Caro Marcio, isto é uma questão de crença, e eu admito que tenho crenças. Uma delas é acreditar que há uma conexão entre tudo, que transcende até os limites aparentes de espaço e tempo. Alguns chamam esta conexão de Deus.
Não é para mim apenas uma crença, mas possui também um sentido prático: se existe tal conexão, devemos procurá-la em toda parte. Por exemplo, dois assuntos na mesma ciência devem necessariamente possuir uma conexão, duas ciências aparentemente distintas também se conectam intimamente, duas pessoas, sejam quem forem, da mesma forma, e assim por diante. Isto orienta uma forma de conduta e uma diretriz de pesquisa na Ciência. Antes de buscares rótulos para o que foi dito, e aí aplicares idéias preconcebidas aos temas, deverias avaliar o assunto em si, além de quaisquer rótulos. a) Arthur Buchsbaum De: Márcio Palmares [mailto:[EMAIL PROTECTED] Enviada em: quinta-feira, 18 de setembro de 2008 10:11 Para: [email protected]; Arthur Buchsbaum Assunto: Re: [Logica-l] RES: falhas graves da "filosofia" acadêmica ocidental "O Sentido Essencial de Tudo". O que seria isso? Teleologia? Haverá algum "sentido essencial" em "alguma coisa"? Antes de que nos certifiquemos disso, temos o direito de assegurar a existência de um "sentido essencial" em "tudo"? Há ordem na natureza, não há dúvida. Mas são nossas mentes limitadas que atribuem um "sentido" onde, geralmente, não há sentido algum. Alguém disse certa vez que se a História da Evolução fosse-nos contada por uma ave, seria bem diferente. A xenofobia filosófica pró-oriental pouco nos ensina sobre o valor do que se escreve no oriente. Isso sim é preconceito e ideologia. "Má poesia" na expressão de Richard Dawkins. []'s M. --- Em qua, 17/9/08, Arthur Buchsbaum <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: De: Arthur Buchsbaum <[EMAIL PROTECTED]> Assunto: [Logica-l] RES: falhas graves da "filosofia" acadêmica ocidental Para: [email protected] Data: Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 20:10 Caro Rodrigo, com respeito à reportagem citada da Revista Isto É, vejo apenas uma sede cada vez maior do público por um conhecimento mais elevado, e daí tal público supõe que o mesmo pode ser encontrado nas pesquisas de filosofia das universidades. As mesmas oferecem ao público no máximo diversos jogos intelectuais de quebra-cabeças, diversas formas de excitação intelectual, o que é capaz de aplacar a sede intelectual de muitos, mas não a sede daqueles que possuem um discernimento para reconhecer que a busca da Verdade não consiste em montagens de quebra-cabeças e solução de enimas intelectuais, mas sim em um comprometimento e engajamento de todo o organismo, de todo o corpo físico, emoções, intelecto e intuição para focalizar o Sentido essencial de Tudo. a) Arthur Buchsbaum De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Rodrigo Oliveira Enviada em: quarta-feira, 17 de setembro de 2008 17:43 Para: [email protected] Assunto: [Logica-l] FW: falhas graves da "filosofia" acadêmica ocidental Arthur: Segue uma notícia que mostra que seu ponto de vista Arthur está, no mínimo, desatualizado. A filosofia está na moda na verdade. A velha crítica sobre a filosofia acadêmica não procede, creio eu, são inúmeras as obras de divulgação e de aproximação com o público. Mesmo assim soa estranho afirmar que por não incluir a filosofia oriental o público desgostou da filosofia. Não vejo qualquer relação. Filosofia em alta - Revista Isto É: <http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2014/artigo91916-1.htm%20%20> http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2014/artigo91916-1.htm Comportamento <http://www.terra.com.br/istoe/imagens/spacer.gif> Imprimir <http://www.terra.com.br/istoe/imagens/icone_imprimir.gif> <http://www.terra.com.br/istoe/imagens/BulletSeta4.gif> Filosofia em ALTA Ela é disciplina obrigatória nas escolas, mania na tevê, nas empresas e até nos livros para crianças RODRIGO CARDOSO KARIME