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Prezado Marco,
Simplificar � essencial para que a genialidade se
expresse.
As coisas mais simples, mais pr�ticas, mais
robustas e resistentes, s�o quase sempre as mais confi�veis.
No entanto, quando se avolumam muitos dados a
processar, a simplicidade se funde com a complexifica��o de sistemas que evitam
outras maiores complica��es.
Dito isto, poderemos imaginar um Mini Pivot de um
lance s�, compar�-lo com um Pivot de 100 hectares com 15 lances e comparar ainda
uma terceira situa��o com 20 ou 30 pivots de 100 hectares com diversas
culturas.
Qual deles necessita de computador?
Para controlar o qu� ? De que forma?
Analisemos as necessidades b�sicas de um Mini
Pivot:
Determinar o percentual de andamento que poder�
variar uma vez por semana. Com essa varia��o ser� adequada a velocidade angular
e definidas as profundidades da �gua no solo � medida que as raizes se
aprofundam e � medida que o consumo da cultura evolui no seu ciclo
cultural.
Eventualmente, para aproveitar hor�rios de energia
mais barata, poder� necessitar de dispositivos adicionais como um rel�gio e
estacas finais de curso que iniciam e param o movimento do Pivot dentro de
limites de tempo ou de percurso.
Estas fun��es s�o simples e n�o necessitam de
processadores de dados tais como computadores.
Agora um Pivot de 100 hectares com 15
lances:
Torna-se mais critico o controle de tal equipamento
por o mesmo ter 14 pontos de alinhamento a manter em perfeitas condi��es de
funcionamento, sendo que, quando um desses n�s de alinhamento ultrapassam o
limite de seguran�a ou sofrem parada da torre de rodas, todas as outras torres
tamb�m param, quando a seguran�a � eficaz, ou o pivot se destroi com queda de
alguns ou de at� todos os lances.
O risco aqui � muito maior mas os comandos de
seguran�a por microswich ou microruptor, t�m se revelados satisfat�rios a um
desempenho econ�mico e t�cnico vi�veis.
O controle de l�mina pode ser um pouco mais
complexo se o Pivot tiver diversas culturas em est�gios de crescimento
diferentes com diferentes consumos di�rios.
Mas ainda assim, um experiente administrador,
cuidar� destas varia��es com regular efici�ncia.
Agora imagine um sistema complexo de diversas
m�quinas funcionando ao mesmo tempo com muitas culturas em marcha, diversas
equipas de trabalhadores com necessidade de muita informa��o que pode se perder
pelo caminho e dar tudo errado, ou pelo menos com um grau de acerto duvidoso ou
comprovadamente deficit�rio, etc, etc,. A� a coisa complica e a economia pode
escapar pelo ralo da comunica��o de tarefas e execu��o atempada dentro das
exig�ncias das culturas, cada uma a cada uma.
Por�m se um qualquer Pivot tiver uma infinidade de
situa��es a resolver, e se o mesmo estiver dotado de geradores de informa��o
vari�vel dia a dia, com uma subdivis�o de sua �rea em inumeras parcelas, de
culturas diferentes, com grande necessidade de respostas r�pidas, autom�ticas,
correspondentes a cada cultura, com rigores de adapta��o �s situa��es muito
precisas, pode ser que um computador auxilie e muito.
Penso que j� deu para entender que um Pivot com
culturas simples, exige simplicidade de manejo, economia e robustez de
procedimentos.
Por outro lado, situa��es de campo exigentes de
muitas varia��es de regime das m�quinas podem merecer uma ajuda computadorizada
dos dados que receber para em seguida elaborar as respostas.
A maioria das instala��es de Pivots no Brasil,
adaptadas a culturas na sua maioria simples, tendem a ser usados da forma mais
simples, sem as necessidades inform�ticas.
A decis�o de criar mecanismos computadorizados vai
depender da carga de dados a processar na fazenda.
Para essas instala��es, existem hoje programas
avan�ados que resolvem alguns problemas de automatiza��o tanto por via de cabos
eletricos enterrados que estabelecem as conex�es com os sensores da m�quina,
como por controle remoto via r�dio, telefone ou via sat�lite.
Cada sistema tem sua gama de equipamentos
espec�ficos para atender problemas espec�ficos de cada instala��o.
Resumindo e atendendo aos seus par�grafos direi o
seguinte:
Nem sempre � necess�rio ou recomend�vel o controle
de um Pivot por computador, dependendo muito do n�mero de fun��es exig�vel na
m�quina em quest�o;
As dist�ncias, para qualquer sistema, s�o quaisquer
umas, visto que os recursos de comando � dist�ncia s�o hoje muito vers�teis. O
pre�o entretanto, desses sistemas pode ser um tanto salgado obrigando o produtor
a "descer � terra" e fazer o estudo econ�mico mais vi�vel, sem desprezar a
execu��o dessas tarefas por um administrador de jeep ou de
motocicleta.
O principal requisito ser� o da avalia��o da
viabilidade econ�mica e do Custo/Benef�cio.
Espero ter respondido � sua pergunta.
Atenciosamente e ao disp�r,
Jorge de Sousa
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