>
> Ambos PL tem como relator o dep. Vieira da Cunha (PDT-RS) que prometeu dar
> seu parecer até o final do ano. Sugiro efetuarmos pressão (emails,
> mensagens, etc) sobre o relator para que seu parecer seja favorável ao voto
> impresso.



08/05/2012 22:01
Relator deverá manter previsão de voto impresso nas eleições de
2014<http://www2.camara.leg.br/agencia/noticias/POLITICA/416690-RELATOR-DEVERA-MANTER-PREVISAO-DE-VOTO-IMPRESSO-NAS-ELEICOES-DE-2014.html>

 Gustavo Lima
[image: Dep. Vieira da Cunha (PDT-RS)]
Vieira da Cunha pretende apresentar seu parecer em um mês, para votá-lo
antes do recesso.

O relator do Projeto de Lei 2789/11 na Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania (CCJ), deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), pretende manter o
voto impresso nas eleições de 2014. A CCJ discutiu nesta terça-feira (8) o
projeto do Senado que revoga a determinação do voto da urna eletrônica para
conferência do eleitor, a partir do pleito de 2014.

*Vieira da Cunha acredita que, em vez de revogar o voto impresso, basta
suprimir dois parágrafos (§ 2° e §5°) da Lei 12.034/09, que, segundo alguns
especialistas, poderiam permitir a identificação do eleitor. *“Se agirmos
assim, estaremos equilibrando a preocupação daqueles que, com razão, estão
defendendo o princípio do sigilo do voto com aqueles que, como nós,
queremos também garantir a segurança da urna eletrônica”, argumentou.

O Supremo Tribunal Federal suspendeu o voto impresso em resposta a uma ação
direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da
República. A decisão, no entanto, não é definitiva. Autora da ação, a
vice-procuradora geral Eleitoral, Sandra Cureau, explicou as razões para o
questionamento.

"Se, por exemplo, a máquina de impressão travasse ou qualquer problema
acontecesse, isso implicaria a violação do sigilo, porque um técnico teria
que mexer na máquina e teria a possibilidade de ler tudo ali. Obviamente,
há de haver uma maneira de saber que aquele voto corresponde àquele
eleitor”, afirmou.

*Fragilidade da urna *
Mesmo sem o voto impresso, um teste promovido pelo próprio Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) demonstrou a fragilidade da atual urna eletrônica.
Em uma simulação, um grupo de técnicos da Universidade de Brasília quebrou
a segurança da urna em apenas uma hora e identificou como votou cada
eleitor.

O professor Diego Aranha, que coordenou a equipe, disse que o perigo dessa
vulnerabilidade é que, de posse da ordem da votação, é possível fazer a
correspondência perfeita entre o cidadão e sua escolha. “Fazia parte do
protocolo do evento sugerir melhorias. Resumidamente todas se concentram em
fortalecer o algoritmo de embaralhamento (dos votos e eleitores),
utilizando técnicas que já são conhecidas há muito tempo e também com
dispositivos específicos que já estavam contidos na própria urna eletrônica
e não estavam sendo utilizados para este objetivo”, apontou.

O projeto que revoga a impressão do voto a partir de 2014 será analisado
pela CCJ e deve ser votado em Plenário. Vieira da Cunha quer apresentar seu
parecer em um mês para que a matéria seja votada na comissão antes do
recesso parlamentar.

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