XAVIER/AG. ISTOÉ <http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2014/imagens/filosofia62_1.jpg> CONTEÚDO Gabriela Campana, 17 anos, reúne-se com amigos para debater as idéias de Nietzsche e Maquiavel Empresascontratam filósofos para palestras e consultorias, crianças de cincoanos travam o primeiro contato com o tema e, fora da sala de aula,adolescentes se reúnem para debater idéias de Nietzsche e Platão.Nascida na Grécia há mais de dois mil anos, a filosofia encontraterreno cada vez mais fértil no Brasil até mesmo na tevê. No programaFantástico, da Rede Globo, o quadro Ser ou não ser sobre filosofiaentrará em sua terceira temporada. A filosofia está em alta, afirma afilósofa Viviane Mosé, apresentadora da atração. Ela, que carrega omérito de tornar didático um tema pouco palatável, conclui: O que estáem baixa é a forma acadêmica de pensar. A crítica deViviane é para o projeto de lei, recém-sancionado pelo governo federal,que obriga as escolas do País a incluir filosofia e sociologia nocurrículo do ensino médio. Da maneira como o ensino é fragmentado, afilosofia vai ser mais uma decoreba sobre quem é Sócrates e quandonasceu Platão, teme ela. Mas há boas iniciativas, como a do Centro deFilosofia Educação para o Pensar Filosofia com Crianças, Jovens eAdolescentes, que ensina o tema para alunos a partir de cinco anos.Constituída de educadores e filósofos, o centro tem parcerias com 300escolas do País. O método de ensino faz o aluno discutir filosofia emtodas as disciplinas, e não apenas em uma matéria. Prestamosassessoria pedagógica para professores e produzimos o materialdidático, que é adaptado ao nível cognitivo do aluno, explica JoséCarlos Freire, assessor pedagógico do centro. Filósofo e professor daPontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Mário SérgioCortella também foca nos filósofos mirins. Ele lançará este ano O que épergunta, seu primeiro livro sobre filosofia para crianças. O interessedo mercado editorial pelo tema é crescente. <http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2014/imagens/filosofia62_2.jpg> Pormuito tempo, a tecnologia fez o mundo focar no como em detrimento dosporquês e, enfadadas, hoje as pessoas procuram reflexões, explicaCortella. No ano passado, ele deu 30 palestras sobre filosofia e ética para gestores do Banco Bradesco.Ficou chique consumir filosofia, diz o acadêmico, que discursa aindaaos funcionários da metalúrgica Gerdau sobre a diversidade humana. NoRio, a filósofa Viviane segue o mesmo caminho. Ajudo o executivo a lero que acontece no mundo contemporâneo e a agir no presente, afirma. Entreseus clientes estão a Petrobras, a Vale, O Boticário e o Banco deDesenvolvimento do Espírito Santo, que a contratou para falar sobreética e comprometimento aos funcionários. Um dos maiores centros decursos livres na área de humanidade, a Casa do Saber também percebe omaior interesse pelo tema. Criada em São Paulo, hoje atua também no Riode Janeiro e expandiu o número de cursos de filosofia de nove, em 2004,para os atuais 175. Componente curricular excluído daescola pela ditadura em 1968, a filosofia seguiu existindo em colégiosparticulares, como o Santo Américo, em São Paulo, que desde 1975 ensinaa disciplina. Aluna do terceiro ano do ensino médio, Gabriela Campana,17 anos, reúne-se com amigos, durante as férias, para debater as idéiasde Nietzsche e Maquiavel. E filosofa ao falar do valor do conhecimento:Para estabelecer princípios e formar uma maneira própria de agir épreciso saber como outras pessoas pensavam o mundo e tentavammelhorá-lo. http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2014/artigo91916-1.htm _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _____ Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. <http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http:/br.new.mail.yahoo.com/addr esses> Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.
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