Obrigado Amilcar,
este trabalho da equipe FUE só esta sendo possível graças a ação direta de 
todos vocês do fórum do voto eletrônico , que de maneira singular discutem 
sobre o tema, apesar da blindagem do TSE, forçando assim publicação de matérias 
relacionadas. Esta série de reportagens sobre as "nossas urnas" no exterior vai 
continuar.

Caso algum amigo do fórum tenha informações, será de grande valia para a 
divulgação.

Uma observação que julgamos importante neste trabalho ate aqui, o TSE desistiu 
de apoiar vários países no uso das urnas. 

Alguém tem idéia do  que levaria o TSE, após tanto esforço da "venda" de uma 
ideia, abortar o processo justamente quando as urnas começariam a serem 
testadas por estes países? Confesso que estou surpreso. 


Sds,
Luciano Melo
www.fraudeurnaseletronicas.com.br 




----- Original Message ----- 
From: Amilcar Brunazo Filho 
To: Forum do Voto Seguro ; Forum do Voto Eletrônico 
Sent: Tuesday, January 11, 2011 5:09 PM
Subject: [Voto Seguro] Urnas Eletrônicas Brasileiras pelo mundo: Costa Rica, 
Honduras e Equador [Parte 1]: Boletim Informativo Fraude Urnas Eletrônicas


  
Espetacular a ideia e o trabalho do Luciano do Fraude Urnas Eletrônicas,
que está fazendo e publicando um estudo do uso das urnas brasileiras por
todo o mundo.

O trabalho em duas etapas, primeiro fez um levantamento de todos os
países que já vieram aqui conhecer nossas urnas e encontrou mais de 70.
Depois passou a mostrar, rico em detalhes e ilustrações, como ficou a
eleição nesses países depois do contato com as nossas urnas.

Vejam em:
http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2010/11/urna-eletronica-brasileira-mais-de-70.html
http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2011/01/urnas-eletronicas-brasileiras-pelo.html

Parabéns ao Luciano!

Enviei o seguinte comentário:

"Parabéns ao FUE por este levantamento de real valor
jornalístico.
Com certeza vai desmascarar a mentira sempre divulgada pela
autoridade eleitoral (e repetida pela imprensa domesticada) de
que as urnas brasileiras são exemplo no exterior.
A verdade é que nenhum país que veio conhecer e testar nossas
urnas-e passou a adotá-la.
Alguns (Alemanha, Holanda e Paraguai) até a proibiram."

