Espetacular a ideia e o trabalho do Luciano do Fraude Urnas Eletrônicas, que está fazendo e publicando um estudo do uso das urnas brasileiras por todo o mundo.
O trabalho em duas etapas, primeiro fez um levantamento de todos os países que já vieram aqui conhecer nossas urnas e encontrou mais de 70. Depois passou a mostrar, rico em detalhes e ilustrações, como ficou a eleição nesses países depois do contato com as nossas urnas. Vejam em: http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2010/11/urna-eletronica-brasileira-mais-de-70.html http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2011/01/urnas-eletronicas-brasileiras-pelo.html Parabéns ao Luciano! Enviei o seguinte comentário: "Parabéns ao FUE por este levantamento de real valor jornalístico. Com certeza vai desmascarar a mentira sempre divulgada pela autoridade eleitoral (e repetida pela imprensa domesticada) de que as urnas brasileiras são exemplo no exterior. A verdade é que nenhum país que veio conhecer e testar nossas urnas-e passou a adotá-la. Alguns (Alemanha, Holanda e Paraguai) até a proibiram." Amilcar ------------------------------------------------- > Urnas Eletrônicas Brasileiras pelo > mundo: Costa Rica, Honduras e > Equador [Parte 1]: Boletim > Informativo Fraude Urnas > Eletrônicas > > > > > > ______________________________________________________________________ > > Urnas Eletrônicas Brasileiras pelo mundo: Costa Rica, Honduras e > Equador [Parte 1] > > Posted: 09 Jan 2011 11:03 AM PST > > Esta série de artigos começou com a seguinte pergunta – Quantos foram > os países que tiveram a oportunidade de conhecer o sistema eletrônico > de votação utilizado no Brasil? A resposta foi surpreendente e gerou o > artigo Urna eletrônica brasileira: mais de 70 países conhecem seu > funcionamento. > De acordo com nossa proposta inicial, nesta segunda parte da série > deveremos responder à outra pergunta – dos 76 países, quantos foram > aqueles que, após conhecerem as urnas eletrônicas brasileiras, > implementaram o sistema em seu país pelo menos em uma eleição oficial? > A metodologia de pesquisa foi bem parecida com a utilizada > anteriormente, entretanto, não ficamos restritos à Agência TSE como > fonte de informação. Para apresentar a realidade dos fatos, > consideramos várias fontes de informação disponíveis na internet. > Para que o artigo não ficasse muito extenso, dividimos a análise por > países, sendo que nesta primeira parte apresentaremos os resultados > preliminares sobre Costa Rica, Honduras e Equador. > Costa Rica > Foi divulgado em junho de 2005 que a Costa Rica usaria a urna > eletrônica brasileira nas eleições presidenciais de 2006. A informação > partiu do presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Costa Rica, > Oscar Fonseca, que na oportunidade informou à imprensa local que o > Brasil havia se comprometido a emprestar 4 mil urnas eletrônicas, que > seriam responsáveis por receber os votos de 1,3 milhão de eleitores > (Folha Online e Gobierno Electronico). > Meses depois, os testes que seriam feitos em 2006 foram cancelados > pelo TSE brasileiro (Wiki - Urna Eletrônica Brasileira), sendo o > processo de votação e apuração realizado de forma manual (Wiki - > Eleição Presidencial Costa Rica 2006 e Gobierno Electronico). > Modelo da cédula de votação presidencial, utilizada nas Eleições > Gerais 2006 (ACE Project). > > > Em fevereiro de 2010 foram realizadas eleições gerais, sendo também > utilizado o processo manual de votação (No Voto Electronico) . > Auxiliares de eleição separando as três cédulas utilizadas no pleito > de 2010 – rosa, azul e branca (El Pais Costa Rica). > Modelo da cédula de votação presidencial, utilizada nas Eleições > Gerais 2010 (El Pais – Costa Rica). > > > Eleitora depositando suas cédulas na urna de papel (El Pais Costa > Rica). > Segue abaixo vídeo disponibilizado no YouTube pelo usuário Down to > Earth