Ivanzinho, my dear!

Minhas mujeres espionas, as que seu prestimoso gerente(?) Fernando tão bem
atendeu e tudo mostrou na sua empresa quando me narraram a ótima visita
falaram de um projeto muito especial que estava sendo trabalhado, um livro
do Rubão!!!
Se você for meu amigo, como eu quero que seja, vai me dar o gostinho de ver
a capa -'omenos'!!! - hoje ou quando ficar pronta.
Romildón, nosso cantante de ouro vai cantar hoy, a canaia(eu e meus
heterônimos quase todos) estararemos lá, portanto se puder levar uma pequena
amostra do trabalho, esse servo do Baron du Samedi, que agora vai dormir,
agradecido ficará.

Cheirão!

Orf
ps. o discão tá pronto, tomara que Yasmine goste, fiz uma mistureba boa,
levo tunaite!

2008/8/14 Ivan Junior <[EMAIL PROTECTED]>

>     Roubado do blog de YASMINE,
> <http://yasminelemos.blogspot.com/2008/08/pginas-do-homem.html>   PÁGINAS
> DO HOMEM
>
> <http://4.bp.blogspot.com/_AAgzAAwR91E/SJyjWl_nsqI/AAAAAAAAAgk/_FwGs0h-7X0/s1600-h/paginas.jpg>
>  Vasculhando
> algumas páginas alheias, li todos os desabafos, poemas. Encontrei nas
> letras, casa, a comida, os erros, amores quem sabe verdadeiros e as agonias
> de quase um mundo inteiro. Teve momentos que os sinais eram claros de um
> sentimento novo, mas já havia outros nas datas anteriores. No meio de tudo
> encontrei o homem que sentiu-se quem sabe, mais menino e livre. Mas faltavam
> folhas, os poemas foram chorando o lamento daquele que aos poucos enterrava
> um sonho. E a lacuna ficou aberta no meio do tempo.
> Quem o homem amou? Não sei, mas quem o amou, o levou vivo pra sempre,
> talvez ele jamais seja menino livre novamente. Depois de tentar organizar na
> mente as datas trocadas e inconseqüentes, passei a entender que nem sempre o
> tempo caminha igual com a gente ou as pessoas mudam e o homem ama ou pensa
> que ama novamente.
>
> Como se ele deixasse um caderno de juras sem datas, sem assinaturas, apenas
> as lacunas abertas para serem usadas a cada momento de uma certeza falsa.
> Era o homem que eu via. E o homem é assim todos os dias. Ama o que não vê e
> também o que toca, devora o que pensa que tem e o que lhe é servido na mesa.
> O pensamento dele, muitas vezes não sabe o que ele carrega também li isto
> nos poemas. Havia um destino e espaços diferentes entre o coração e a sua
> mente, que algumas vezes lhe enganou, mas não fingiu ao coração que se
> contorcia muitas vezes com a própria agonia.
>
> E dentro de mim não existia mais ninguém, era no homem que me encontrava
> como espelho no suposto espaço do tempo parado na minha mente cansada. O
> perdi meio que contente achando que havia crescido. Mas o homem não cresceu
> na minha visão.
>
> Conciliei menino, explosão, dor e pavor. Um completo torpor e assim
> segurava as linhas mal traçadas e ao mesmo tempo novamente o encontrava.
>
> Não sei bem o rosto do homem, às vezes um gigante e desconcertante por não
> saber caminhar em passos lentos, a corrida contra o tempo o fazia escorregar
> nos seus próprios pensamentos. A capa não chegava a ser de um livro, mas eu
> limpava o mofo dos deslizes de sentimentos, corrigia suas frases perfeitas e
> diferentes do que ele mesmo vivia. Achando que seu segredo viraria amuleto.
> Mas o homem era e é assim. Não saber conciliar verdade e alegria, mas sabia
> em tom de nostalgia brincar de amor em página antiga reciclando palavras
> ferinas enganando a dor.
>
> Como livro restaurado, mas de conteúdo fechado. Não sabia o que poderia
> ainda ler na sua estratégia de querer sempre fingir a força que sempre o
> fazia refém dos enganos mais assim continuei a segui-lo pelas letras e
> estilo.
>
>
> No final os olhos já não queriam enxergar, nem o coração entender, homem
> inquieto, deserto, disperso. Conclui: o homem é completo e belo, é livre, é
> animal apaixonado, descontrolado.
>
> Foi nos escritos que eu o encontrei, foi na realidade que eu acordei e o
> perdi.
>
>  Yasmine Lemos
>  
>

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