Quando Newton e eu fizemos o paper sobre a indecidibilidade do caos,
provamos nele um teorema que é mais ou menos assim:

Seja um predicado P numa linguagem formal que inclua a análise elementar. *
Seja* P *não-trivial*, isto é nem P se aplica a todos os termos no seu
domínio, nem é falso para todos. Então P é indecidível.

(E' um teorema tipo teorema de Rice, sim.)

Tem que definir `sentido da vida' ou similares de algum modo restrito,
não-trivial, porque senão todo filósofo acaba falando de algum tipo de
sentido da vida...

2008/9/30 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>

> Nesse sentido tão amplo, até o Tractatus fala do sentido da vida (em
> blague...)
>
> 2008/9/30 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]>
>
>> Eu não restringi o sentido de "sentido da vida", ao contrário. As
>> reflexões de Husserl sobre o mundo da vida e sobre a crise das ciências
>> européias, p.ex., para não falar nas sua reflexões, mais desconhecidas,
>> sobre religião, e toda a teoria de Heidegger sobre o sentido do ser são
>> exemplos claros da preocupação dos grandes filósofos com essa questão. E o
>> que é *In Search of a Better World*, de Popper, senão um tratado sobre o
>> sentido da vida? Carnap conheço pouco, e talvez seja uma exceção. Mas talvez
>> não seja. Isto é, talvez ele não faça filosofia no mesmo sentido que os
>> outros citados acima. É uma questão de escolha. Abraço, edg
>>
>> 2008/9/30 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>
>>
>> Até Husserl, e mesmo Heidegger - nesse sentido estrito seu. Mesmo se
>>> restringimos Heidegger a Sein und Zeit.
>>>
>>> Sem falar em Popper, Carnap, etc
>>>
>>> 2008/9/30 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]>
>>>
>>>> Estou impressionado com a discussão que, sem querer, acabei provocando
>>>> com uma inimportante observação sobre uma palavrinha... Que tal voltarmos à
>>>> questão metafilosófica em tela? Vocês conhecem algum grande filósofo
>>>> [grandeza no sentido histórico] que não tenha tratado do problema do 
>>>> sentido
>>>> da vida [vida boa, felicidade, destino etc.]? Abraço, edg
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> 2008/9/30 <[EMAIL PROTECTED]>
>>>>
>>>>> Meus caros,
>>>>>
>>>>> como o nivel não está nas alturas, e estamos falando de poesia então
>>>>> gostaria de lembrar uns versos de um "poeto" pernambucano (e esse não
>>>>> é analfabeto), Manuel Bandeira:
>>>>> "Vinha da boca do povo na língua errada do povo. Língua certa do povo.
>>>>> Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil"
>>>>>
>>>>> Renato.
>>>>
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