"O Sentido Essencial de Tudo".
 
O que seria isso? Teleologia?
 
Haverá algum "sentido essencial" em "alguma coisa"? Antes de que nos 
certifiquemos disso, temos o direito de assegurar a existência de um "sentido 
essencial" em "tudo"?
 
Há ordem na natureza, não há dúvida. Mas são nossas mentes limitadas que 
atribuem um "sentido" onde, geralmente, não há sentido algum.
 
Alguém disse certa vez que se a História da Evolução fosse-nos contada por uma 
ave, seria bem diferente.
 
A xenofobia filosófica pró-oriental pouco nos ensina sobre o valor do que se 
escreve no oriente. Isso sim é preconceito e ideologia. "Má poesia" na 
expressão de Richard Dawkins. 
 
[]'s
 
M.
 

--- Em qua, 17/9/08, Arthur Buchsbaum <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

De: Arthur Buchsbaum <[EMAIL PROTECTED]>
Assunto: [Logica-l] RES: falhas graves da "filosofia" acadêmica ocidental
Para: [email protected]
Data: Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 20:10








Caro Rodrigo, com respeito à reportagem citada da Revista “Isto ɔ, vejo apenas 
uma sede cada vez maior do público por um conhecimento mais elevado, e daí tal 
público supõe que o mesmo pode ser encontrado nas pesquisas de “filosofia” das 
universidades. As mesmas oferecem ao público no máximo diversos jogos 
intelectuais de quebra-cabeças, diversas formas de excitação intelectual, o que 
é capaz de aplacar a sede intelectual de muitos, mas não a sede daqueles que 
possuem um discernimento para reconhecer que a busca da Verdade não consiste em 
montagens de quebra-cabeças e solução de enimas intelectuais, mas sim em um 
comprometimento e engajamento de todo o organismo, de todo o corpo físico, 
emoções, intelecto e intuição para focalizar o Sentido essencial de Tudo.
 
a) Arthur Buchsbaum
 


De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Rodrigo Oliveira
Enviada em: quarta-feira, 17 de setembro de 2008 17:43
Para: [email protected]
Assunto: [Logica-l] FW: falhas graves da "filosofia" acadêmica ocidental
 

Arthur: 
Segue uma notícia que mostra que seu ponto de vista Arthur está, no mínimo,
desatualizado. A filosofia está na moda na verdade.
A velha crítica sobre a filosofia acadêmica não procede, creio eu, são inúmeras
as obras de divulgação e de aproximação com o público.
Mesmo assim soa estranho afirmar que por não incluir a filosofia oriental o 
público
desgostou da filosofia. Não vejo qualquer relação.

Filosofia em alta - Revista Isto É: 
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2014/artigo91916-1.htm








Comportamento



 




 


Filosofia em ALTA
Ela é disciplina obrigatória nas escolas, mania na tevê, nas empresas e até nos 
livros para crianças

RODRIGO CARDOSO








CONTEÚDO Gabriela Campana, 17 anos, reúne-se com amigos para debater as idéias 
de Nietzsche e Maquiavel
Empresascontratam filósofos para palestras e consultorias, crianças de 
cincoanos travam o primeiro contato com o tema e, fora da sala de 
aula,adolescentes se reúnem para debater idéias de Nietzsche e Platão.Nascida 
na Grécia há mais de dois mil anos, a filosofia encontraterreno cada vez mais 
fértil no Brasil – até mesmo na tevê. No programaFantástico, da Rede Globo, o 
quadro “Ser ou não ser” sobre filosofiaentrará em sua terceira temporada. “A 
filosofia está em alta”, afirma afilósofa Viviane Mosé, apresentadora da 
atração. Ela, que carrega omérito de tornar didático um tema pouco palatável, 
conclui: “O que estáem baixa é a forma acadêmica de pensar.”
A crítica deViviane é para o projeto de lei, recém-sancionado pelo governo 
federal,que obriga as escolas do País a incluir filosofia e sociologia 
nocurrículo do ensino médio. “Da maneira como o ensino é fragmentado, 
afilosofia vai ser mais uma decoreba sobre quem é Sócrates e quandonasceu 
Platão”, teme ela. Mas há boas iniciativas, como a do Centro deFilosofia 
Educação para o Pensar – Filosofia com Crianças, Jovens eAdolescentes, que 
ensina o tema para alunos a partir de cinco anos.Constituída de educadores e 
filósofos, o centro tem parcerias com 300escolas do País. O método de ensino 
faz o aluno discutir filosofia emtodas as disciplinas, e não apenas em uma 
matéria. “Prestamosassessoria pedagógica para professores e produzimos o 
materialdidático, que é adaptado ao nível cognitivo do aluno”, explica 
JoséCarlos Freire, assessor pedagógico do centro. Filósofo e professor 
daPontifícia Universidade Católica (PUC) de
 São Paulo, Mário SérgioCortella também foca nos filósofos mirins. Ele lançará 
este ano O que épergunta, seu primeiro livro sobre filosofia para crianças. O 
interessedo mercado editorial pelo tema é crescente.
“Pormuito tempo, a tecnologia fez o mundo focar no ‘como’ em detrimento 
dos‘porquês’ e, enfadadas, hoje as pessoas procuram reflexões”, 
explicaCortella. No ano passado, ele deu 30 palestras sobre filosofia e ética 
para gestores do Banco Bradesco.“Ficou chique consumir filosofia”, diz o 
acadêmico, que discursa aindaaos funcionários da metalúrgica Gerdau sobre a 
diversidade humana. NoRio, a filósofa Viviane segue o mesmo caminho. “Ajudo o 
executivo a lero que acontece no mundo contemporâneo e a agir no presente”, 
afirma.
Entreseus clientes estão a Petrobras, a Vale, O Boticário e o Banco 
deDesenvolvimento do Espírito Santo, que a contratou para falar sobreética e 
comprometimento aos funcionários. Um dos maiores centros decursos livres na 
área de humanidade, a Casa do Saber também percebe omaior interesse pelo tema. 
Criada em São Paulo, hoje atua também no Riode Janeiro e expandiu o número de 
cursos de filosofia de nove, em 2004,para os atuais 175.
Componente curricular excluído daescola pela ditadura em 1968, a filosofia 
seguiu existindo em colégiosparticulares, como o Santo Américo, em São Paulo, 
que desde 1975 ensinaa disciplina. Aluna do terceiro ano do ensino médio, 
Gabriela Campana,17 anos, reúne-se com amigos, durante as férias, para debater 
as idéiasde Nietzsche e Maquiavel. E filosofa ao falar do valor do 
conhecimento:“Para estabelecer princípios e formar uma maneira própria de agir 
épreciso saber como outras pessoas pensavam o mundo e tentavammelhorá-lo.”


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