Renato
Eu falei um pouco demais mesmo naquela de apedeuta. Mas é que cultivo uma
espécie de ódio incondicional pelo Lula e pelo PT. Não posso nem ouvir a voz
dele. Conheci muitos petistas na universidade, e a maioria deles é terrível,
motivo do meu ódio. Parciais, sempre "mobilizados" ("contunuamos
mobilizados" é uma frase da qual me lembro que diziam depois de levar uma
paulada por motivos de greve: perdiam tudo, mas continuavam mobilizados).
Iam contra o mérito, querendo "democracia", achando que democracia significa
que tudo é de todos, e não igualdade de oportunidades, que todos são
iguais--com o que não concordo em absoluto, etc. Além disso, para destilar
um pouco mais, andam com cara de intelectuais sujos (no sentido literal),
mas fazendo nada de realmente produtivo, andam como pobres, maltrapilhos
(nada contra pobres, mas eles não são miseráveis para andar daquele jeito
sujo --parece que é uniforme). Mas há outros que eu achava bacanas, com quem
conversei muito, sem problemas. Isso não quer dizer que eu seja "FHC". Não
sou nada. Nunca serei de nenhuma agremiação ou partido político. Mas quando
se olha o governo atual, que por sorte manteve a linha que veio (por bem ou
por mal) do FHC, com bolsa família comprando votos, com Lula nos palanques
quando não era permitido, com a possibilidade de uma Marta em SP de novo
(como pode?), com ele falando suado e vermelho como um pimentão ou um pau
d'água, batendo na mesa como se todo mundo fosse primário como ele, falando
um português horrível, dá uma sensação de desespero, pelo menos em mim, em
pensar nessa turma mandando no mundo e nos dando as determinações.
É uma outra forma de radicalismo tipo Al Qaeda: só eles sabem como são as
coisas. Lembro do Popper falando da distinção entre ciência e pseudo
ciência. Quem lembra sabe o que eu quero dizer.
Abraços agora destilados,
Décio
(acho que agora vou mesmo é me destilar num pub --tem um aqui do meu lado--
só para fazer inveja a vocês!)
2008/9/30 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>
> Quando Newton e eu fizemos o paper sobre a indecidibilidade do caos,
> provamos nele um teorema que é mais ou menos assim:
>
> Seja um predicado P numa linguagem formal que inclua a análise elementar.
> *Seja* P *não-trivial*, isto é nem P se aplica a todos os termos no seu
> domínio, nem é falso para todos. Então P é indecidível.
>
> (E' um teorema tipo teorema de Rice, sim.)
>
> Tem que definir `sentido da vida' ou similares de algum modo restrito,
> não-trivial, porque senão todo filósofo acaba falando de algum tipo de
> sentido da vida...
>
> 2008/9/30 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>
>
>> Nesse sentido tão amplo, até o Tractatus fala do sentido da vida (em
>> blague...)
>>
>> 2008/9/30 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]>
>>
>>> Eu não restringi o sentido de "sentido da vida", ao contrário. As
>>> reflexões de Husserl sobre o mundo da vida e sobre a crise das ciências
>>> européias, p.ex., para não falar nas sua reflexões, mais desconhecidas,
>>> sobre religião, e toda a teoria de Heidegger sobre o sentido do ser são
>>> exemplos claros da preocupação dos grandes filósofos com essa questão. E o
>>> que é *In Search of a Better World*, de Popper, senão um tratado sobre o
>>> sentido da vida? Carnap conheço pouco, e talvez seja uma exceção. Mas talvez
>>> não seja. Isto é, talvez ele não faça filosofia no mesmo sentido que os
>>> outros citados acima. É uma questão de escolha. Abraço, edg
>>>
>>> 2008/9/30 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>
>>>
>>> Até Husserl, e mesmo Heidegger - nesse sentido estrito seu. Mesmo se
>>>> restringimos Heidegger a Sein und Zeit.
>>>>
>>>> Sem falar em Popper, Carnap, etc
>>>>
>>>> 2008/9/30 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]>
>>>>
>>>>> Estou impressionado com a discussão que, sem querer, acabei provocando
>>>>> com uma inimportante observação sobre uma palavrinha... Que tal voltarmos
>>>>> à
>>>>> questão metafilosófica em tela? Vocês conhecem algum grande filósofo
>>>>> [grandeza no sentido histórico] que não tenha tratado do problema do
>>>>> sentido
>>>>> da vida [vida boa, felicidade, destino etc.]? Abraço, edg
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>> 2008/9/30 <[EMAIL PROTECTED]>
>>>>>
>>>>>> Meus caros,
>>>>>>
>>>>>> como o nivel não está nas alturas, e estamos falando de poesia então
>>>>>> gostaria de lembrar uns versos de um "poeto" pernambucano (e esse não
>>>>>> é analfabeto), Manuel Bandeira:
>>>>>> "Vinha da boca do povo na língua errada do povo. Língua certa do povo.
>>>>>> Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil"
>>>>>>
>>>>>> Renato.
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Décio Krause
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