Não era elogio. É a verdade. Vejo seu esforço em exercer bem a sua
profissão.
Mas vou encerrar o assunto porque esse negócio de email acaba conduzindo
o papo para aonde as vezes a gente não deseja. Um dia vamos discutir
isso ao vivo.
Mas aproveitando, deixa eu te perguntar uma coisa pertinente ao que você
faz.
Quais cursos de informática da área de engenharia civil (ou que possam
ser útil a quem tem essa formação)estão disponíveis nos lugares aonde vc
leciona.(se vc preferir podemos levar esse assunto para pvt) 


Ricardo Portella wrote:
> 
> Não sei se foi um elogio, mas agradeço mesmo assim. Ser excessão é fato
> positivo em qualquer situação.
> 
> Sem a sua titulação vc não poderia estar exercendo sua profissão e se
> insistisse sofreira os rigores da lei...
> 
> Isto vale para qualquer profissão, principalmente as profissões ditas de
> formação superior.
> 
> O que acontece é que alguns acham que a profissão de professor pode ser
> exercida por qualquer pessoa que saiba muito alguma coisa, mas se mudamos
> para a medicina, por exemplo, estas mesma pessoas querem o diploma para
> aceitar este profissional. Trata-se de uma distorção histórica, ser
> professor soa como "faço um bico e vou ensinando o que sei". Isto é um erro
> e uma falácia pois a profissão de professor requer qualificação tanto quanto
> a de dentista ou médico ou advogado.
> 
> []´s
> Ricardo Portella.
> 
> ----- Original Message -----
> From: "Walzer Abrahão Poubel" <[EMAIL PROTECTED]>
> To: <[email protected]>
> Sent: Tuesday, June 13, 2006 6:29 PM
> Subject: Re: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE SISTEMAS - POS
> GRADUACAO - CONFIRMADO -
> 
> Você também é excessão, não é regra. Eu não conheço você mas acompanho o
> seu trabalho e de outros que são regra.
> Eu sou professor de Oclusão, Dor Orofacial e Disfunção
> Temporo-mandibular da Faculdade de Odontologia da UERJ desde 1979, mas
> já era professor do Estado antes disso. Tenho 37 anos de magistério.
> Discordo da sua teoria que a Titulação e mais importante que a
> experiência, pode ser burocraticamente, mas concordo em parte que quando
> as duas andam junto, podemos ter um professor ideal(mas há excessões),
> mas isso não é verdade quando temos a titulação sem a experiência(também
> temos excessões). Alás, sempre temos excessões.
> 
> Ricardo Portella wrote:
> >
> > Prezado Divino,
> > sou mestre pela PUC, Engenheiro pelo CEFET-RJ e psicólogo pela UNESA. Como
> > professor desde 1979 (27 anos) e coordenador de cursos desde 1997 (10
> > anos)
> > já preparei muitos projetos pedagógicos e recebi cerca de 20 comissões de
> > reconhecimento de cursos do MEC e ouso afirmar que a titulação é mais
> > importante que a experiência. Quando as duas andam junto, temos o
> > professor
> > ideal.
> >
> > Existem muitos consultores e auto-didatas que, como você, são excelentes
> > professores, mas isto não é a regra e sim a excessão que confirma a regra.
> >
> > Os cursos LATO-SENSU habilitam ao magistério superior, pois formam
> > especialistas que são aceitos normalmente pelo MEC na composição do corpo
> > docente de um curso superior. Isto é um fato.
> >
> > []´s
> > Ricardo Portella.
> > www.rafrom.com.br
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: "DivListas" <[EMAIL PROTECTED]>
> > To: "Ângelo Acauã" <[email protected]>
> > Sent: Tuesday, June 13, 2006 12:34 PM
> > Subject: Re[2]: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE SISTEMAS - POS
> > GRADUACAO - CONFIRMADO -
> >
> > Respondendo a Ângelo:
> >
> > > A afirmação do Ricardo procede, mas a do Walzer tb... xz A
> > > questão é "nem tanto ao mar, nem tanto à terra", existem
> > > casos e casos.
> >
> >   Parabéns  Ângelo,  pela  exposição concisa e pertinente do
> >   assunto,  sobre  o  qual  parecemos torcedores de futebol,
> >   "todo mundo acha que entende".
> >
> >   Particularmente  o  assunto  é  de total interesse, já que
> >   atuo  a  tanto tempo como professor em diversas atividades
> >   sem   ter  qualquer  formação  acadêmica  que  me  permita
> >   participar  de  concursos ou mesmo concorrer de igual para
> >   igual quando há vagas para lecionar.
> >
> >   Tenho  medo  de  fazer cursos que serviriam apenas para me
> >   dar  um "diproma" e que depois simplesmente seja recusado,
> >   é  muita  grana  e  tempo  para  investir em algo que cada
> >   instituição interpreta a lei de um jeito.
> >
> >   Conheço  pessoas extremamente capacitadas que dão aulas em
> >   universidades   ou   instituições   importantes,  mas  são
> >   tratados  como  párias,  como  se  fizessem  um  favor  em
> >   deixa-los  lecionar,  enquanto  no  corpo  docente  há  os
> >   verdadeiros  sangue-sugas  que nada fazem a não ser ter um
> >   diploma...  nem  mesmo  se  preocupam  em dar aulas, ficam
> >   apenas atrapalhando.
