Édson:
Estyudo da biologia, um dos galhoisda filosofia, explica cientificamentea
questão da vida, a partir da célula primordial, vinda ddas profundezas do
mar,numa falha tectônica.
Mas antes de retrucar, estude.
silvio.
----- Original Message -----
From: Edson Dognaldo Gil
To: Logica-L
Sent: Wednesday, October 01, 2008 11:50 AM
Subject: Re: [Logica-l]o sentido da vida [fora do tópico central]
Os verbetes abaixo foram extraídos do DEF
[http://www.defnarede.com/s.html], e me parecem bons. Queria perguntar ao
autor, DM, o que ele quer dizer com "maior parte dos filósofos": que a maioria
dos filósofos deu uma resposta ao problema do sentido da vida? Abraço, edg
sentido da existência
Ver sentido da vida.
sentido da vida
Em geral, dizemos que uma certa actividade é absurda ou não tem sentido
quando não tem qualquer objectivo. Por exemplo, não faz sentido passar a vida
aos saltos se isso não tiver qualquer objectivo; mas faz sentido, se o
objectivo for exercitar os músculos. Em geral, dizemos também que uma certa
actividade não tem sentido, apesar de ter um objectivo, se esse objectivo não
puder ser alcançado ou não tiver qualquer valor, mesmo que possa ser alcançado.
Por exemplo, não faz sentido passar a vida a tentar chegar à Lua a saltar,
porque nunca o iremos conseguir; e não faz sentido passar a vida a tentar fazer
passar um elefante por debaixo da porta da cozinha, não só porque nunca o vamos
conseguir, mas também porque, mesmo que o conseguíssemos, isso não teria
aparentemente importância alguma.
Assim, responder ao problema do sentido da vida é responder às seguintes
três perguntas: Terá a vida humana, no seu todo, um ou vários objectivos? Será
esse objectivo (ou objectivos) alcançável? Terá esse objectivo (ou objectivos)
algum valor? A resposta da maior parte dos filósofos consiste em dizer que o
objectivo da vida humana é a felicidade; mas depois diferem no modo como
entendem o que constitui a felicidade. As tradições religiosas defendem em
geral que a vida só faz sentido se Deus existir; alguns filósofos aceitaram
esta ideia, mas acrescentaram que a vida absurda tem de ser então abraçada
precisamente porque Deus não existe (ver existencialismo). Contudo, muitos
filósofos não concebem o sentido da vida como algo que dependa da existência ou
não de Deus, e é costume chamar "humanista" a esta tradição. DM
2008/10/1 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>
It is a tale/told by an idiot, full of sound and fury,/signifying nothing.
2008/10/1 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]>
Há ainda alguma coisa pela qual viver? Haverá algo a que valha a pena
dedicarmo-nos, além do dinheiro, do amor e da atenção à nossa família? Falar de
«algo pelo qual viver» tem um certo travo vagamente religioso, mas muitas
pessoas que não são absolutamente nada religiosas têm uma sensação incómoda de
poderem estar a deixar escapar qualquer coisa básica que conferiria às suas
vidas uma importância que, de momento, lhes falta. E estas pessoas também não
têm qualquer compromisso profundo com uma cor política. Ao longo do último
século, a luta política ocupou frequentemente o lugar que era consagrado à
religião noutros tempos e culturas. Ninguém que reflicta acerca da nossa
história recente pode agora acreditar que a política, por si só, bastará para
resolver todos os nossos problemas. Mas para que outra coisa poderemos viver?
No presente livro, dou uma resposta. É tão antiga como o alvor da filosofia,
mas tão necessária nas circunstâncias actuais como sempre foi. A resposta é que
podemos viver uma vida ética. Ao fazê-lo, passaremos a integrar uma vasta
tradição que atravessa culturas. Além disso, descobriremos que viver uma vida
ética não constitui um sacrifício pessoal, mas uma realização pessoal.
Se conseguirmos alhear-nos das nossas preocupações imediatas e encarar o
mundo como um todo e o nosso lugar nele, veremos que existe algo absurdo na
ideia de que as pessoas têm dificuldade em encontrar por que viver. Afinal, há
tanto que precisa de ser feito. Quando este livro estava prestes a concluir-se,
as tropas das Nações Unidas entraram na Somália numa tentativa de assegurar que
os alimentos chegavam às populações famintas. Apesar de esta tentativa ter
corrido muito mal, constituiu, pelo menos, um sinal positivo de que as nações
ricas estavam preparadas para fazer alguma coisa acerca da fome e do sofrimento
em áreas distantes. Podemos tirar as devidas lições deste episódio, de modo a
que as tentativas futuras sejam mais bem sucedidas. Talvez estejamos no início
de uma nova era na qual não nos limitaremos a ficar sentados à frente dos
nossos televisores a ver crianças morrer e depois continuar a viver as nossas
vidas abastadas sem sentir qualquer incongruência. Mas não são apenas as
grandes crises dramáticas e com honras de noticiário que requerem a nossa
atenção: há inúmeras situações, numa escala mais reduzida, que são tão
horríveis e evitáveis como as maiores. Ainda que esta tarefa se nos afigure
imensa, trata-se apenas de uma das muitas causas igualmente urgentes às quais
se podem dedicar as pessoas que buscam um objectivo digno.
(Singer, Peter. Como Havemos de Viver?: A ética numa época de
individualismo, pp. 13-14
[http://www.filedu.com/anunesareligiaoeosentidodaexistencia.html] Grifo meu,
edg.)
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