Fernando,
Guilherme,
Zocoler,

Obrigado pelas palavras de apre�o sobre o meu simples texto.
A forma como o escrevi, paga tributo ao Jeito Brasileiro de se expressar,
que versando sobre assuntos de ineg�vel interesse para a coletividade, com a
franca generosidade de tudo quanto sabe explicar, com a mais ampla
boavontade, carateristica marcante da sabedoria Brasileira que por aqui
aprendi.
O interessante � que o exerc�cio desta a��o gratuita acaba sendo
gratificante ao extremo.
O apre�o de voc�s, � um pr�mio extra.
Obrigado.
Jorge de Sousa
Espero continuar a apresentar alguns outros textos que complementam as
informa��es que apresentei.

----- Original Message -----
From: "Fernando Braz Tangerino Hernandez" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Thursday, February 20, 2003 11:34 AM
Subject: Re: [irriga-l] Re: [irriga-l] piv� central


> Jorge, parabens pelo didatismo nas informa�oes ao Marco!
>
> Marco, complementando as informa�oes do Jorge, concordo com ele em
> rela��o aos maiores problemas.
>
> No desespero de comprar equipamentos no menor custo possivel, o
> futuro irrigante acaba comprometendo o seu investimento. Um projeto
> � sempre diferente do outro.
>
> Dessa maneira, muitas vezes a topografia imp�e restri��o no tamanho
> do lance, sem sempre obedecida pelo projetista e por outro lado, a
> uma regi�o de evapotranspira��o alta e l�mina dimensionada
> inadequadamente pode trazer graves consequencias ao irrigante.
>
> O ideal � estar sempre bem assessorado e se munir do maior numero
> possivel de inform��es tecnicas, tanto as ligadas a irriga��o, como
> do negocio que vc vai entrar (cultura a ser plantada).
>
> Fernando Tangerino
>
> jorge wrote:
>
> >    Part 1.1    Type: Plain Text (text/plain)
> >            Encoding: quoted-printablePrezado Marco,
> > Aprecie estas informa��es gen�ricas sobre Pivot�s:
> > O ponto inicial de um Pivot Central � a torre central prism�tica
> > com altura de 3,5 a 4,5 metros para culturas normais e em casos
> > especiais, com cerca de 6 metros para culturas elevadas como
> > mam�o.
> >
> > A torre central cont�m um mancal girat�rio onde se liga o 1�
> > lance, o qual � ligado ao 2� e assim sucessivamente, de acordo com
> > a �rea , diversos lances at� cerca de 12 a 15, dependendo tamb�m
> > da topografia para adequa��o �s irregularidades do terreno.
> >
> > Cada lance tem uma torre de rodas constituida de hastes met�licas
> > em diversos perfis; 2 rodas tipo trator 2 redutores de roda e 1
> > motorredutor com motor de 1 ou 1,5 cv, em geral.
> >
> > Esse motor da torre de rodas geralmente tem uma rota��o de 1800
> > rpm nominais.  Na pr�tica a sua rota��o cai para cerca de 1740 rpm
> > conforme modelos construtivos.
> > O motorredutor e os redutores de roda t�m a fun��o de reduzir a
> > rota��o das rodas tratoras, diminuindo a pot�ncia necess�ria em
> > cada torre, condicionando o equipamento a um movimento lento e
> > potente.
> > A velocidade que se obt�m em cada rodado � na maior parte das
> > vezes igual para cada Pivot.
> > Mas alguns Pivot�s necessitam de maior velocidade nos rodados mais
> > externos, pelo que a motoriza��o tende a ser equipada com 1,5 cv,
> > e em alguns casos at� 2 cv por rodado. Tudo depende das
> > necessidades das culturas escolhidas e do per�metro dos rodados
> > que est� intimamente ligado ao tamanho do circulo irrigado e
> > tamb�m � declividade a vencer pelas torres de rodas, como tamb�m
> > leva em consider��o o peso das torres que se apoiam em cada
> > rodado.
> > Quando estes c�lculos estiverem mal feitos, as torres que estejam
> > sub-dimensionadas, podem parar e desalinhar o equipamento,
> > obrigando a manuten��o quase constante. Estas ocorr�ncias t�m
> > origem em super aquecimento dos motores sub-dimensionados.
> > Todos estes motores s�o eletricos, a 220 volts; 380 volts ou 440
> > volts. Cada projeto elege as suas necessidades, tendo em conta os
> > diversos itens considerados acima.
> > De um modo geral as voltagens mais elevadas s�o recomendadas para
> > os maiores equipamentos como forma tamb�m de reduzir o di�metro
> > dos cabos el�tricos de alimenta��o.
> > Considerando um equipamento com motorredutores e redutores iguais
> > em todas as torres de rodas, teremos velocidades lineares iguais,
> > na condi��o de que as rodas e pneus tamb�m sejam todos iguais.