> >
> >   Walzer  é um grande amigo meu, que estimo muito e não falo
> >   que  pertença  a um grupo ou outro porque nunca acompanhei
> >   seu trabalho nesta área, mas tenho certeza que se resolver
> >   falar  mais  sobre o assunto poderá esclarecer melhor este
> >   ambiente.
> >
> >   Fui  consultor  de  informática  em  diversas escolas, dei
> >   aulas  de  informática  para  alunos e professores e criei
> >   planos  de  estudo,  assim  como  participei  de  diversas
> >   atividades  para  as  quais  não  tinha  qualquer formação
> >   acadêmica, estava cercado de gente que tinha, era uma
> >   questão de dividir conhecimentos.
> >
> >   Mas  apenas  uma entre mais de 50 (nunca contei, se bobear
> >   são  mais  de  100) escolas em que já atuei reconheceu meu
> >   trabalho,  foi  o  Colégio  Santo  Agostinho,  do  Rio  de
> >   Janeiro, única escola que me pagou para ter os direitos de
> >   usar  um  plano  de  ensino  que  criei  para seu curso de
> >   informática.  As  outras  simplesmente me contratavam como
> >   "técnico  de  informática"  e  depois que sugavam tudo que
> >   precisavam  me  dispensavam ou então simplesmente nunca me
> >   citavam  quando  tinham  que  prestar  contas  ao  MEC  ou
> >   qualquer outro lugar.
> >
> >   Com  isso  simplesmente  abandonei  a  atividade, primeiro
> >   porque se o próprio professor já é mal remunerado imaginem
> >   um  auxiliar,  ou  seja, financeiramente raramente valeu a
> >   pena  e no sentido de que meu trabalho gerasse competência
> >   para  o  exercício  de  atividades  acadêmicas nunca houve
> >   qualquer chance, ou seja me sentia sempre como deve ter se
> >   sentido  o cara que era o braço direito do médico Cristian
> >   Barnard  mas  só  após  se  aposentar foi reconhecido como
> >   médico,  sua posição oficial na equipe foi sempre da única
> >   profissão  que  lhe  permitiam  pela  condição  de  cor...
> >   faxineiro  e  isso  na  Äfrica,  onde  o negro deveria ser
> >   reconhecido  como  a etnia dominante, mas infelizmente não
> >   é.
> >
> >   Só  agora,  participando  de açÕes como Amigos da Escola e
> >   com  previsões  de entrar no corpo docente de institiuçÕes
> >   como  SESC  e  SENAC me sinto novamente estimulado a fazer
> >   uma  das  coisas  que  mais  gosto e tenho competência ...
> >   ensinar.
> >
> >   Como  o Walzer bem disse ... se entrar no assunto não paro
> >   mais  de escrever, mas não me interessa discutir quem está
> >   certo  ou  não  e sim o que efetivamente se faz na área de
> >   ensino  para  permitir  que  quem tem condições de ensinar
> >   possa faze-lo.
> >
> >   Fiz  tres  cursos  no  SENAI entre 12 e 16 anos, Desenho e
> >   Tecnologia  Mecanica  e Eletricidade, ali tive contato com
> >   os  melhores  professores que tive em toda a vida e nenhum
> >   deles  tinha  essas panaquices acadêmicas, um dos melhores
> >   era  apenas  um  ex-aluno  do  próprio  SENAI e também era
> >   designer  industrial da Johan Fabber, as vezes levava para
> >   a aula seus projetos de novos modelos de caneta, mostrando
> >   como  se  produzia as ferramentas que iriam permitir criar
> >   as máquinas de industrialização do produto, o cara era uma
> >   fera e seu único curso era o do SENAI.
> >
> >   Claro  que  respeito e considero imprescindíveis os cursos
> >   acadêmicos,  só  acho uma falta de senso querer exigir que
> >   as  pessoas o façam em qualquer situação, quando não nos é
> >   oferecida a contrapartida, ou seja, bons cursos acadêmicos
> >   acessíveis a mais pessoas.
> >
> >   Felizmente  temos  uma lei flexível, que permite os cursos
> >   livres  onde  o  que  vale  é  a  competência  de  quem os
> >   administra e não os diplomas que a pessoa acumula.
> >
> >   E posso estar errado na dedução, mas pelo que leio nos
> >   jornais há muitos reitores de universidades que estão no
> >   cargo por indicação política e não por sua competência de
> >   ensino.
> >
> >   Se não estou errado, não seria uma incoerência que o cargo
> >   máximo  em  uma universidade possa ser exercido por alguém
> >   sem os diplomas necessários enquanto isso é exigido a seus
> >   subordinados?
> >
> >   Se  a regra da formação fosse aplicada de forma geral, não
> >   se  poderia  permitir  que  um  semi-analfabeto  possa  se
> >   candidatar  ao  cargo  de  presidente  quando  para ser um
> >   simples lixeiro é preciso ter diploma de primeiro grau.
> >
> >     Grande abraço,
> >
> >         Divino  Leitão
> >         Conheça www.minimidia.com.br mais informação em menos espaço.
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> >     Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
> >     É no casamento que a mulher adquire a sua independência. Fica com a
> > cozinha só para ela.
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