Coffee, onde ele registra o voto da esposa. Observe que ao > adentrar no recinto de votação ela assinou a lista, recebeu três > cédulas e registrou o voto marcando um X à lápis. Eleições 2010 – > Costa Rica > > > Honduras > Notícias indicavam o empréstimo de 100 urnas eletrônicas à República > de Honduras, para implementação de um plano-piloto de voto eletrônico > nas eleições gerais de 2005 (Agência TSE e Gobierno Electronico). > Entretanto, assim como ocorreu no caso Costa Rica, os testes foram > cancelados pelo TSE brasileiro (Wiki - Urna Eletrônica Brasileira), > sendo o processo de votação e apuração realizado de forma manual > (Grupo Voto Eletrônico. > As eleições gerais de 2009, que ocorreram em meio a uma intensa crise > interna provocada pela deposição do presidente eleitoral Manuel > Zelaya, também foram realizadas através do processo manual de votação. > Os eleitores compareceram as mais de oito mil mesas eleitorais > espalhadas por Honduras e marcaram seus votos em três grandes cédulas > de papel que continham os nomes e as fotos de todos os candidatos - > uma para presidente, outra para deputados e outra para prefei > > Após o fim da votação, cada seção eleitoral apurou seus votos e o > presidente da mesa eleitoral informou o resultado final por telefone > celular a uma central de processamento de dados na capital Tegucigalpa > (Andes.org). > Campanha do Grupo Financiero Ficohsa, incentivando os hondurenhos a > exercer o voto nas eleições gerais de 2009. Na imagem é possível > observar na parte de cima a cédula presidencial, e na parte de baixo a > cédula municipal para o Distrito Central. > Trabalhadores eleitorais preparando caixas com cédulas de votação para > as eleições, nas dependências do TSE em Tegucigalpa (MSN Latino). > Mulher carrega caixa contendo as cédulas eleitorais que foram > utilizadas durante as eleições presidenciais de novembro de 2009 (El > Nuevo Herald). > > > Homem deposita seu voto em um centro eleitoral de Tegucigalpa (MSN > Latino) > Em Honduras, os eleitores que votam têm os dedos marcados com uma > tinta que leva pelo menos 24 horas para sair. Essa prática, antiga nas > eleições hondurenhas, objetiva evitar fraudes como a votação dupla por > um mesmo eleitor (Noh). > Porfirio Lobo, candidato eleito pelo Partido Nacional, mostra o dedo > mínimo manchado com tinta preta, marca hondurenha do voto exercido > (MSN Latino) > Destaque para a tinta indelével em forma de roll-on, usada pela > primeira vez nas eleições gerais de 2005 (El Heraldo). > Equador > As urnas eletrônicas brasileiras foram utilizadas em cinco cidades > equatorianas (Quito, Guayaquil, Otavalo, Portoviejo e Cuenca) durante > as eleições municipais de 2004. Das 700 urnas cedidas ao TSE do > Equador, 400 foram usadas efetivamente para a votação e 300 para > capacitação dos eleitores (Revista Eletrônica Paraná Eleitoral e > Agência TRE-MS). > Durante reunião de avaliação das eleições, o Presidente do TSE do > Equador, Nicanor Moscoso, informou sobre o interesse daquele país em > ampliar significativamente o percentual de urnas eletrônicas nas > eleições presidenciais de 2006 (Revista Eletrônica Paraná Eleitoral). > O plano do TSE quatoriano era de ampliar a votação eletrônica para 300 > mil eleitores em todo o país, sendo acordado com o TSE brasileiro o > empréstimo de 2 mil urnas eletrônicas. Entretanto, como ocorreu nos > casos Costa Rica e Honduras, o acordo foi rompido e a votação ocorreu > de forma manual (Adendo à Nota Técnica, Folha e Gobierno > Electronico). > A decisão de rescindir o acordo entre os países foi comunicada ao > gestor do projeto Patricio Torres quando ele esteve no Brasil para > definir os últimos detalhes do empréstimo. De acordo com o Jornal El > Comércio, o incidente diplomático surgiu logo após a mudança de > presidencia do TSE brasileiro, com a entrada do Min. Marco Aurélio de > Melo. > Após várias tentativas