> > Entretanto os rodados mais externos s�o acionados numa maior
> > frequ�ncia, para percorrerem perimetros maiores e crescentes do
> > centro para a periferia, sendo que o primeiro rodado anda menos e
> > o �ltimo anda mais vezes para completar o trajeto angular.
> > Enquanto os rodados mais externos andam mais vezes os mais
> > internos ficam esperando o realinhamento para se movimentarem
> > menos vezes, mas cada um com velocidade linear igual aos outros.
> > O andamento da estrutura em linha reta alinhada faz-se por a��o de
> > caixas de alinhamento que limitam o andamento de cada torre em
> > rela��o � seguinte, a �ngulos pequenos n�o superiores a 2�, e
> > desligando a torre que se adiantou at� que o movimento das
> > seguintes desfa�a o �ngulo inicialmente desenhado .
> > A segur�n�a do equipamento depende de um bom alinhamento das
> > torres e de mecanismos de alerta quando qualquer desvio ultrapasse
> > as toler�ncias de cada m�quina.
> > Todas as m�quinas dependem de uma vigil�ncia qualificada, mesmo as
> > de marcas mais conceituadas.
> >
> > Quanto aos motores das bombas, cada projeto � um caso particular
> > espec�fico.
> > Podem ser utilizadas bombas diesel ou eletricas ou outra qualquer
> > forma de pressurizar a �gua e bombear o volume necess�rio �
> > dimens�o da terra irrigada.
> > A escolha depende muito do custo de cada sistema.
> > O mais econ�mico exigiria uma represa no alto e tubula��o com
> > press�o e volume de �gua suficientes por gravidade. S�o rar�ssimas
> > essas situa��es.
> > O mais caro ocorre quando as dist�ncia da fonte de �gua s�o muito
> > longas e o desnivel entre a �gua e o centro do Pivot � muito
> > acentuado.
> > Atualmente, procura-se que o consumo de energia por hectare n�o v�
> > al�m de 1,5 cv.
> > Assim, um pivot de 100 ha com uma motobomba de 150 cv seria muito
> > bom  e muito econ�mico.
> > Dificil � encontrar materiais baratos na instala��o de Pivots t�o
> > extensos com um consumo energ�tico t�o baixo.
> > Tendo interesse em conhecer essas bases de c�lculo, poderemos
> > continuar a seu pedido.
> >
> > As maiores falhas que t�m ocorrido no Brasil em termos de Pivot�s,
> > penso que est�o relacionadas com erros de projeto; erros de
> > viabilidade econ�mica e de viabilidade t�cnica.
> > Al�m destes, os erros mec�nico-construtivos tamb�m deixaram seus
> > exemplos pelo caminho da tentativa de acerto.
> > Hoje as m�quinas existentes no mercado, gozam de um conhecimento
> > t�cnico satisfat�rio para operarem com razo�vel seguran�a.
> > A durabilidade dos equipamentos entretanto est� relativada �
> > qualidade das �guas, mais ou menos corrosivas, bem como �
> > utiliza��o de insumos agressivos que destroem os tubos de passagem
> > da �gua, os quais s�o estruturais do equipamento.
> > Os Pivots normais podem ter uma durabilidade entre 8 a 15 anos
> > conforme as ocorr�ncias acima.
> >
> > Para n�o usar este meio de comunica��o com objetivos comerciais,
> > me envie seu e-mail pessoal para receber outras informa��es de
> > equipamentos que fabricamos.
> > O convite � extensivo a outras pessoas que se interessem pelo
> > assunto.
> >
> > Obrigado pela oportunidade de esclarecer estes dados.
> > Atenciosamente,
> > Jorge de Sousa
> > [EMAIL PROTECTED]
> > 0xx3838212224
>
> --
> Fernando Braz Tangerino Hernandez
> Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - UNESP
> Chefe do DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e
> Solos
> Area de Hidraulica e Irriga��o (Hydraulics and Irrigation Division)
> Caixa Postal 34 (P.O. Box 34)
> 15.385-000  -  ILHA SOLTEIRA - SP - BRASIL
> Phone / Fax: (0##18) 3742-3294 / 3743-1180
> http://www.agr.feis.unesp.br/defers.html (Institucional -
> Departamento)
> http://www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php (Institucional -
> Irriga��o)
> http://www.agr.feis.unesp.br/fbth.htm (Home page pessoal)
>
>
>
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==========
> Saiba o que j� foi discutido na IRRIGA-L em:
> http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm
>
>
> Para sair da lista IRRIGA-L, envie um e-mail para:
> [EMAIL PROTECTED]
> e no corpo da mensagem digite:
>
> unsubscribe irriga-l (seu endereco eletronico)
>
> Nao envie mensagens com este conteudo diretamente para a lista.
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