A urna eletrônica e a fraude
http://www.oglobo.com.br//pais/noblat/luciahippolito/post.asp?cod_post=142704
A Subcomissão de Segurança do Voto Eletrônico promoveu ontem na Câmara
dos Deputados, uma audiência pública. Mais uma vez, cientistas e
professores, especialistas em informática mostraram que as urnas
eletrônicas brasileiras são, sim, vulneráveis.
Mas o TSE resiste a qualquer auditoria ou teste.
(Anteontem, assistimos na TV a uma matéria mostrando a altíssima
possibilidade de fraude nas eleições no município de Caxias, no Maranhão.)
Desde 2003 venho falando e escrevendo sobre o assunto.
A adoção das urnas eletrônicas no Brasil reduziu drasticamente as
fraudes. Fraude eleitoral deixou de ser tema prioritário.
Mas ficamos sem um comprovante impresso, que pudesse ser utilizado em
caso de necessidade de recontagem.
O vexame das eleições presidenciais americanas de 2000, quando não foi
possível recontar muitas urnas na Flórida, só fez confirmar a
necessidade de se ter um comprovante da eleição.
Uma lei foi aprovada às pressas, mandando que a Justiça Eleitoral
instalasse em todo o país urnas eletrônicas com a capacidade deimprimir
o voto. Este voto não ficaria com o eleitor. Seria depositado em outra
urna e ficaria guardado com a Justiça Eleitoral para o caso de ser
necessária uma recontagem.
Ou seja, uma garantia a mais.
Na época, o presidente do TSE era o ministro Nelson Jobim que, pura e
simplesmente, desconsiderou a lei. E não cumpriu.
Quando o prazo para a substituição das urnas estava se esgotando, o TSE
passou a alegar que não tinha dinheiro para realizar a substituição a
tempo de valer para as eleições municipais de 2004.
Novamente, redigiu-se às pressas um projeto, de autoria do senador
tucano Eduardo Azeredo (MG), anulando a lei anterior, isto é, acabando
com a obrigatoriedade do voto impresso. Na época, jurava-se que os
verdadeiros autores do projeto eram dois famosos ministros do TSE.
E as urnas eletrônicas continuaram sem um comprovante impresso, uma
contraprova do voto do eleitor.
Na internet há vários grupos de discussão sobre o assunto,manifestos
circularam, com milhares de assinaturas de especialistas do Brasil inteiro.
Nossas urnas passaram por perícias em importantes universidades
americanas, para ver se poderiam ser adotadas nos Estados Unidos. E não
passaram no teste da segurança.
Os americanos não adotaram a urna brasileira.
Claro que, no Brasil, aquelas fraudes clamorosas deixaram de existir.
Hoje a fraude é residual. Mas numa eleição apertada, qualquer voto
roubado pode decidir a parada.
Neste caso de Caxias (MA), como proceder à recontagem, se não há
possibilidade de confronto entre o voto eletrônico e um comprovante
qualquer de que o eleitor votou neste e não naquele candidato?
Por isso mesmo, é muito bem-vinda a volta da discussão sobre a segurança
das urnas eletrônicas.
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autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
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O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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