Amilcar

-------------------------------------------------

> Urnas Eletrônicas Brasileiras pelo
> mundo: Costa Rica, Honduras e
> Equador [Parte 1]: Boletim
> Informativo Fraude Urnas
> Eletrônicas 
> 
> 
> 
> 
> 
> __________________________________________________________
> 
> Urnas Eletrônicas Brasileiras pelo mundo: Costa Rica, Honduras e
> Equador [Parte 1]
> 
> Posted: 09 Jan 2011 11:03 AM PST
> 
> Esta série de artigos começou com a seguinte pergunta – Quantos foram
> os países que tiveram a oportunidade de conhecer o sistema eletrônico
> de votação utilizado no Brasil? A resposta foi surpreendente e gerou o
> artigo Urna eletrônica brasileira: mais de 70 países conhecem seu
> funcionamento. 
> De acordo com nossa proposta inicial, nesta segunda parte da série
> deveremos responder à outra pergunta – dos 76 países, quantos foram
> aqueles que, após conhecerem as urnas eletrônicas brasileiras,
> implementaram o sistema em seu país pelo menos em uma eleição oficial?
> A metodologia de pesquisa foi bem parecida com a utilizada
> anteriormente, entretanto, não ficamos restritos à Agência TSE como
> fonte de informação. Para apresentar a realidade dos fatos,
> consideramos várias fontes de informação disponíveis na internet. 
> Para que o artigo não ficasse muito extenso, dividimos a análise por
> países, sendo que nesta primeira parte apresentaremos os resultados
> preliminares sobre Costa Rica, Honduras e Equador.
> Costa Rica
> Foi divulgado em junho de 2005 que a Costa Rica usaria a urna
> eletrônica brasileira nas eleições presidenciais de 2006. A informação
> partiu do presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Costa Rica,
> Oscar Fonseca, que na oportunidade informou à imprensa local que o
> Brasil havia se comprometido a emprestar 4 mil urnas eletrônicas, que
> seriam responsáveis por receber os votos de 1,3 milhão de eleitores
> (Folha Online e Gobierno Electronico).
> Meses depois, os testes que seriam feitos em 2006 foram cancelados
> pelo TSE brasileiro (Wiki - Urna Eletrônica Brasileira), sendo o
> processo de votação e apuração realizado de forma manual (Wiki -
> Eleição Presidencial Costa Rica 2006 e Gobierno Electronico). 
> Modelo da cédula de votação presidencial, utilizada nas Eleições
> Gerais 2006 (ACE Project).
> 
> 
> Em fevereiro de 2010 foram realizadas eleições gerais, sendo também
> utilizado o processo manual de votação (No Voto Electronico) . 
> Auxiliares de eleição separando as três cédulas utilizadas no pleito
> de 2010 – rosa, azul e branca (El Pais Costa Rica).
> Modelo da cédula de votação presidencial, utilizada nas Eleições
> Gerais 2010 (El Pais – Costa Rica).
> 
> 
> Eleitora depositando suas cédulas na urna de papel (El Pais Costa
> Rica).
> Segue abaixo vídeo disponibilizado no YouTube pelo usuário Down to
> Earth Coffee, onde ele registra o voto da esposa. Observe que ao
> adentrar no recinto de votação ela assinou a lista, recebeu três
> cédulas e registrou o voto marcando um X à lápis. Eleições 2010 –
> Costa Rica 
> 
> 
> Honduras
> Notícias indicavam o empréstimo de 100 urnas eletrônicas à República
> de Honduras, para implementação de um plano-piloto de voto eletrônico
> nas eleições gerais de 2005 (Agência TSE e Gobierno Electronico).
> Entretanto, assim como ocorreu no caso Costa Rica, os testes foram
> cancelados pelo TSE brasileiro (Wiki - Urna Eletrônica Brasileira),
> sendo o processo de votação e apuração realizado de forma manual
> (Grupo Voto Eletrônico.
> As eleições gerais de 2009, que ocorreram em meio a uma intensa crise
> interna provocada pela deposição do presidente eleitoral Manuel
> Zelaya, também foram realizadas através do processo manual de votação.
> Os eleitores compareceram as mais de oito mil mesas eleitorais
> espalhadas por Honduras e marcaram seus votos em três grandes cédulas
> de papel que continham os nomes e as fotos de todos os candidatos -
> uma para presidente, outra para deputados e outra para prefei
> 
> Após o fim da votação, cada seção eleitoral apurou seus votos e o
> presidente da mesa eleitoral informou o resultado final por telefone
> celular a uma central de processamento de dados na capital Tegucigalpa
> (Andes.org). 
> Campanha do Grupo Financiero Ficohsa, incentivando os hondurenhos a
> exercer o voto nas eleições gerais de 2009. Na imagem é possível
> observar na parte de cima a cédula presidencial, e na parte de baixo a
> cédula municipal para o Distrito Central. 
> Trabalhadores eleitorais preparando caixas com cédulas de votação para
> as eleições, nas dependências do TSE em Tegucigalpa (MSN Latino). 
> Mulher carrega caixa contendo as cédulas eleitorais que foram
> utilizadas durante as eleições presidenciais de novembro de 2009 (El
> Nuevo Herald). 
> 
> 
> Homem deposita seu voto em um centro eleitoral de Tegucigalpa (MSN
> Latino)
> Em Honduras, os eleitores que votam têm os dedos marcados com uma
> tinta que leva pelo menos 24 horas para sair. Essa prática, antiga nas
> eleições hondurenhas, objetiva evitar fraudes como a votação dupla por
> um mesmo eleitor (Noh). 
> Porfirio Lobo, candidato eleito pelo Partido Nacional, mostra o dedo
> mínimo manchado com tinta preta, marca hondurenha do voto exercido
> (MSN Latino)
