Prezado Marco,
 
Aprecie estas informa��es gen�ricas sobre Pivot�s:
 
O ponto inicial de um Pivot Central � a torre central prism�tica com altura de 3,5 a 4,5 metros para culturas normais e em casos especiais, com cerca de 6 metros para culturas elevadas como mam�o.
 
A torre central cont�m um mancal girat�rio onde se liga o 1� lance, o qual � ligado ao 2� e assim sucessivamente, de acordo com a �rea , diversos lances at� cerca de 12 a 15, dependendo tamb�m da topografia para adequa��o �s irregularidades do terreno.
 
Cada lance tem uma torre de rodas constituida de hastes met�licas em diversos perfis; 2 rodas tipo trator 2 redutores de roda e 1 motorredutor com motor de 1 ou 1,5 cv, em geral.
 
Esse motor da torre de rodas geralmente tem uma rota��o de 1800 rpm nominais.  Na pr�tica a sua rota��o cai para cerca de 1740 rpm conforme modelos construtivos.
O motorredutor e os redutores de roda t�m a fun��o de reduzir a rota��o das rodas tratoras, diminuindo a pot�ncia necess�ria em cada torre, condicionando o equipamento a um movimento lento e potente.
A velocidade que se obt�m em cada rodado � na maior parte das vezes igual para cada Pivot.
Mas alguns Pivot�s necessitam de maior velocidade nos rodados mais externos, pelo que a motoriza��o tende a ser equipada com 1,5 cv, e em alguns casos at� 2 cv por rodado. Tudo depende das necessidades das culturas escolhidas e do per�metro dos rodados que est� intimamente ligado ao tamanho do circulo irrigado e tamb�m � declividade a vencer pelas torres de rodas, como tamb�m leva em consider��o o peso das torres que se apoiam em cada rodado.
Quando estes c�lculos estiverem mal feitos, as torres que estejam sub-dimensionadas, podem parar e desalinhar o equipamento, obrigando a manuten��o quase constante. Estas ocorr�ncias t�m origem em super aquecimento dos motores sub-dimensionados.
Todos estes motores s�o eletricos, a 220 volts; 380 volts ou 440 volts. Cada projeto elege as suas necessidades, tendo em conta os diversos itens considerados acima.
De um modo geral as voltagens mais elevadas s�o recomendadas para os maiores equipamentos como forma tamb�m de reduzir o di�metro dos cabos el�tricos de alimenta��o.
Considerando um equipamento com motorredutores e redutores iguais em todas as torres de rodas, teremos velocidades lineares iguais, na condi��o de que as rodas e pneus tamb�m sejam todos iguais.
Entretanto os rodados mais externos s�o acionados numa maior frequ�ncia, para percorrerem perimetros maiores e crescentes do centro para a periferia, sendo que o primeiro rodado anda menos e o �ltimo anda mais vezes para completar o trajeto angular.
Enquanto os rodados mais externos andam mais vezes os mais internos ficam esperando o realinhamento para se movimentarem menos vezes, mas cada um com velocidade linear igual aos outros.
O andamento da estrutura em linha reta alinhada faz-se por a��o de caixas de alinhamento que limitam o andamento de cada torre em rela��o � seguinte, a �ngulos pequenos n�o superiores a 2�, e desligando a torre que se adiantou at� que o movimento das seguintes desfa�a o �ngulo inicialmente desenhado .
A segur�n�a do equipamento depende de um bom alinhamento das torres e de mecanismos de alerta quando qualquer desvio ultrapasse as toler�ncias de cada m�quina.
Todas as m�quinas dependem de uma vigil�ncia qualificada, mesmo as de marcas mais conceituadas.
 
Quanto aos motores das bombas, cada projeto � um caso particular espec�fico.
Podem ser utilizadas bombas diesel ou eletricas ou outra qualquer forma de pressurizar a �gua e bombear o volume necess�rio � dimens�o da terra irrigada.
A escolha depende muito do custo de cada sistema.
O mais econ�mico exigiria uma represa no alto e tubula��o com press�o e volume de �gua suficientes por gravidade. S�o rar�ssimas essas situa��es.
O mais caro ocorre quando as dist�ncia da fonte de �gua s�o muito longas e o desnivel entre a �gua e o centro do Pivot � muito acentuado.
Atualmente, procura-se que o consumo de energia por hectare n�o v� al�m de 1,5 cv.
Assim, um pivot de 100 ha com uma motobomba de 150 cv seria muito bom  e muito econ�mico.
Dificil � encontrar materiais baratos na instala��o de Pivots t�o extensos com um consumo energ�tico t�o baixo.
Tendo interesse em conhecer essas bases de c�lculo, poderemos continuar a seu pedido.
 
As maiores falhas que t�m ocorrido no Brasil em termos de Pivot�s, penso que est�o relacionadas com erros de projeto; erros de viabilidade econ�mica e de viabilidade t�cnica.
Al�m destes, os erros mec�nico-construtivos tamb�m deixaram seus exemplos pelo caminho da tentativa de acerto.
Hoje as m�quinas existentes no mercado, gozam de um conhecimento t�cnico satisfat�rio para operarem com razo�vel seguran�a.
A durabilidade dos equipamentos entretanto est� relativada � qualidade das �guas, mais ou menos corrosivas, bem como � utiliza��o de insumos agressivos que destroem os tubos de passagem da �gua, os quais s�o estruturais do equipamento.
Os Pivots normais podem ter uma durabilidade entre 8 a 15 anos conforme as ocorr�ncias acima.
 
Para n�o usar este meio de comunica��o com objetivos comerciais, me envie seu e-mail pessoal para receber outras informa��es de equipamentos que fabricamos.
O convite � extensivo a outras pessoas que se interessem pelo assunto.
 
Obrigado pela oportunidade de esclarecer estes dados.
Atenciosamente,
Jorge de Sousa
0xx3838212224
 
 
 
 
----- Original Message -----
From: Marco
Sent: Wednesday, February 19, 2003 1:54 PM
Subject: [irriga-l] piv� central

Estou fazendo uma pesquisa e gostaria de obter informa��es sobre o funcionamento e componentes de piv�s. Essas informa��es s�o do tipo: qual o motor (eletrico ou diesel) da bomba e de rota��o do pivo. A velocidade de rota��o � constante? Qual o grau de automa��o desses equipamentos e quais os principais falhas ou problemas que acontecem?
Caso n�o seje possivel responder essas perguntas, gostaria que vc me indicasse onde conseguir as respostas.
 
Muito obrigado,
Marco Antonio Tessari

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