por ai, com potencia suficiente para destruir uma
sociedade, um Governo. Essa é deveria ser a Vossa principal funçao.

Atenciosamente,

J.C.Melo
Reproduçao permitida, sem autorizaçao previa.


--
[ ]s
  Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

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