Você também é excessão, não é regra. Eu não conheço você mas acompanho o
seu trabalho e de outros que são regra.
Eu sou professor de Oclusão, Dor Orofacial e Disfunção
Temporo-mandibular da Faculdade de Odontologia da UERJ desde 1979, mas
já era professor do Estado antes disso. Tenho 37 anos de magistério.
Discordo da sua teoria que a Titulação e mais importante que a
experiência, pode ser burocraticamente, mas concordo em parte que quando
as duas andam junto, podemos ter um professor ideal(mas há excessões),
mas isso não é verdade quando temos a titulação sem a experiência(também
temos excessões). Alás, sempre temos excessões.


Ricardo Portella wrote:
> 
> Prezado Divino,
> sou mestre pela PUC, Engenheiro pelo CEFET-RJ e psicólogo pela UNESA. Como
> professor desde 1979 (27 anos) e coordenador de cursos desde 1997 (10 anos)
> já preparei muitos projetos pedagógicos e recebi cerca de 20 comissões de
> reconhecimento de cursos do MEC e ouso afirmar que a titulação é mais
> importante que a experiência. Quando as duas andam junto, temos o professor
> ideal.
> 
> Existem muitos consultores e auto-didatas que, como você, são excelentes
> professores, mas isto não é a regra e sim a excessão que confirma a regra.
> 
> Os cursos LATO-SENSU habilitam ao magistério superior, pois formam
> especialistas que são aceitos normalmente pelo MEC na composição do corpo
> docente de um curso superior. Isto é um fato.
> 
> []´s
> Ricardo Portella.
> www.rafrom.com.br
> 
> ----- Original Message -----
> From: "DivListas" <[EMAIL PROTECTED]>
> To: "Ângelo Acauã" <[email protected]>
> Sent: Tuesday, June 13, 2006 12:34 PM
> Subject: Re[2]: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE SISTEMAS - POS
> GRADUACAO - CONFIRMADO -
> 
> Respondendo a Ângelo:
> 
> > A afirmação do Ricardo procede, mas a do Walzer tb... xz A
> > questão é "nem tanto ao mar, nem tanto à terra", existem
> > casos e casos.
> 
>   Parabéns  Ângelo,  pela  exposição concisa e pertinente do
>   assunto,  sobre  o  qual  parecemos torcedores de futebol,
>   "todo mundo acha que entende".
> 
>   Particularmente  o  assunto  é  de total interesse, já que
>   atuo  a  tanto tempo como professor em diversas atividades
>   sem   ter  qualquer  formação  acadêmica  que  me  permita
>   participar  de  concursos ou mesmo concorrer de igual para
>   igual quando há vagas para lecionar.
> 
>   Tenho  medo  de  fazer cursos que serviriam apenas para me
>   dar  um "diproma" e que depois simplesmente seja recusado,
>   é  muita  grana  e  tempo  para  investir em algo que cada
>   instituição interpreta a lei de um jeito.
> 
>   Conheço  pessoas extremamente capacitadas que dão aulas em
>   universidades   ou   instituições   importantes,  mas  são
>   tratados  como  párias,  como  se  fizessem  um  favor  em
>   deixa-los  lecionar,  enquanto  no  corpo  docente  há  os
>   verdadeiros  sangue-sugas  que nada fazem a não ser ter um
>   diploma...  nem  mesmo  se  preocupam  em dar aulas, ficam
>   apenas atrapalhando.
> 
>   Walzer  é um grande amigo meu, que estimo muito e não falo
>   que  pertença  a um grupo ou outro porque nunca acompanhei
>   seu trabalho nesta área, mas tenho certeza que se resolver
>   falar  mais  sobre o assunto poderá esclarecer melhor este
>   ambiente.
> 
>   Fui  consultor  de  informática  em  diversas escolas, dei
>   aulas  de  informática  para  alunos e professores e criei
>   planos  de  estudo,  assim  como  participei  de  diversas
>   atividades  para  as  quais  não  tinha  qualquer formação
>   acadêmica, estava cercado de gente que tinha, era uma
>   questão de dividir conhecimentos.
