2008/10/15 Daniel Durante <[EMAIL PROTECTED]>: > [...] > Eu aceito e entendo esta prova. Ela me parece construtiva e prova que os > primos são ilimitados. Ela me garante que qualquer algoritmo que procure o > próximo número primo vai parar, na pior das hipóteses retornando p. Eu não > vejo porque não deva aceitar a validade intuicionista desta prova, mas, caso > esteja enganado, por favor aponte meu erro. Odeio sustentar falsas crenças
Bom, você não mostrou como "construir" este próximo primo! >> A minha questão então é puramente *epistêmica*: >> como é que o intuicionista pode simplesmente ignorar a demonstração >> clássica (pois ele não confia nas regras utilizadas) e insistir que é >> apenas uma grande coincidência o fato de que o algoritmo que ele >> escreveu pára para toda entrada? > > Mas esta teimosia não é privilégio dos intuicionistas. Se eu te presentear > com um belo número par maior do que 2, digamos z, e pedir para você > encontrar dois números primos p1 e p2 tais que p1 + p2 = z, você, que não > é bobo nem nada, faz um programinha trivial em seu computador, provavelmente > em Prolog, para ficar bem curtinho, e vai maravilhar-se tanto quanto quiser > com a fantástica coincidência de que o programa sempre vai parar e retornar > dois números primos, para qualquer par que você coloque como entrada. Bem, > devo admitir que neste ponto minha posição não é melhor do que a sua :( Mas > o importante aqui é que a sua não é melhor do que a minha :) Até onde sei > ninguém provou a conjectura de Goldbach, mas também ninguém encontrou > contra-exemplo para ela. Será que dá para duvidar de sua verdade? Bom, eu particularmente não vejo nenhum motivo para acreditar na verdade de uma conjectura que não tenha sido demonstrada e, por conseguinte, para estar "convencido" de que o algoritmo em questão pára para toda entrada! Se alguém me mostrar, porém, que estratégias de demonstração mais poderosas do que aquelas de que disponho no momento me permitirão "saber" a resposta para este problema, provavelmente me esforçarei por entendê-las e aprendê-las, ao invés de criticá-las a priori por não pertencerem ao meu estoque de presunções sobre o que é "admissível em matemática" ou não... Acho que em casos como este que você menciona sempre "dá pra duvidar", sim. Mas talvez eu tenha sido influenciado pelos intuicionistas de forma a me tornar demasiado cuidadoso... :-) JM -- My homepage: http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
