Jorge, parabens pelo didatismo nas informa�oes ao Marco! Marco, complementando as informa�oes do Jorge, concordo com ele em rela��o aos maiores problemas.
No desespero de comprar equipamentos no menor custo possivel, o futuro irrigante acaba comprometendo o seu investimento. Um projeto � sempre diferente do outro. Dessa maneira, muitas vezes a topografia imp�e restri��o no tamanho do lance, sem sempre obedecida pelo projetista e por outro lado, a uma regi�o de evapotranspira��o alta e l�mina dimensionada inadequadamente pode trazer graves consequencias ao irrigante. O ideal � estar sempre bem assessorado e se munir do maior numero possivel de inform��es tecnicas, tanto as ligadas a irriga��o, como do negocio que vc vai entrar (cultura a ser plantada). Fernando Tangerino jorge wrote: > Part 1.1 Type: Plain Text (text/plain) > Encoding: quoted-printablePrezado Marco, > Aprecie estas informa��es gen�ricas sobre Pivot�s: > O ponto inicial de um Pivot Central � a torre central prism�tica > com altura de 3,5 a 4,5 metros para culturas normais e em casos > especiais, com cerca de 6 metros para culturas elevadas como > mam�o. > > A torre central cont�m um mancal girat�rio onde se liga o 1� > lance, o qual � ligado ao 2� e assim sucessivamente, de acordo com > a �rea , diversos lances at� cerca de 12 a 15, dependendo tamb�m > da topografia para adequa��o �s irregularidades do terreno. > > Cada lance tem uma torre de rodas constituida de hastes met�licas > em diversos perfis; 2 rodas tipo trator 2 redutores de roda e 1 > motorredutor com motor de 1 ou 1,5 cv, em geral. > > Esse motor da torre de rodas geralmente tem uma rota��o de 1800 > rpm nominais. Na pr�tica a sua rota��o cai para cerca de 1740 rpm > conforme modelos construtivos. > O motorredutor e os redutores de roda t�m a fun��o de reduzir a > rota��o das rodas tratoras, diminuindo a pot�ncia necess�ria em > cada torre, condicionando o equipamento a um movimento lento e > potente. > A velocidade que se obt�m em cada rodado � na maior parte das > vezes igual para cada Pivot. > Mas alguns Pivot�s necessitam de maior velocidade nos rodados mais > externos, pelo que a motoriza��o tende a ser equipada com 1,5 cv, > e em alguns casos at� 2 cv por rodado. Tudo depende das > necessidades das culturas escolhidas e do per�metro dos rodados > que est� intimamente ligado ao tamanho do circulo irrigado e > tamb�m � declividade a vencer pelas torres de rodas, como tamb�m > leva em consider��o o peso das torres que se apoiam em cada > rodado. > Quando estes c�lculos estiverem mal feitos, as torres que estejam > sub-dimensionadas, podem parar e desalinhar o equipamento, > obrigando a manuten��o quase constante. Estas ocorr�ncias t�m > origem em super aquecimento dos motores sub-dimensionados. > Todos estes motores s�o eletricos, a 220 volts; 380 volts ou 440 > volts. Cada projeto elege as suas necessidades, tendo em conta os > diversos itens considerados acima. > De um modo geral as voltagens mais elevadas s�o recomendadas para > os maiores equipamentos como forma tamb�m de reduzir o di�metro > dos cabos el�tricos de alimenta��o. > Considerando um equipamento com motorredutores e redutores iguais > em todas as torres de rodas, teremos velocidades lineares iguais, > na condi��o de que as rodas e pneus tamb�m sejam todos iguais. > Entretanto os rodados mais externos s�o acionados numa maior > frequ�ncia, para percorrerem perimetros maiores e crescentes do > centro para a periferia, sendo que o primeiro rodado anda menos e > o �ltimo anda mais vezes para completar o trajeto angular. > Enquanto os rodados mais externos andam mais vezes os mais > internos ficam esperando o realinhamento para se movimentarem > menos vezes, mas cada um com velocidade linear igual aos