> 
>   Mas  apenas  uma entre mais de 50 (nunca contei, se bobear
>   são  mais  de  100) escolas em que já atuei reconheceu meu
>   trabalho,  foi  o  Colégio  Santo  Agostinho,  do  Rio  de
>   Janeiro, única escola que me pagou para ter os direitos de
>   usar  um  plano  de  ensino  que  criei  para seu curso de
>   informática.  As  outras  simplesmente me contratavam como
>   "técnico  de  informática"  e  depois que sugavam tudo que
>   precisavam  me  dispensavam ou então simplesmente nunca me
>   citavam  quando  tinham  que  prestar  contas  ao  MEC  ou
>   qualquer outro lugar.
> 
>   Com  isso  simplesmente  abandonei  a  atividade, primeiro
>   porque se o próprio professor já é mal remunerado imaginem
>   um  auxiliar,  ou  seja, financeiramente raramente valeu a
>   pena  e no sentido de que meu trabalho gerasse competência
>   para  o  exercício  de  atividades  acadêmicas nunca houve
>   qualquer chance, ou seja me sentia sempre como deve ter se
>   sentido  o cara que era o braço direito do médico Cristian
>   Barnard  mas  só  após  se  aposentar foi reconhecido como
>   médico,  sua posição oficial na equipe foi sempre da única
>   profissão  que  lhe  permitiam  pela  condição  de  cor...
>   faxineiro  e  isso  na  Äfrica,  onde  o negro deveria ser
>   reconhecido  como  a etnia dominante, mas infelizmente não
>   é.
> 
>   Só  agora,  participando  de açÕes como Amigos da Escola e
>   com  previsões  de entrar no corpo docente de institiuçÕes
>   como  SESC  e  SENAC me sinto novamente estimulado a fazer
>   uma  das  coisas  que  mais  gosto e tenho competência ...
>   ensinar.
> 
>   Como  o Walzer bem disse ... se entrar no assunto não paro
>   mais  de escrever, mas não me interessa discutir quem está
>   certo  ou  não  e sim o que efetivamente se faz na área de
>   ensino  para  permitir  que  quem tem condições de ensinar
>   possa faze-lo.
> 
>   Fiz  tres  cursos  no  SENAI entre 12 e 16 anos, Desenho e
>   Tecnologia  Mecanica  e Eletricidade, ali tive contato com
>   os  melhores  professores que tive em toda a vida e nenhum
>   deles  tinha  essas panaquices acadêmicas, um dos melhores
>   era  apenas  um  ex-aluno  do  próprio  SENAI e também era
>   designer  industrial da Johan Fabber, as vezes levava para
>   a aula seus projetos de novos modelos de caneta, mostrando
>   como  se  produzia as ferramentas que iriam permitir criar
>   as máquinas de industrialização do produto, o cara era uma
>   fera e seu único curso era o do SENAI.
> 
>   Claro  que  respeito e considero imprescindíveis os cursos
>   acadêmicos,  só  acho uma falta de senso querer exigir que
>   as  pessoas o façam em qualquer situação, quando não nos é
>   oferecida a contrapartida, ou seja, bons cursos acadêmicos
>   acessíveis a mais pessoas.
> 
>   Felizmente  temos  uma lei flexível, que permite os cursos
>   livres  onde  o  que  vale  é  a  competência  de  quem os
>   administra e não os diplomas que a pessoa acumula.
> 
>   E posso estar errado na dedução, mas pelo que leio nos
>   jornais há muitos reitores de universidades que estão no
>   cargo por indicação política e não por sua competência de
>   ensino.
> 
>   Se não estou errado, não seria uma incoerência que o cargo
>   máximo  em  uma universidade possa ser exercido por alguém
>   sem os diplomas necessários enquanto isso é exigido a seus
>   subordinados?
> 
>   Se  a regra da formação fosse aplicada de forma geral, não
>   se  poderia  permitir  que  um  semi-analfabeto  possa  se
>   candidatar  ao  cargo  de  presidente  quando  para ser um
>   simples lixeiro é preciso ter diploma de primeiro grau.
> 
>     Grande abraço,
> 
>         Divino  Leitão
>         Conheça www.minimidia.com.br mais informação em menos espaço.
> 
>     Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
>     É no casamento que a mulher adquire a sua independência. Fica com a
> cozinha só para ela.
> 
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Abraços
Walzer Poubel
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