Até que o presidente do TSE falou pouco contra o voto impresso nas urnas 
eletrônicas.
Eu esperava criticas mais ácidas.

Dizer que o problema do voto impresso são as filas dos eleitores, então 
não é problema nenhum. Basta instruir direito os eleitores, o que não 
foi feito na experiências de 2002, e dimencionar corretamente as seções 
eleitorais.

Aliás, o projeto aprovado na Câmara (ainda falta o Senado e o Lula), 
também manda desconectar a máquina de identificar o eleitor da máquina 
de votar. Com isso, o administrador eleitoral pode usar várias urnas em 
cada seção eleitoral e acaba de vez este papo de filas.

Amilcar

Régis CM escreveu:
> *Reforma fragiliza transparência, diz TSE
>
> http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1307200908.htm
>
> *
>
> *Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, critica
> pontos da reforma aprovada pela Câmara na semana passada
>
> Para ministro, tentativa de regulamentar internet é "provinciana", regra
> nova beneficia cúpula partidária e diminui a transparência *
>
> * FELIPE SELIGMAN*
> *FÁBIO ZANINI*
>  DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
>
> Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, a
> reforma eleitoral aprovada pela Câmara na semana passada contém pontos que
> "fragilizam" a transparência nas eleições. A reforma, agora, será votada no
> Senado. Para Ayres Britto, 66, a internet não pode ser regulada, pois é "o
> espaço da liberdade absoluta". Ele ressalvou que não avaliou se a lei é
> constitucional.
>
> *FOLHA - O que o sr. achou da reforma aprovada? *CARLOS AYRES BRITTO - É
> preciso elogiar a disposição do Legislativo de sair da inércia de
> normatização. Mas é um projeto que não passa da fragmentação. Ele é pontual,
> é tópico, não consubstancia uma reforma. Não corresponde a um propósito de
> vitalizar valores constitucionais como transparência, publicidade e a
> impessoalidade que impede o uso descomedido da máquina administrativa.
>
> *FOLHA - O projeto fragiliza esses valores?
> AYRES BRITTO* - Está mais para a fragilização do que para o robustecimento.
> Não investe na sadia competição dos candidatos a cargos eletivos. Outra
> característica central é retirar avanços da jurisprudência [do TSE]. De
> repente, você faz tábula rasa da jurisprudência.
>
> *FOLHA - Não é bom constar prazo obrigando o TSE a fixar limite de um ano
> para julgar cassações?
> AYRES BRITTO* - A preocupação é elogiável, mas a Justiça Eleitoral tem um
> sistema próprio de recurso. É impossível garantir que em um ano um processo
> será julgado. Não se pode dar como efeito do não julgamento no prazo marcado
> a absolvição. O projeto abre espaço para isso.
>
> *FOLHA - Não é preciso encurtar os prazos? Há casos de governadores com
> processo de cassação e se passou mais da metade do mandato.
> AYRES BRITTO* - Mas este ano não serve como paradigma. A Justiça Eleitoral
> mudou sua jurisprudência para reconhecer ao vice-governador o direito de
> atuar enquanto parte processual autônoma. Os prazos abertos para a defesa do
> titular são abertos para a defesa dos vices. Aí voltou para a estaca zero.
>
> *FOLHA - O voto impresso não é uma segurança maior ao eleitor?
> AYRES BRITTO* - Ele foi testado e foi um desastre, um fiasco, atrasou
> enormemente a votação. Filas intermináveis.
>
> *FOLHA - E a manutenção da doação oculta?
> AYRES BRITTO* - A redação proposta pelo artigo 28 permite ao partido
> financiar campanha eleitoral do candidato à eleição majoritária. É um
> financiamento oblíquo. Certamente só terão suas dívidas assumidas pelos
> partidos os candidatos majoritários mais próximos das cúpulas partidárias.
> Aliás, é outra característica do projeto no plano macro. Ele fortalece as
> cúpulas partidárias.
>
> *FOLHA - Por quê?
> AYRES BRITTO* - Porque até os desonera de despesas contraídas perante
> terceiros pelos órgãos periféricos, ou seja, pelos diretórios estaduais e
> municipais. É pior do que a doação oculta. O partido não vai nem passar para
> o candidato, vai assumir diretamente as despesas. Pelas variáveis
> interpretativas deste artigo, receio que ele venha a se constituir em
> nitroglicerina pura. Quer fazer uma reforma? Cuide bem da arrecadação, da
> aplicação de recursos e da prestação de contas.
>
> *FOLHA - Algo lhe agradou?
> AYRES BRITTO* - Há muitos avanços: a sanção de suspensão das cotas do Fundo
> Partidário deve ser aplicada de forma proporcional e razoável. Outro ponto
> diz que a denominação da coligação não pode fazer referência a nome ou
> número de candidato. Quando diz que erros irrelevantes na prestação de
> contas que não comprometam o resultado não acarretarão rejeição.
>
> *FOLHA - O que o sr. achou de equiparar a internet com TV?
> AYRES BRITTO* - Sobre internet, eu não falo como presidente do TSE, mas como
> ministro. O TSE ainda não tem posição definida. Entendo que não há como
> regulamentar o uso da internet. A internet tem dois méritos: mobiliza a
> sociedade de uma forma interativa, que em época de eleição deve ser
> turbinada, não intimidada. E está criando uma nova sociedade civil mundial.
> Qualquer regulamentação no nível dos Estados é provinciana.
> *FOLHA - É uma tentativa de censura à internet?
> AYRES BRITTO* - A internet não pode ser regulada. A imprensa regula o
> Estado, e a internet se contrapõe à própria versão da imprensa sobre as
> coisas. A internet é o espaço da liberdade absoluta, para além da liberdade
> de imprensa.
>   



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