On 5/31/06, Willian Geek Slack Ferraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Não disse em momento algum que isso deveria ser feito como uma oficina, disse apenas q eu imaginei metade delas se "conhecendo", tenho imaginação e não esperava que elas fossem fazer isso ali, mesmo pq não é uma convenção de ginecologistas.


Não era uma convencão de ginecologistas, mas era um Fórum que tratou de muitos assuntos interdisciplinares ao Software Livre: acessibilidade (que envolve corpo), economia solidária, etc. A ginecologia calhou de ser apenas mais um entre tantos num encontro de mulheres.

 
Assim, homem pensa com os bagos... existem palavras chaves que dispertam o "oba, oba" em um homem e ele se desinteressa de todo o resto, e convenhamos... depois de ouvir uma dessas, não levariam mesmo a sério.


Existe muita coisa que desperta o obaoba nos bagos de um homem (ops, falei bagos, não podia?), não somente palavras.

Porque muitos homens não aprenderam ainda a domar seus "instintos", seja por preguica ou falta de informacão, agora teremos de andar como freiras, não falar palavrão e usar somente linguagem técnica?

Fico imaginando o preconceito que não sofreriam as meninas que fazem inclusão digital com prostitutas se fossem expostas a pessoas que não conseguem entender a grandeza do trabalho delas e se focam mais no significado distorcido das palavras que utilizam para descrever o que fazem.

 

Claro que há suas excessões a regra, mas no geral é isso. Tanto q esse caso virou piada em mesa de buteco.


existem muito mais excecões do que você pensa, meu caro. E, convenhamos, não precisa muito esforco pra qq coisa virar piada em mesa de boteco, né? Até a coisa mais séria do mundo pode virar piada numa mente entorpecida por álcool. Nada contra, gosto de boteco e cerveja também. Só não acho que isso queira dizer alguma coisa.

 

Não tem nada a ver não poder falar do próprio trabalho. DEVE-SE falar do próprio trabalho, mas com uma abordagem técnica não ginecológica. Isso sim num tem sentido. Não é questão de medo, preconceito dos outros ou qualquer coisa assim, é mera questão de saber separar as coisas, se querem ser respeitadas como profissionais, utilizem linguagem profissional, só isso.


A linguagem técnica que você solicita não faz efeito em meninas que, por exemplo, nunca viram um computador na vida, são espancadas em casa, já sofreram de abuso sexual ou são prostitutas buscando uma outra vida para si próprias. Mudar o discurso e usar linguagam técnica para descrever o próprio trabalho só porque se está num FISL seria hipocrisia.

Mas enfim, não vejo porque continuar discutindo isso por aqui. Existem preconceitos que estão enraizados demais para serem trabalhados dessa maneira. É uma pena que você esteja aqui a perpetua-lo, ao invés tentar não pensar com os bagos (ops, falei de novo, desculpem).


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