> Destaque para a tinta indelével em forma de roll-on, usada pela
> primeira vez nas eleições gerais de 2005 (El Heraldo). 
> Equador
> As urnas eletrônicas brasileiras foram utilizadas em cinco cidades
> equatorianas (Quito, Guayaquil, Otavalo, Portoviejo e Cuenca) durante
> as eleições municipais de 2004. Das 700 urnas cedidas ao TSE do
> Equador, 400 foram usadas efetivamente para a votação e 300 para
> capacitação dos eleitores (Revista Eletrônica Paraná Eleitoral e
> Agência TRE-MS).
> Durante reunião de avaliação das eleições, o Presidente do TSE do
> Equador, Nicanor Moscoso, informou sobre o interesse daquele país em
> ampliar significativamente o percentual de urnas eletrônicas nas
> eleições presidenciais de 2006 (Revista Eletrônica Paraná Eleitoral). 
> O plano do TSE quatoriano era de ampliar a votação eletrônica para 300
> mil eleitores em todo o país, sendo acordado com o TSE brasileiro o
> empréstimo de 2 mil urnas eletrônicas. Entretanto, como ocorreu nos
> casos Costa Rica e Honduras, o acordo foi rompido e a votação ocorreu
> de forma manual (Adendo à Nota Técnica, Folha e Gobierno
> Electronico). 
> A decisão de rescindir o acordo entre os países foi comunicada ao
> gestor do projeto Patricio Torres quando ele esteve no Brasil para
> definir os últimos detalhes do empréstimo. De acordo com o Jornal El
> Comércio, o incidente diplomático surgiu logo após a mudança de
> presidencia do TSE brasileiro, com a entrada do Min. Marco Aurélio de
> Melo. 
> Após várias tentativas sem sucesso de convencer o Brasil a manter o
> acordo, contando inclusive com a intervenção diplomática de outros
> países latino-americanos, o TSE do Equator decidiu partir para vias
> alternati as. Primeiro, solicitou cooperação da Venezuela, que não
> aceitou devido à compatibilidade de datas eleitorais. Depois, estudou
> a possibilidade de adquirir urnas eletrônicas de empresas privadas
> brasileiras, o que não ocorreu por insuficiência de recursos
> financeiros (Gobierno Electronico). 
> A terceira e última opção do TSE equatoriano foi contratar a empresa
> brasileira de capital privado E-Vote, por um valor aproximado de US$ 5
> milhões, para implantar um sistema apenas para totalização de votos
> que apresentasse o resultado das eleições em apenas 3 horas (BBC News
> e BBC News).
> A empresa E-Vote era um consórcio firmado entre as empresas Probank,
> fornecedora de mão-de-obra terceirizada (técnicos de urna) para a
> Justiça Eleitoral brasileira e a Via Telecom. Na época, Paulo Martins
> era o presidente, Paulo César Bhering Camarão, gerente de
> Informática, e Paulo Seiji Nakaya, diretor-executivo da empresa
> (Jornal El Universo).
> 
> 
> Nota da Equipe [Fraude UE]: Sendo Paulo Camarão ex-secretário de
> informática da Justiça Eleitoral brasileira, podemos concluir que eram
> conhecimentos técnicos adquiridos com o dinheiro público brasileiro
> sendo aplicados em iniciativas privadas com fins puramente comerciais.
> Uma vergonha! 
> 
> A eleição transcorreu de forma manual. Acima, cédula utilizada na
> eleição presidencial de 2006 (Ace Project). 
> Entretanto, frustrando as expectativas equatorianas, a empresa E-Vote
> não conseguiu efetuar a totalização dentro do prazo previsto e o
> contrato foi suspenso. O então presidente do TSE equatoriano, Xavier
> Cazar, rescindiu unilateralmente o contrato com a E-Vote e anunciou
> que cobraria as garantias contratuais no valor de US$ 2,9 milhões
> (Portal G1).
> A polícia equatoriana chegou a realizar busca nos escritórios da
> empresa e os passaportes dos diretores da E-Vote, entre eles
> ex-assessores do TSE brasileiro, chegaram a ficar retidos durante o
> inquérito que se abriu para apurar as responsabilidades pelo
> descumprimento do contrato (BBC News).
> A empresa foi processada por suposto crime de informática na apuração
> das eleições do país e os observadores da Organização dos Estados
> Americanos (OEA), por serem vistos como parciais, foram convidados a
> se retirar do país.
> Em abril de 2009 ocorreram as eleições gerais no Equador, sendo
> eleitos presidente e vice, os integrantes da Assembléia Nacional, um
> prefeito por província e um alcalde por região. A votação também
> ocorreu de forma manual. As cédulas de Presidente e Vice, e aquelas
> utilizadas para eleições de até oito candidatos inscritos, foram
> impressas no tamanho A5 (21 x 14.8 cm) (Ecuador News). 
> Modelo da cédula presidencial utilizada nas Eleições Gerais 2009. Para
> diferenciar das outras, a impressão ocorreu em papel na cor laranja
> (Ciudadania Informada).
> Modelo de cédula para eleição de deputados das províncias de
> Pichincha, Guayas e Azuay. Impressa em papel lilás, ela superou os 68
> cm de largura (Ciudadania Informada). 
> Modelo de cédula utilizada na eleição para juntas paroquiais
> (Ciudadania Informada). 
> Eleitora votando em Quito (Ciudadania Informada).
> Seção eleitoral instalada em Azuay. Na frente da mesa, a urna
> equatoriana (Ciudadania Informada).
> 
> 
> CONTINUA EM:
> http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2010/11/urna-eletronica-brasileira-mais-de-70.html
> http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2011/01/urnas-eletronicas-brasileiras-pelo.html
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