Edgard Lemos wrote:
> 
> Em Monday 25 March 2002 17:05, Lisias Toledo escreveu:

> N�o chamaria de populacho o povo que decide elei��es porque,
> no sistema democr�tico, a opini�o de qualquer cidad�o, expresso
> pelo voto, tem o mesmo valor. Cada cidad�o, um voto.

Donde se conclui que cada povo tem o governante que merece... 8-)

Mas eu desviei do assunto.

 
> No entanto, como ocorre na estrutura de qualquer empreendimento baseado
> na meritocracia, o Marcelo foi escolhido pelo Linus e pelo Alan Cox que
> s�o considerados, respectivamente, o n�mero 1 e o n�mero 2 na condu��o
> do desenvolvimento t�cnico do Linux por seu envolvimento com o
> desenvolvimento do Linux e por sua capacidade t�cnica.

Mas tal escolha foi endossada pelo resto da do grupo. Nem o Linus nem o
Cox conseguiriam (Godoy, me socorre!!! escrevi certo?) botar o Bill
Gates como mantenedor do Kernel, mesmo na hipotese dele ser capaz de o
fazer (e convenhamos, Uncle Gates � qualquer coisa, menos incompetente).

Vc tbm deve se lembrar que uma comunidade S.L. � muito vol�til. O m�rito
do Linus de manter a comunidade do kernel unida � muito maior do que
imaginamos (e h� quem diga que est� perto do limite).

 
> Ent�o, as opini�es do Linus, Alan Cox, kernel hackers e de outros
> grandes contribuidores do Software Livre sobre a perman�ncia do Marcelo
> Tosatti na manuten��o do kernel 2.4 devem contar muito mais que a de
> ilustres desconhecidos.

Se assim realmente o fosse, o Tossati n�o tinha ido parar na Globo,
Edgard.

Vc descreve o mundo ideal, aquele que deveria ser. Mas na esfera do
PeopleWare (n�o fui eu quem inventou o termo, mas se eu repetir
bastante, talvez tome posse dele!! heheheheheh), m�rito n�o � �nica
vari�vel. Infelizmente, muitas vezes n�o � nem mesmo a principal.

 
[...]
> > � a tal da economia � qualquer custo...
> 
> Acho que o Icaza pensa assim: a MS vai empurrar o .NET para o mercado
> de qualquer jeito; a turma do SL n�o quer ver a MS nem pintada de
> bolinhas azuis; ent�o vou criar uma iniciativa que permita que o
> pessoal que vai usar .NET de qualquer jeito tenha uma alternativa em SL.

Ajudando o Bill Gates � disseminar a plataforma da forma mais ampla
poss�vel...

Let's filosofate um pouco... (espero que o Godoy n�o tenha porte de
armas!!! 8-) :

A Microsoft se viabilizou como empresa explorando um hardware que estava
se tornando padr�o da ind�stria, cujo principal "mantenedor" (a IBM)
estava de m�os atadas por um processo anti-trust (quanta ironia!!) na
hora se botar o traseiro na cadeira e calejar a ponta dos dedos.

Mas hoje vivemos um paradigma onde procura-se isolar as depend�ncias de
hardware para o segundo plano. Isto � feito criando-se uma camada de
software homog�nea e "pasteurizada".

Uncle Gates percebeu que n�o tem for�as para reverter o processo. Ele
n�o � mais capaz de um golpe como o dado (junto com a Intel)
anteriormente contra o Power-PC. Desta vez a problem�tica do hardware
foi totalmente abstra�da. Ele ficou sem aliados.

A �nica forma de continuar com o dom�nio (ou pelo menos de prosseguir
com esperan�a de) � dominar esta nova plataforma. Este dom�nio s� ser�
poss�vel se a plataforma obtiver ampla aceita��o.

Disto, acredito que possa-se perceber o motivo pelo qual o Gnu/Linux �
um perigo imenso � Microsoft : ela n�o tem controle sobre ele. Mas se
por cima do Gnu/Linux for implementada uma plataforma a que a Microsoft
tem acesso, o problema desaparece!!!!

Olha que interessante : a Microsoft poder� estar presente em todos os
micros do planeta, que �, justamente, o que ela sempre desejou.

Mesmo que � priori o Mono n�o seja usado para viabilizar a .NET no
Gnome, para que isto aconte�a � um simples passo. Talvez o �ltimo.

 
> > De um lado, o AC faz as coisas do jeito que ele quer, sem torrar o
> > saco do Linus e vice-versa. Com o passar do tempo, descobre-se quem
> > tem raz�o de forma emp�rica.
> 
> Ent�o o AC j� bifurcou seu kernel, j� que ele o faz sem pedir a ben��o
> do Linus. Mas pelo jeito, o mercado prefere considerar o kernel do
> Linus o oficial, por enquanto.

Edgard, o AC n�o bifurcou o Kernel de verdade. N�o est� havendo uma
"rixa" por recursos nem por id�ias. O fork do AC � mais um passa-tempo
que outra coisa.

Um fork real passa inclusive pela mudan�a da metodologia da aplica��o de
patchs. � se recriar a infra-estrutura dada ao Kernel Linux (mesmo que
em escala muito menor, como aconteceu com o EGCS) e cada um divergir num
angulo maior que 0 graus : agora, andam os dois mais ou menos na mesma
dire��o.

 
> Se pensarmos um pouco, cada kernel lan�ado por cada distro � uma
> pequena bifurca��o do kernel original. Claro que as bifurca��es s�o
> geralmente menores e tem por objetivo agregar mais servi�os do que o
> kernel oficial.

Edgard, o "fork" que defendo � algo bem mais radical daquilo que vc
entendeu.

Procure ler sobre o fork do EGCS desde o come�o. Como o EGCS deu certo,
� meio dif�cil encontrar quem fale mal dele, mas no inicio da
bricadeira, o pau comeu feio. MUITO feio. Acho que nem a briga EMACS x
Lucid-EMACS rendeu tanto (se bem que o X-EMACS � tbm um exemplo do que
sugiro).

 
> O kernel da Conectiva, por exemplo, h� muito tempo integrava ReiserFS,
> quando a equipe do kernel oficial ainda era hostil a essa integra��o.

Adicionar modulos n�o chega a ser um fork... Pelo menos dentro do que eu
estou expondo aqui.

-- 
[]s,
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