sem sucesso de convencer o Brasil a manter o > acordo, contando inclusive com a intervenção diplomática de outros > países latino-americanos, o TSE do Equator decidiu partir para vias > alternati as. Primeiro, solicitou cooperação da Venezuela, que não > aceitou devido à compatibilidade de datas eleitorais. Depois, estudou > a possibilidade de adquirir urnas eletrônicas de empresas privadas > brasileiras, o que não ocorreu por insuficiência de recursos > financeiros (Gobierno Electronico). > A terceira e última opção do TSE equatoriano foi contratar a empresa > brasileira de capital privado E-Vote, por um valor aproximado de US$ 5 > milhões, para implantar um sistema apenas para totalização de votos > que apresentasse o resultado das eleições em apenas 3 horas (BBC News > e BBC News). > A empresa E-Vote era um consórcio firmado entre as empresas Probank, > fornecedora de mão-de-obra terceirizada (técnicos de urna) para a > Justiça Eleitoral brasileira e a Via Telecom. Na época, Paulo Martins > era o presidente, Paulo César Bhering Camarão, gerente de > Informática, e Paulo Seiji Nakaya, diretor-executivo da empresa > (Jornal El Universo). > > > Nota da Equipe [Fraude UE]: Sendo Paulo Camarão ex-secretário de > informática da Justiça Eleitoral brasileira, podemos concluir que eram > conhecimentos técnicos adquiridos com o dinheiro público brasileiro > sendo aplicados em iniciativas privadas com fins puramente comerciais. > Uma vergonha! > > A eleição transcorreu de forma manual. Acima, cédula utilizada na > eleição presidencial de 2006 (Ace Project). > Entretanto, frustrando as expectativas equatorianas, a empresa E-Vote > não conseguiu efetuar a totalização dentro do prazo previsto e o > contrato foi suspenso. O então presidente do TSE equatoriano, Xavier > Cazar, rescindiu unilateralmente o contrato com a E-Vote e anunciou > que cobraria as garantias contratuais no valor de US$ 2,9 milhões > (Portal G1). > A polícia equatoriana chegou a realizar busca nos escritórios da > empresa e os passaportes dos diretores da E-Vote, entre eles > ex-assessores do TSE brasileiro, chegaram a ficar retidos durante o > inquérito que se abriu para apurar as responsabilidades pelo > descumprimento do contrato (BBC News). > A empresa foi processada por suposto crime de informática na apuração > das eleições do país e os observadores da Organização dos Estados > Americanos (OEA), por serem vistos como parciais, foram convidados a > se retirar do país. > Em abril de 2009 ocorreram as eleições gerais no Equador, sendo > eleitos presidente e vice, os integrantes da Assembléia Nacional, um > prefeito por província e um alcalde por região. A votação também > ocorreu de forma manual. As cédulas de Presidente e Vice, e aquelas > utilizadas para eleições de até oito candidatos inscritos, foram > impressas no tamanho A5 (21 x 14.8 cm) (Ecuador News). > Modelo da cédula presidencial utilizada nas Eleições Gerais 2009. Para > diferenciar das outras, a impressão ocorreu em papel na cor laranja > (Ciudadania Informada). > Modelo de cédula para eleição de deputados das províncias de > Pichincha, Guayas e Azuay. Impressa em papel lilás, ela superou os 68 > cm de largura (Ciudadania Informada). > Modelo de cédula utilizada na eleição para juntas paroquiais > (Ciudadania Informada). > Eleitora votando em Quito (Ciudadania Informada). > Seção eleitoral instalada em Azuay. Na frente da mesa, a urna > equatoriana (Ciudadania Informada). > > > CONTINUA EM: > http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2010/11/urna-eletronica-brasileira-mais-de-70.html > http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2011/01/urnas-eletronicas-brasileiras-pelo.html > -- __________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________ Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em Grupos do Google. 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