Seria bom se essas pessoas propusessem critérios de julgamento que avaliassem o trabalho que eles fazem nas universidades pequenas... Tem que haver algum modo de diferenciar as pessoas que estão nas universidades pequenas e que fazem algo para melhorá-las das pessoas que estão nelas e não fazem nada.
É claro (pra mim) que as "pessoas produtivas" que estão nas universidades pequenas estão produzindo _alguma coisa_... mas o quê? Eu tenho uma noção do que elas estão fazendo, mas só uma noção... Elas devem saber com bastante clareza o que estão fazendo lá, e deveriam encontrar uma linguagem pra transmitir essa clareza pra gente e pra fazer com que todo mundo visse o que elas fazem como algo concreto... Esse pessoal tem um site? Existe uma versão mais detalhada ou uma "parte 2" do manifesto? Fiquei com a sensação de que falta alguma coisa... Fiz uma busca (beeem) rápida no Google e só achei isto aqui e alguns outros links parecidos... http://www.dimap.ufrn.br/pipermail/logica-l/2008-October/003022.html http://professoradolfo.blogspot.com/2008/12/cientistas-pedem-fim-de-oligarquia-no.html http://web1.estadao.com.br/pdf/arquivos/23_12_2008manifesto_cnpq.pdf [], Eduardo Ochs [email protected] http://angg.twu.net/ On 12/26/08, Francisco Antonio Doria <[email protected]> wrote: > Ou seja: vamos fazer ciência, mas nada de produzir... > > Desse jeito, sempre falei, não podem ser levados a sério. > > 2008/12/26 Adolfo Neto <[email protected]> > > > > > > > Em manifesto, pesquisadores reclamam de descaso do CNPq com as > necessidades das pequenas instituições > > > > > > Herton Escobar > > > > Um manifesto assinado por mais de 180 cientistas, alunos e professores de > pequenas instituições de ensino e pesquisa do País acusa o Conselho Nacional > de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de funcionar como uma > "oligarquia", ignorando as necessidades de pesquisadores fora da "elite" > acadêmica das grandes universidades. A carta foi enviada no início do mês a > várias lideranças políticas do setor em Brasília, incluindo o presidente > Luiz Inácio Lula da Silva. > > > > O Estado procurou o CNPq durante mais de uma semana para a reportagem, mas > o presidente do conselho, Marco Antônio Zago, não estava disponível para > entrevistas. > > > > No manifesto, os autores pedem uma revisão das regras para concessão de > bolsas e financiamento de projetos - normas que, segundo eles, não dão > chances aos pesquisadores de pequenas instituições. O CNPq, órgão do > Ministério da Ciência e Tecnologia, é a principal agência de fomento à > ciência e à formação de pesquisadores no País. > > > > A principal crítica é em relação ao uso do número de trabalhos publicados > como principal (e às vezes único) critério de avaliação de mérito do > cientista. "O que o CNPq faz é uma comparação quantitativa dos > pesquisadores, com base no número de publicações", diz o matemático e > engenheiro de computação Otávio Carpinteiro, da Universidade Federal de > Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, que ajudou a organizar o manifesto. "Ora, > para fazer uma comparação quantitativa é preciso que haja condições iguais. > Não dá para comparar um corredor de pista com alguém que corre na areia." > > > > O documento chama a atenção para o fato de que as condições de trabalho > não são iguais entre as instituições e que, portanto, os critérios de > avaliação deveriam ser diferenciados. As grandes universidades, por exemplo, > já possuem grupos de pesquisa bem consolidados, apoiados em programas de > mestrado e doutorado com décadas de experiência, o que permite aos > pesquisadores desenvolver projetos e publicar trabalhos com mais agilidade. > > > > "Nos pequenos centros (...) os pesquisadores não só não possuem estas > condições como ainda têm de dedicar grande parte de seu tempo à criação > destas condições", diz o manifesto. "É, portanto, incorreto julgar, por um > critério igual, pesquisadores que possuem condições de pesquisa desiguais. > Esta prática amplifica as desigualdades e é injusta, pois não premia > necessariamente os melhores pesquisadores, mas sim os que têm as melhores > condições de pesquisa." > > > > Cria-se um círculo vicioso: o pesquisador de uma pequena instituição tem > mais dificuldade para publicar trabalhos, por isso consegue menos recursos, > o que dificulta ainda mais a publicação de novos trabalhos e assim por > diante. Carpinteiro, que fez pós-graduação na Inglaterra e na Alemanha, > conta que passou nos concursos da Universidade Federal do Rio de Janeiro e > da Unifei, mas preferiu Itajubá por causa da qualidade de vida e por sentir > que seu trabalho era "mais necessário" por lá. "Muitos amigos disseram que > eu era louco, mas não me arrependo", conta. > > > > São poucos, porém, os que aceitam esse desafio: segundo Carpinteiro, é > difícil atrair professores e recém-doutores para a instituição. "O CNPq está > destruindo a sobrevivência desses pequenos centros", diz. > > > > BOLSAS > > > > O manifesto pede também a extinção da Bolsa de Produtividade em Pesquisa, > uma categoria que premia os cientistas que publicam mais trabalhos - e que é > tida como símbolo de "status" na comunidade. "Este critério de produtividade > e a existência da categoria de Bolsista de Produtividade em Pesquisa, com > bolsas concedidas como premiação a poucos, introduziram no CNPq um regime > oligárquico constituído por uma bem questionável elite", diz o documento. > "Como em toda oligarquia, só esta elite (a minoria) tem opinião, voto e > representação nos órgãos de consulta e julgamento do CNPq. Assim, é natural > que as políticas do CNPq sejam voltadas para o benefício de sua oligarquia e > não para o bem comum." > > > > "Sou contra essa bolsa e abriria mão dela numa boa se fosse para melhorar > a ciência no País", diz a pesquisadora Eliana Cancello, do Museu de Zoologia > da Universidade de São Paulo, que também ajudou a organizar o manifesto. > Segundo ela, os conceitos de produtividade do CNPq ignoram o valor de outras > atividades essenciais da academia, como o ensino, a divulgação e até as > funções administrativas. Isso fica evidente dentro de um museu (mesmo um > museu da USP), onde a curadoria de coleções e a organização de exposições > são atividades cruciais, mas que não resultam em publicações. "Fala-se muito > no tripé das universidades - ensino, pesquisa e extensão -, mas a única > coisa que é valorizada é a publicação", afirma Eliana. > > Fonte: > http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299073,0.php > > _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
