Prezado Divino, sou mestre pela PUC, Engenheiro pelo CEFET-RJ e psicólogo pela UNESA. Como professor desde 1979 (27 anos) e coordenador de cursos desde 1997 (10 anos) já preparei muitos projetos pedagógicos e recebi cerca de 20 comissões de reconhecimento de cursos do MEC e ouso afirmar que a titulação é mais importante que a experiência. Quando as duas andam junto, temos o professor ideal.
Existem muitos consultores e auto-didatas que, como você, são excelentes professores, mas isto não é a regra e sim a excessão que confirma a regra. Os cursos LATO-SENSU habilitam ao magistério superior, pois formam especialistas que são aceitos normalmente pelo MEC na composição do corpo docente de um curso superior. Isto é um fato. []´s Ricardo Portella. www.rafrom.com.br ----- Original Message ----- From: "DivListas" <[EMAIL PROTECTED]> To: "Ângelo Acauã" <[email protected]> Sent: Tuesday, June 13, 2006 12:34 PM Subject: Re[2]: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE SISTEMAS - POS GRADUACAO - CONFIRMADO - Respondendo a Ângelo: > A afirmação do Ricardo procede, mas a do Walzer tb... xz A > questão é "nem tanto ao mar, nem tanto à terra", existem > casos e casos. Parabéns Ângelo, pela exposição concisa e pertinente do assunto, sobre o qual parecemos torcedores de futebol, "todo mundo acha que entende". Particularmente o assunto é de total interesse, já que atuo a tanto tempo como professor em diversas atividades sem ter qualquer formação acadêmica que me permita participar de concursos ou mesmo concorrer de igual para igual quando há vagas para lecionar. Tenho medo de fazer cursos que serviriam apenas para me dar um "diproma" e que depois simplesmente seja recusado, é muita grana e tempo para investir em algo que cada instituição interpreta a lei de um jeito. Conheço pessoas extremamente capacitadas que dão aulas em universidades ou instituições importantes, mas são tratados como párias, como se fizessem um favor em deixa-los lecionar, enquanto no corpo docente há os verdadeiros sangue-sugas que nada fazem a não ser ter um diploma... nem mesmo se preocupam em dar aulas, ficam apenas atrapalhando. Walzer é um grande amigo meu, que estimo muito e não falo que pertença a um grupo ou outro porque nunca acompanhei seu trabalho nesta área, mas tenho certeza que se resolver falar mais sobre o assunto poderá esclarecer melhor este ambiente. Fui consultor de informática em diversas escolas, dei aulas de informática para alunos e professores e criei planos de estudo, assim como participei de diversas atividades para as quais não tinha qualquer formação acadêmica, estava cercado de gente que tinha, era uma questão de dividir conhecimentos. Mas apenas uma entre mais de 50 (nunca contei, se bobear são mais de 100) escolas em que já atuei reconheceu meu trabalho, foi o Colégio Santo Agostinho, do Rio de Janeiro, única escola que me pagou para ter os direitos de usar um plano de ensino que criei para seu curso de informática. As outras simplesmente me contratavam como "técnico de informática" e depois que sugavam tudo que precisavam me dispensavam ou então simplesmente nunca me citavam quando tinham que prestar contas ao MEC ou qualquer outro lugar. Com isso simplesmente abandonei a atividade, primeiro porque se o próprio professor já é mal remunerado imaginem um auxiliar, ou seja, financeiramente raramente valeu a pena e no sentido de que meu trabalho gerasse competência para o exercício de atividades acadêmicas nunca houve qualquer chance, ou seja me sentia sempre como deve ter se sentido o cara que era o braço direito do médico Cristian Barnard mas só após se aposentar foi reconhecido como médico, sua posição oficial na equipe foi sempre da única profissão que lhe permitiam pela condição de cor... faxineiro e isso na Äfrica, onde o negro deveria ser reconhecido como a etnia dominante, mas infelizmente não é. Só agora, participando de açÕes como Amigos da Escola e com previsões de entrar no corpo docente de institiuçÕes como SESC e SENAC me sinto novamente estimulado a fazer uma das coisas que mais gosto e tenho competência ... ensinar. Como o Walzer bem disse ... se entrar no assunto não paro mais de escrever, mas não me interessa discutir quem está certo ou não e sim o que efetivamente se faz na área de ensino para permitir que quem tem condições de ensinar possa faze-lo. Fiz tres cursos no SENAI entre 12 e 16 anos, Desenho e Tecnologia Mecanica e Eletricidade, ali tive contato com os melhores professores que tive em toda a vida e nenhum deles tinha essas panaquices acadêmicas, um dos melhores era apenas um ex-aluno do próprio SENAI e também era designer industrial da Johan Fabber, as vezes levava para a aula seus projetos de novos modelos de caneta, mostrando como se produzia as ferramentas que iriam permitir criar as máquinas de industrialização do produto, o cara era uma fera e seu único curso era o do SENAI. Claro que respeito e considero imprescindíveis os cursos acadêmicos, só acho uma falta de senso querer exigir que as pessoas o façam em qualquer situação, quando não nos é oferecida a contrapartida, ou seja, bons cursos acadêmicos acessíveis a mais pessoas. Felizmente temos uma lei flexível, que permite os cursos livres onde o que vale é a competência de quem os administra e não os diplomas que a pessoa acumula. E posso estar errado na dedução, mas pelo que leio nos jornais há muitos reitores de universidades que estão no cargo por indicação política e não por sua competência de ensino. Se não estou errado, não seria uma incoerência que o cargo máximo em uma universidade possa ser exercido por alguém sem os diplomas necessários enquanto isso é exigido a seus subordinados? Se a regra da formação fosse aplicada de forma geral, não se poderia permitir que um semi-analfabeto possa se candidatar ao cargo de presidente quando para ser um simples lixeiro é preciso ter diploma de primeiro grau. Grande abraço, Divino Leitão Conheça www.minimidia.com.br mais informação em menos espaço. Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem) É no casamento que a mulher adquire a sua independência. Fica com a cozinha só para ela. Links do Yahoo! Grupos Links do Yahoo! Grupos <*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse: http://br.groups.yahoo.com/group/infoetc/ <*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] <*> O uso que você faz do Yahoo! Grupos está sujeito aos: http://br.yahoo.com/info/utos.html
