Não, meu caro, costumo ler com acuidade e cuidado o que respondo de amigos.
Vi que você 'titulou de roubado ou algo assim do Blog de Yasmine,  do qual
aliás eu sou leitor assíduo.

Iinté, voltei da Cidade Alta agora, grande fauna, até dei um abraço no nosso
querido Plinius Ensandecidus, que descia, enquanto eu subia a Vigário
Bartolomeu, rua onde nasci e onde sempre tenho que ir quando vou para a
cidade, pisar no chão da minha 'Fortuna', loteria instalada na minha antiga
casa, o danado é que termino gastando uma 'fortuna'(rss) quando acabo de
sair de lá, por ex. Só no Ramos deixei uns 45 irreais, coisas que meu
apetite de consumidor voraz não consegue desprezar: um Freud, uma
Arqueologia da sua coleção de antiguidades, do Peter Gay, o mesmo da Bio, e
um filme bom, Asterix, que é para minha filha Lilix desfrutar...e  por aí
vai.

xer'Orf

2008/8/16 Ivan Júnior <[EMAIL PROTECTED]>

>    Orfinho,
>
> A mensagem intitulada Rubens Lemos é um texto de Yasmine, viu?
> Me pareceu que vosmecê achou que era de Rubens.
>
> Cheirão
>
>
>
>
> ----- Original Message -----
> *From:* Ørf <[EMAIL PROTECTED]>
> *To:* [email protected]
> *Sent:* Saturday, August 16, 2008 5:34 AM
> *Subject:* Re: [becodalama] Rubens Lemos
>
>  Ivanzinho, my dear!
>
> Minhas mujeres espionas, as que seu prestimoso gerente(?) Fernando tão bem
> atendeu e tudo mostrou na sua empresa quando me narraram a ótima visita
> falaram de um projeto muito especial que estava sendo trabalhado, um livro
> do Rubão!!!
> Se você for meu amigo, como eu quero que seja, vai me dar o gostinho de ver
> a capa -'omenos'!!! - hoje ou quando ficar pronta.
> Romildón, nosso cantante de ouro vai cantar hoy, a canaia(eu e meus
> heterônimos quase todos) estararemos lá, portanto se puder levar uma pequena
> amostra do trabalho, esse servo do Baron du Samedi, que agora vai dormir,
> agradecido ficará.
>
> Cheirão!
>
> Orf
> ps. o discão tá pronto, tomara que Yasmine goste, fiz uma mistureba boa,
> levo tunaite!
>
> 2008/8/14 Ivan Junior <[EMAIL PROTECTED]>
>
>>    Roubado do blog de YASMINE,
>> <http://yasminelemos.blogspot.com/2008/08/pginas-do-homem.html>   PÁGINAS
>> DO HOMEM
>>
>> <http://4.bp.blogspot.com/_AAgzAAwR91E/SJyjWl_nsqI/AAAAAAAAAgk/_FwGs0h-7X0/s1600-h/paginas.jpg>
>>  Vasculhando
>> algumas páginas alheias, li todos os desabafos, poemas. Encontrei nas
>> letras, casa, a comida, os erros, amores quem sabe verdadeiros e as agonias
>> de quase um mundo inteiro. Teve momentos que os sinais eram claros de um
>> sentimento novo, mas já havia outros nas datas anteriores. No meio de tudo
>> encontrei o homem que sentiu-se quem sabe, mais menino e livre. Mas faltavam
>> folhas, os poemas foram chorando o lamento daquele que aos poucos enterrava
>> um sonho. E a lacuna ficou aberta no meio do tempo.
>> Quem o homem amou? Não sei, mas quem o amou, o levou vivo pra sempre,
>> talvez ele jamais seja menino livre novamente. Depois de tentar organizar na
>> mente as datas trocadas e inconseqüentes, passei a entender que nem sempre o
>> tempo caminha igual com a gente ou as pessoas mudam e o homem ama ou pensa
>> que ama novamente.
>>
>> Como se ele deixasse um caderno de juras sem datas, sem assinaturas,
>> apenas as lacunas abertas para serem usadas a cada momento de uma certeza
>> falsa. Era o homem que eu via. E o homem é assim todos os dias. Ama o que
>> não vê e também o que toca, devora o que pensa que tem e o que lhe é servido
>> na mesa.
>> O pensamento dele, muitas vezes não sabe o que ele carrega também li isto
>> nos poemas. Havia um destino e espaços diferentes entre o coração e a sua
>> mente, que algumas vezes lhe enganou, mas não fingiu ao coração que se
>> contorcia muitas vezes com a própria agonia.
>>
>> E dentro de mim não existia mais ninguém, era no homem que me encontrava
>> como espelho no suposto espaço do tempo parado na minha mente cansada. O
>> perdi meio que contente achando que havia crescido. Mas o homem não cresceu
>> na minha visão.
>>
>> Conciliei menino, explosão, dor e pavor. Um completo torpor e assim
>> segurava as linhas mal traçadas e ao mesmo tempo novamente o encontrava.
>>
>> Não sei bem o rosto do homem, às vezes um gigante e desconcertante por não
>> saber caminhar em passos lentos, a corrida contra o tempo o fazia escorregar
>> nos seus próprios pensamentos. A capa não chegava a ser de um livro, mas eu
>> limpava o mofo dos deslizes de sentimentos, corrigia suas frases perfeitas e
>> diferentes do que ele mesmo vivia. Achando que seu segredo viraria amuleto.
>> Mas o homem era e é assim. Não saber conciliar verdade e alegria, mas
>> sabia em tom de nostalgia brincar de amor em página antiga reciclando
>> palavras ferinas enganando a dor.
>>
>> Como livro restaurado, mas de conteúdo fechado. Não sabia o que poderia
>> ainda ler na sua estratégia de querer sempre fingir a força que sempre o
>> fazia refém dos enganos mais assim continuei a segui-lo pelas letras e
>> estilo.
>>
>>
>> No final os olhos já não queriam enxergar, nem o coração entender, homem
>> inquieto, deserto, disperso. Conclui: o homem é completo e belo, é livre, é
>> animal apaixonado, descontrolado.
>>
>> Foi nos escritos que eu o encontrei, foi na realidade que eu acordei e o
>> perdi.
>>
>>  Yasmine Lemos
>>
>
>
>
> __________ NOD32 3360 (20080815) Information __________
>
> This message was checked by NOD32 antivirus system.
> http://www.eset.com
>
>  
>

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