Os verbetes abaixo foram extraídos do DEF [http://www.defnarede.com/s.html], e me parecem bons. Queria perguntar ao autor, DM, o que ele quer dizer com "maior parte dos filósofos": que a maioria dos filósofos deu uma resposta ao problema do sentido da vida? Abraço, edg *sentido da existência **Ver* sentido da vida. *sentido da vida *Em geral, dizemos que uma certa actividade é absurda ou não tem sentido quando não tem qualquer objectivo. Por exemplo, não faz sentido passar a vida aos saltos se isso não tiver qualquer objectivo; mas faz sentido, se o objectivo for exercitar os músculos. Em geral, dizemos também que uma certa actividade não tem sentido, apesar de ter um objectivo, se esse objectivo não puder ser alcançado ou não tiver qualquer valor, mesmo que possa ser alcançado. Por exemplo, não faz sentido passar a vida a tentar chegar à Lua a saltar, porque nunca o iremos conseguir; e não faz sentido passar a vida a tentar fazer passar um elefante por debaixo da porta da cozinha, não só porque nunca o vamos conseguir, mas também porque, mesmo que o conseguíssemos, isso não teria aparentemente importância alguma.
Assim, responder ao problema do sentido da vida é responder às seguintes três perguntas: Terá a vida humana, no seu todo, um ou vários objectivos? Será esse objectivo (ou objectivos) alcançável? Terá esse objectivo (ou objectivos) algum valor? A resposta da maior parte dos filósofos consiste em dizer que o objectivo da vida humana é a felicidade; mas depois diferem no modo como entendem o que constitui a felicidade. As tradições religiosas defendem em geral que a vida só faz sentido se Deus existir; alguns filósofos aceitaram esta ideia, mas acrescentaram que a vida absurda tem de ser então abraçada precisamente porque Deus não existe (*ver * existencialismo). Contudo, muitos filósofos não concebem o sentido da vida como algo que dependa da existência ou não de Deus, e é costume chamar "humanista" a esta tradição. DM <http://www.defnarede.com/autores.html#dm> 2008/10/1 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]> > It is a tale/told by an idiot, full of sound and fury,/signifying nothing. > > 2008/10/1 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]> > >> Há ainda alguma coisa pela qual viver? Haverá algo a que valha a pena >> dedicarmo-nos, além do dinheiro, do amor e da atenção à nossa família? Falar >> de «algo pelo qual viver» tem um certo travo vagamente religioso, mas muitas >> pessoas que não são absolutamente nada religiosas têm uma sensação incómoda >> de poderem estar a deixar escapar qualquer coisa básica que conferiria às >> suas vidas uma importância que, de momento, lhes falta. E estas pessoas >> também não têm qualquer compromisso profundo com uma cor política. Ao longo >> do último século, a luta política ocupou frequentemente o lugar que era >> consagrado à religião noutros tempos e culturas. Ninguém que reflicta acerca >> da nossa história recente pode agora acreditar que a política, por si só, >> bastará para resolver todos os nossos problemas. *Mas para que outra >> coisa poderemos viver? No presente livro, dou uma resposta. É tão antiga >> como o alvor da filosofia, mas tão necessária nas circunstâncias actuais >> como sempre foi. A resposta é que podemos viver uma vida ética. Ao fazê-lo, >> passaremos a integrar uma vasta tradição que atravessa culturas. *Além >> disso, descobriremos que viver uma vida ética não constitui um sacrifício >> pessoal, mas uma realização pessoal. >> >> Se conseguirmos alhear-nos das nossas preocupações imediatas e encarar o >> mundo como um todo e o nosso lugar nele, veremos que existe algo absurdo na >> ideia de que as pessoas têm dificuldade em encontrar por que viver. Afinal, >> há tanto que precisa de ser feito. Quando este livro estava prestes a >> concluir-se, as tropas das Nações Unidas entraram na Somália numa tentativa >> de assegurar que os alimentos chegavam às populações famintas. Apesar de >> esta tentativa ter corrido muito mal, constituiu, pelo menos, um sinal >> positivo de que as nações ricas estavam preparadas para fazer alguma coisa >> acerca da fome e do sofrimento em áreas distantes. Podemos tirar as devidas >> lições deste episódio, de modo a que as tentativas futuras sejam mais bem >> sucedidas. Talvez estejamos no início de uma nova era na qual não nos >> limitaremos a ficar sentados à frente dos nossos televisores a ver crianças >> morrer e depois continuar a viver as nossas vidas abastadas sem sentir >> qualquer incongruência. Mas não são apenas as grandes crises dramáticas e >> com honras de noticiário que requerem a nossa atenção: há inúmeras >> situações, numa escala mais reduzida, que são tão horríveis e evitáveis como >> as maiores. Ainda que esta tarefa se nos afigure imensa, trata-se apenas de >> uma das muitas causas igualmente urgentes às quais se podem dedicar as >> pessoas que buscam um objectivo digno. >> >> (Singer, Peter. *Como Havemos de Viver?: A ética numa época de >> individualismo*, pp. 13-14 [ >> http://www.filedu.com/anunesareligiaoeosentidodaexistencia.html] Grifo >> meu, edg.) >> >
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