Oi Lindinha


On 5/30/06, [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

Este projeto não tem ajuda financeira do ministério da
cultura ?


Não, não tem nenhum vínculo com o ministério da cultura.
 

Porque os Telecentros que eu saiba recebe uma boa verba do
mistério da cultura o que possibilitou a contratação de estudantes e
recém formados com uma bolsa ciêntifica.


O termo telecentro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Telecentro) não é sinônimo de projeto de inclusão digital apoiado pelo governo. Ficou popular pela experiência de São Paulo, mas a real é que qualquer comunidade que queira e tenha recursos para isso, pode faze-lo. Como foi o caso da Cyberela.


Porque vocês não tentam ver se
aqui na lista mesmo não tem ninguém desta região que esteja estudando,
começando com gás total?


Por isso mesmo postei essa mensagem aqui.
 

Pelo que parece existente até bastante pessoas
interessadas em ajudar vocês mas nenhuma delas tem conhecimento técnico
necessário em configuração, instalação, utilizando o sistema operacional
Linux. Para fazer tudo bonitinho e administrar a rede, e ainda para
qualificar e ensinar as outras mulheres.


Acredito que a falta de conhecimento não seja o único problema. Por vezes, as pessoas simplesmente *não tem tempo*. A demanda por este tipo de servico é muito grande. Vide o técnico em Linux que mora em Joacaba, interior de Santa Catarina, onde moram meus pais. Nem pagando minha mãe consegue que o cara dê suporte pra ela. Ele não tem tempo nem pra fazer xixi... :P
 


        Desculpa, mas depois do Fisl 7.0 fiquei muito preocupada com estes
projetos que eram para levar cultura e informação, mas que acabam
vendendo e aparecendo na mídia pelo fato de serem baseados em SL mas não
tem uma pessoa que trabalhe realmente com tecnologia.


É uma pena mesmo, a grande maioria dos técnicos que conheco quer passar longe de projetos de governo, aqui em Curitiba tentamos contratar vários, mas ou já estavam empregados e não queriam sacrificar uma estabilidade por um salário maior mas futuro incerto, ou não queriam saber de trampo no governo mesmo. Não os culpo, mas também não acho certo que só fiquem criticando. Uma verba existe para ser aplicada nestes tipos de projeto, e a garantia de que essa grana seja usada de forma correta é que gente como eu e você nos engajemos, senão só ficam os picaretas mesmo.

 

Acho importante
este envolvimento com as outras áreas; de música, filosofia e artes porém
não é possível fazer uma rede, configurar máquinas, fazer sistemas
internos de comunicação sem pessoas qualificadas nisso. Afinal não
adianta vender ingressos para uma apresentação no circo de palhaços se
você só tiver o picadeiro.


Estamos estudando (eu e as meninas do g2g) a proposta da Silvana de  fazer um helpdesk solidário feminino para este tipo de iniciativa. O nível técnico para este tipo de ajuda pode ser desde o básico, que seria ajudar na demanda de tarefas simples como entender a árvore de arquivos no linux, montar um driver de disquete e uso de linha de comando, até o avancado, que seria ajudar na configuracão de servidores. A princípio acho que será algo p2p, via jabber mesmo. Mas acho que o projeto vai implementar um sistema dedicado a isso, mas não sei em que prazo.

As chix são muito bem-vindas a participar da iniciativa. Quando tiver algo mais concreto eu posto aqui.

Acho que vocês vão ficar felizes de saber que duas mulheres que dão suporte ao telecentro das meninas do Cais do Parto em Olinda já se ofereceram pra ajudar.

hasta,

fabs
--
Fabianne Balvedi
Linux User #286985
http://fabs.estudiolivre.org
Eu vou votar nulo. E você?
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