Enviei para o Blog do Adriano Soares da Costa (13/8/09):<http://www.blogger.com/profile/14608013230377308263>
http://adrianosoaresdacosta.blogspot.com/ Prezado Adriano Li todos os artigos sobre as urnas-e brasileiras de seu blog. Não sou candidato derrotado, nunca trabalhei em algo relacionado com atividades eleitorais e não ofereço qualquer tipo de consultoria na área. Por isso, minha opinião é livre de interesses financeiros e/ou partidários. O que me move é a preocupação de deixarmos para as gerações vindouras um sistema eleitoral tão falho, sujeito a inúmeras fraudes e manipulações, na contra-mão de tudo que se faz no resto do planeta. E, pior, impingido desonestamente como uma maravilha para a sociedade iludida e anestesiada. Não é condizente com a democracia pela qual lutei. E discordo da afirmação de que é fraudável na 'teoria'. Ele é fraudável sob todos os pontos de vista, não passa nos testes menos exigentes de segurança de dados (sistema informático no qual a segurança depende da honestidade de seus controladores é intrinsecamente inseguro). As afirmações dos doutos (na área jurídica) juizes do TSE são risíveis e irrelevantes, pois eles entendem de segurança de dados menos do que eu, engenheiro eletrônico, entendo de cirurgia pulmonar. Só o fato do TSE fugir de debates e/ou testes independentes já depõe contra a honestidade da urna-e. Gostaria de propor uma direção para o debate proposto pelo senhor. No site www.votoseguro.org há uma cartilha com um resumo das principais críticas dos que desejamos mais transparência. Que tal o TSE, e/ou seus defensores, responderem às graves afirmações lá contidas? Ei-las: CARTILHA BÁSICA DO VOTO-E no Brasil - Atualizada em agosto de 2009 (ver página principal de www.votoseguro.org ). I) Argumentos técnicos demonstram a insegurança da urna eletrônica brasileira: 1. Adulterações nos programas podem provocar o desvio de votos sem deixar rastros 2. Adulterações nos programas podem permitir a identificação sistemática do voto (o número do título eleitoral é digitado na urna) 3. É impossível verificar, na prática, se os programas das 400 mil urnas são corretos II) São procedimentos insuficientes para garantir a segurança (passíveis de serem burlados): 1. Emissão da Zerézima (suposta demonstração de que a urna estaria sem votos) 2. Votação Paralela (simulada) no dia da eleição 3. Auto-verificação de assinaturas digitais pelo próprio programa das urnas III) A propaganda do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre suas próprias urnas eletrônicas: 1. Usa jargão que confunde o eleitor 2. Sistematicamente ignora e nega os inúmeros problemas ocorridos IV) Em relação à confiabilidade: 1. A urna eletrônica brasileira não permite conferência externa da apuração 2. O TSE impede uma investigação independente 3. O TSE mantém secretos relatórios que apontam falhas importantes V) As urnas biométricas (com leitura da impressão digital do eleitor) também são inseguras: 1. Não são aceitas em todo o mundo por causa dos riscos de violação de votos 2. Tem custo proibitivo (equipamentos, programas e conferências) 3. Não impedem fraudes do mesário (colocar votos por eleitores ausentes) 4. Não impedem a compra de abstenção ou de votos (feita com filmagem pelo celular) 5. Dificultam, mas não impedem, o cadastro de eleitores fantasmas VI) Visão do exterior sobre a urna eletrônica brasileira 1. Foi rejeitada por TODOS os mais de 50 países que vieram conhecê-la 2. É proibida em dezenas de países por não materializar o voto e por identificar o eleitor (exemplo: Alemanha, Holanda, Reino Unido, 40 estados dos EUA, Argentina, México e Paraguai) 3. Até o inventor da Assinatura Digital condena a ausência da materialização do voto VII) O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) detém super-poderes. Em relação às eleições, ele:. 1. Executa/administra 2. Legisla/regulamenta (a fiscalização permitida é feita com regras do próprio fiscalizado) 3. Julga 4. Muitas vezes ignora as próprias regras 5. Recebe as denúncias 6. Protela ou arquiva 7. Julga-se 8. Absolve-se VIII) Propostas para dar confiabilidade ao sistema eleitoral eletrônico brasileiro 1. Adotar a tri-partição dos poderes no processo eleitoral, reservando ao TSE a função judiciária 2. Adotar o voto em papel conferido pelo eleitor para permitir a auditoria da apuração eletrônica 3. Não identificar o eleitor na mesma máquina na qual ele vota. Walter Del Picchia-Prof.Titular da Escola Politécnica da Universidade de S.Paulo [email protected] 13 de Agosto de 2009 ------------------------------------------------------------ SEI EM QUEM VOTEI. ELES TAMBÉM. MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO! --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ __________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________ Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em Grupos do Google. 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