Paulo,

Sim, você fala de um mundo ideal. Tentar preservar os empregos
impedindo a automação é um tiro no pé. Em São Paulo implantaram as
catracas eletrônicas nos ônibus, e paga-se com um cartão. O cobrador
está lá apenas de enfeite, porque o sindicato conseguiu que as
empresas mantivessem esse cargo. Por quanto tempo? Quando a população
se der conta que está pagando um preço pela passagem mais alto do que
poderia ser, ela mesmo vai pressionar o poder público para acabar com
isso. E esses 10 ou 20 mil cobradores ficarão na rua. Se ainda
estivessem se reciclando para poder fazer outra coisa quando isso
acontecer...

Chadel

A respeito de [VotoEletronico] Re: comentário de leitor,
em 20/04/2007, 10:30, Paulo Mora de Freitas escreveu:

PMdF>  Chadel, salve.

PMdF>  Aí já é demais, né? Daqui a pouco vão argumentar contra os tratores, 
PMdF> visto que desempregam uma multidão que faria o mesmo trabalho com 
PMdF> enxadas e pás na mão. Como dizia Brechet em "Galileu Galilei", "- A 
PMdF> função da ciência é aliviar a canseira humana". O trabalho de caixa de
PMdF> supermercado é chato e repetitivo, um caso típico onde a introdução de
PMdF> automação é de fato um progresso para a humanidade.  O verdadeiro 
PMdF> problema não são as máquinas nem a automação, mas a repartição de 
PMdF> riquezas. Num mundo ideal as caixas de supermercado deveriam trabalhar
PMdF> menos tempo graças a essa automação, mas guardar o mesmo salário, certo?

PMdF>  Ou seja, esse tipo de argumento abaixo me parece muito fácil de ser 
PMdF> rebatido.

PMdF>  Abraços, Paulo.

PMdF> Roger Chadel a écrit :
>> Participo de várias outras listas em outros países, em particular de
>> uma francesa, bastante agitada nestes dias pré-eleitorais. Vejam o
>> comentário deste assinante:
>>
>> "Para voltar ao fato de que alguns avanços tecnológicos não são
>> forçosamente desejáveis, gostaria de fazer uma analogia com o
>> aparecimento recente dos caixas de supermercado self-service, onde o
>> cliente escaneia ele mesmo os produtos que está comprando e paga com
>> seu cartão de crédito sem intervenção humana (exceto a de alguém que
>> vigia se não há trapaça: claro, a confiança no cliente tem limites).
>> Muitos clientes se opuseram a este avanço que pode custar caro em
>> quantidade de empregos. E, para ir além, é perfeitamente possível,
>> graças aos chips RFID, passar um carrinho de compras debaixo de um
>> scanner que irá ler todos os ítens comprados sem que seja necessário
>> retirá-los. Então, isso é progresso? Sim, sem dúvida. Mas é desejável?
>> Não creio."
>>
>>   





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Grande abraço,

Roger Chadel

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A maior força de tesão que existe é a auto-estima. O carente é um corta-tesão 
(Marco Antonio Figueiredo)

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