Em Tuesday 26 March 2002 06:00, Lisias Toledo escreveu: > Vc tbm deve se lembrar que uma comunidade S.L. � muito vol�til. O > m�rito do Linus de manter a comunidade do kernel unida � muito maior > do que imaginamos (e h� quem diga que est� perto do limite).
Vol�til? O GNU tem 18 anos, o Linux j� vai para 11 anos, o X tem mais de 15 anos, o Samba ta� faz um temp�o, KDE tamb�m, isso s� para citar alguns projetos principais. O BIND e o sendmail tamb�m tem essa idade ou mais. > Se assim realmente o fosse, o Tossati n�o tinha ido parar na Globo, > Edgard. Que influ�ncia teve a Globo na escolha do Marcelo? > Disto, acredito que possa-se perceber o motivo pelo qual o Gnu/Linux > � um perigo imenso � Microsoft : ela n�o tem controle sobre ele. Mas > se por cima do Gnu/Linux for implementada uma plataforma a que a > Microsoft tem acesso, o problema desaparece!!!! Esse plano da MS j� foi revelado no email do Dia das Bruxas pelo Eric Raymond (STW pelos Halloween Documents). "Descomoditizar" os protocolos, padr�es, linguagens, etc. Esse � o termo usado no documento. > Olha que interessante : a Microsoft poder� estar presente em todos os > micros do planeta, que �, justamente, o que ela sempre desejou. Esse era (ainda �) o plano original da Sun com o Java. > Mesmo que � priori o Mono n�o seja usado para viabilizar a .NET no > Gnome, para que isto aconte�a � um simples passo. Talvez o �ltimo. Do mesmo jeito que a turma est� tentando implementar Java no software livre, o Miguel de Icaza est� tentando portar o .NET. Se n�o fosse o Miguel, outra pessoa o faria. N�o h� como impedir. Eu n�o sei se hostilizar o Miguel vai demover a MS de tentar estender seu .NET para todos os lados. > Edgard, o AC n�o bifurcou o Kernel de verdade. N�o est� havendo uma > "rixa" por recursos nem por id�ias. O fork do AC � mais um > passa-tempo que outra coisa. > > Um fork real passa inclusive pela mudan�a da metodologia da aplica��o > de patchs. � se recriar a infra-estrutura dada ao Kernel Linux (mesmo > que em escala muito menor, como aconteceu com o EGCS) e cada um > divergir num angulo maior que 0 graus : agora, andam os dois mais ou > menos na mesma dire��o. Eu acho que isso n�o vai acontecer, partindo do AC. O AC tem uma posi��o privilegiada no Status Quo do SL em geral e do Linux em particular. Pelas entrevistas dele, ele quer capitalizar em cima de todo o prest�gio que angariou at� agora. Eu n�o sei o que ele ganharia produzindo uma divis�o radical das equipes de desenvolvimento do SL. > Edgard, o "fork" que defendo � algo bem mais radical daquilo que vc > entendeu. Eu entendi o que voc� quis dizer. > Procure ler sobre o fork do EGCS desde o come�o. Como o EGCS deu > certo, � meio dif�cil encontrar quem fale mal dele, mas no inicio da > bricadeira, o pau comeu feio. MUITO feio. Acho que nem a briga EMACS > x Lucid-EMACS rendeu tanto (se bem que o X-EMACS � tbm um exemplo do > que sugiro). Na realidade, o que eu quero mostrar � que bifurca��es poderiam ser feitas a qualquer momento, porque nada impede que algu�m as fizesse, mas n�o as fazem. A comunidade n�o v� benef�cios imediatos num cisma de kernels por enquanto. Mas poder� vir a quer�-lo. O que � o GNU/Linux? N�o � uma bifurca��o do GNU, com kernel Linux? Amanh�, algu�m poder� propor um novo kernel com uma nova filosofia de projeto e que atenda outras necessidades do mercado. E isso n�o significa que o Linux estar� morto. Poder� conviver pacificamente com tantos outros sistemas que existem por a�. > Adicionar modulos n�o chega a ser um fork... Pelo menos dentro do que > eu estou expondo aqui. Mas poderia ter se tornado uma bifurca��o, se o m�dulo passasse a ser compilado monoliticamente no kernel como uma vers�o padr�o de mercado, por exemplo, divergindo da vers�o oficial. Ou se fosse uma implementa��o radical de projeto. []s -- Edgard Lemos [EMAIL PROTECTED] Usu�rio Linux n� 135479 Assinantes em 26/03/2002: 2228 Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 159797 Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br Assuntos administrativos e problemas com a lista: mailto:[EMAIL PROTECTED]
