Olá,

O jornal Estado de São Paulo publicou hoje matéria sobre a minirreforma 
eleitoral abordando a questão do voto impresso.

A materia completa está reproduzida abaixo e está sendo divulgada pela 
Agencia Estado para jornais de todo o Brasil (aqui em Santos saiu quase 
integral no jornal A Tribuna).

O jornalista ficou meio em cima do muro mas nos deu o devido espaço. 
Pelo menos não repetiu apenas a opinião oficial dos administradores 
eleitorais.

Quem quiser postar comentários deve ir na página:
 http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090727/not_imp408820,0.php

De imediato eu não vou colocar nenhum comentário, porque sou um dos 
entrevistados e só vou responder se houver alguma crítica direta a meu 
nome, mas sugiro que o pessoal daqui do Forum do Voto-E (que também foi 
citado) coloquem muitos comentários.

-- 
[ ]s
  Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
  www.votoseguro.org
  -----------------
  SEI EM QUEM VOTEI,
  ELES TAMBÉM,
  MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO

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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090727/not_imp408820,0.php
                

Segunda-Feira, 27 de Julho de 2009


      Impressão de voto eletrônico em papel divide opiniões

Considerado retrocesso pelo presidente do TSE, projeto aprovado pela 
Câmara agrada a pesquisadores

Alexandre Rodrigues, RIO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teme que a impressão de todos os 
votos das urnas eletrônicas a partir de 2014 provoque filas nas seções 
eleitorais do País. A medida foi aprovada na Câmara dos Deputados na 
minirreforma eleitoral. Uma rede de pesquisadores que questiona a 
confiabilidade das urnas eletrônicas costura argumentos a fim de 
convencer o Senado a manter a medida para garantir uma auditoria 
alternativa dos pleitos além da segurança do software das urnas.

Para o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, e técnicos do 
comitê multidisciplinar do tribunal, trata-se de um retrocesso. Para 
evitar fraudes, a Justiça Eleitoral aposta mesmo é na identificação dos 
eleitores por impressão digital.

O projeto da minirreforma aprovado pelos deputados que chegou ao Senado 
(PLC 141/09) atendeu a uma velha causa de pesquisadores participantes do 
Fórum do Voto Eletrônico. "Existe um ponto cego entre o voto e o 
sistema. A auditoria é feita nos boletins de urnas e o eleitor não sabe 
se o que ele votou é realmente o que foi gravado", diz o engenheiro 
Amílcar Brunazo Filho, especialista em segurança de dados e moderador do 
fórum. Contratado pelo PDT, ele elaborou um parecer que refuta os 
argumentos contra a impressão.

O voto impresso foi testado nas eleições presidenciais de 2002 em todas 
as seções eleitorais de Sergipe, do Distrito Federal e de mais 73 
municípios espalhados pelo País. O resultado, segundo relatório do TSE, 
foi um desastre. Falhas mecânicas das impressoras, principalmente com 
atolamento de papel, resultaram em filas. A maior parte dos eleitores 
não sabia que precisava conferir e confirmar o voto impresso também, 
demandando ajuda dos mesários. A demora na votação por eleitor foi de 10 
minutos. A conta da adaptação de urnas ficou em R$ 650 mil. Depois da 
experiência, o voto impresso foi substituído pelo registro digital do voto.

Pela proposta do projeto que está no Senado, a urna exibe num visor de 
plástico o voto impresso. Após a confirmação do eleitor, ele cai 
imediatamente num recipiente. Se cancelar, a cédula é marcada para 
descarte e um novo voto é produzido. Após a votação, a Justiça Eleitoral 
realizará a contagem manual de 2% das urnas de cada zona para a 
comparação com os respectivos boletins.

Na opinião de Brunazo, o insucesso de 2002 aconteceu porque não houve 
orientação dos eleitores. Ele admite que a impressão aumentará o tempo 
de votação, mas defende a tese de que, em nome da segurança do voto, é 
um preço que os eleitores devem pagar. "O que os juízes não querem é ter 
uma auditoria sobre o trabalho deles. Hoje, as auditorias são feitas na 
tela do computador, com os fiscais dos partidos e do Ministério Público 
de braços cruzados em volta, sem ter como verificar os resultados", 
critica Brunazo.

Embora não faltem denúncias, a credibilidade das urnas eletrônicas não 
foi afetada até agora por indícios concretos de fraudes. Para o juiz 
corregedor regional eleitoral do Rio, Luiz de Mello Serra, checar 
protocolos digitais e contar papéis são a mesma coisa, exceto pelo 
acréscimo de tempo para votação e a logística para armazenar votos em 
papel. "Isso não vai trazer nenhuma segurança e pode ainda prejudicar a 
apuração. A auditoria já existe e é eficiente."

De acordo com a Justiça Eleitoral, o mais importante é acabar com as 
brechas para que eleitores votem no lugar de outros, tema da maior parte 
das suspeições. O TSE pretende ter na eleição de 2010 pelo menos 4 
milhões de eleitores em 100 cidades votando em urnas biométricas, 
dotadas de leitores de impressão digital que vão substituir a 
autorização do mesário para o voto. A urna só estará liberada se a 
impressão digital do eleitor conferir com o cadastrado. O plano é ter o 
sistema em todo o País até 2018. O TSE aguarda aprovação no Congresso de 
R$ 205 milhões para a fabricação de 100 mil urnas.

"Haverá absoluta certeza de que é o próprio eleitor que está votando, 
aumentando a confiança da votação", diz Mello Serra, que concluiu na 
semana passada o cadastramento biométrico dos 16 mil eleitores de 
Búzios. Além de cadastrar todos os dedos das mãos, cada eleitor foi 
fotografado. As fotos constarão do caderno dos mesários.

Em todo o País, onde a maior parte das seções ainda não terá impressão 
digital, os eleitores serão obrigados a apresentar documento com foto 
junto com o título de eleitor para votar na eleição de 2010. Para 
Brunazo, a biometria também pode provocar filas e não acaba com a 
possibilidade de fraude.


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autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
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O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
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