Witthenstein gostava mesmo é de histórias do Agente Secreto X9 e de filmes
de Carmen Miranda. Nunca vou chegar lá: tô relendo Proust pela terceira vez.


2008/10/1 Joao Marcos <[EMAIL PROTECTED]>

> Edson Dognaldo Gil escreveu:
> >
> > Na minha opinião, vocês estão discutindo à toa, pois está claro que
> > cada um defende uma concepção de filosofia própria, incomensurável à
> > do outro. O que é absolutamente normal. Resta tirarem-se as
> > conseqüências: o que é filosofia para um, não o é para o outro.
> > Simples.
> >
> e também escreveu:
> >
> > Eu não tenho a menor dúvida que eu faço filosofia. Mas também tenho
> certeza
> > de que eu não faço a mesma coisa que o Desidério faz.
>
> Para além de qualquer problema pessoal que vocês dois possam ter, e
> que podem evidentemente resolver "no braço", será que não valeria a
> pena esclarecer esta história sobre as duas supostamente distintas
> acepções do termo "filosofia"?
>
> (0) Em que consiste cada uma delas?
> (1) Qual delas, se alguma, corresponde ao "projeto socrático", e em
> que consiste este "projeto"?
> (2) O "socratismo" é realmente a única maneira sensata de proceder, ou
> haveria que levar em consideração neste projeto também o cristianismo,
> o confuSionismo, ou qualquer outra doutrina mística ou filosófica?
> (3) Haveria algum resquício nesta história da oposição entre
> "filosofia" e "história da filosofia", ou de qualquer outra oposição
> do gênero?
> (4) Alguma destas acepções teria por método básico a citação exaustiva
> do que outros "filósofos" (segundo alguma das acepções de filosofia)
> escreveram?
> (5) Haveria alguma definição de "filosofia" que poderia reconciliar
> estas duas acepções / métodos / oposições / projetos distintos?  Ou
> realmente não valeria a pena colocar estes pares a discutir? (em cujo
> caso, mais uma vez, como disse o outro filósofo, seria melhor "calar")
>
> etc
>
> > Não há mistério. O sujeito que faz filosofia e não se preocupa com
> > esse tipo de coisa [felicidade, vida boa, sentido, verdade etc.],
> > limitando-se a jogos intelectuais inimportantes, pode ser um
> > profissional, um técnico da filosofia, mas não é um filósofo no mesmo
> > sentido que Platão, Kant ou mesmo Wittgenstein.
>
> Não há mistério também no fato de que Wittgenstein nunca teve o mínimo
> interesse de ler Platão.  E mesmo assim foi capaz, aparentemente de
> desenvolver ao menos 2 boas filosofias.
>
> jm
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a