outros. > O andamento da estrutura em linha reta alinhada faz-se por a��o de > caixas de alinhamento que limitam o andamento de cada torre em > rela��o � seguinte, a �ngulos pequenos n�o superiores a 2�, e > desligando a torre que se adiantou at� que o movimento das > seguintes desfa�a o �ngulo inicialmente desenhado . > A segur�n�a do equipamento depende de um bom alinhamento das > torres e de mecanismos de alerta quando qualquer desvio ultrapasse > as toler�ncias de cada m�quina. > Todas as m�quinas dependem de uma vigil�ncia qualificada, mesmo as > de marcas mais conceituadas. > > Quanto aos motores das bombas, cada projeto � um caso particular > espec�fico. > Podem ser utilizadas bombas diesel ou eletricas ou outra qualquer > forma de pressurizar a �gua e bombear o volume necess�rio � > dimens�o da terra irrigada. > A escolha depende muito do custo de cada sistema. > O mais econ�mico exigiria uma represa no alto e tubula��o com > press�o e volume de �gua suficientes por gravidade. S�o rar�ssimas > essas situa��es. > O mais caro ocorre quando as dist�ncia da fonte de �gua s�o muito > longas e o desnivel entre a �gua e o centro do Pivot � muito > acentuado. > Atualmente, procura-se que o consumo de energia por hectare n�o v� > al�m de 1,5 cv. > Assim, um pivot de 100 ha com uma motobomba de 150 cv seria muito > bom e muito econ�mico. > Dificil � encontrar materiais baratos na instala��o de Pivots t�o > extensos com um consumo energ�tico t�o baixo. > Tendo interesse em conhecer essas bases de c�lculo, poderemos > continuar a seu pedido. > > As maiores falhas que t�m ocorrido no Brasil em termos de Pivot�s, > penso que est�o relacionadas com erros de projeto; erros de > viabilidade econ�mica e de viabilidade t�cnica. > Al�m destes, os erros mec�nico-construtivos tamb�m deixaram seus > exemplos pelo caminho da tentativa de acerto. > Hoje as m�quinas existentes no mercado, gozam de um conhecimento > t�cnico satisfat�rio para operarem com razo�vel seguran�a. > A durabilidade dos equipamentos entretanto est� relativada � > qualidade das �guas, mais ou menos corrosivas, bem como � > utiliza��o de insumos agressivos que destroem os tubos de passagem > da �gua, os quais s�o estruturais do equipamento. > Os Pivots normais podem ter uma durabilidade entre 8 a 15 anos > conforme as ocorr�ncias acima. > > Para n�o usar este meio de comunica��o com objetivos comerciais, > me envie seu e-mail pessoal para receber outras informa��es de > equipamentos que fabricamos. > O convite � extensivo a outras pessoas que se interessem pelo > assunto. > > Obrigado pela oportunidade de esclarecer estes dados. > Atenciosamente, > Jorge de Sousa > [EMAIL PROTECTED] > 0xx3838212224 -- Fernando Braz Tangerino Hernandez Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - UNESP Chefe do DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos Area de Hidraulica e Irriga��o (Hydraulics and Irrigation Division) Caixa Postal 34 (P.O. Box 34) 15.385-000 - ILHA SOLTEIRA - SP - BRASIL Phone / Fax: (0##18) 3742-3294 / 3743-1180 http://www.agr.feis.unesp.br/defers.html (Institucional - Departamento) http://www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php (Institucional - Irriga��o) http://www.agr.feis.unesp.br/fbth.htm (Home page pessoal) ====================================================================================== Saiba o que j� foi discutido na IRRIGA-L em: http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm Para sair da lista IRRIGA-L, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] e no corpo da mensagem digite: unsubscribe irriga-l (seu endereco eletronico) Nao envie mensagens com este conteudo diretamente para a lista. ======================================================================================
