Embora eu concorde com tudo oq o Doria falou, 
acho que eu concordaria que a visao do Popper 
eh que "ciencia eh, por natureza, apenas Falsificavel", 
isto eh, que a atividade cientifica pode apenas colher 
evidencia para mostrar falsa uma teoria, 
nunca para confirma-la. 
 
Quando uma tentativa de falsificar uma teoria falha, 
e na impossibilidade de dizer que a teoria foi de alguma 
forma confirmada, Popper diria que a teoria foi Corroborada.   
Esta visao de ciencia esta profundamente ligada a 
metodologia estatistica de teste de hipoteses utilizada pela 
estatistica classica, os famosos e ubiquos p-valores. 
 
Nesta estoria, a metodologia estatistica utilizada para 
acessar a "veracidade" das teoria, sempre corresponde 
a uma epistemologia especifica. 
Ambas as coisas estao Muito ligadas, 
(devem formar um casalsinho compativel). 
 
Acho que este topico merece mais atencao do que 
tem tem tradicionalmente merecido. 
 
--- Julio    
(6a a noite, depois de varios chopinhos) 




Date: Fri, 9 Jan 2009 19:20:01 -0200From: [email protected]: 
[email protected]; [email protected]; 
[email protected]: Re: [Logica-l] [Sbc-l] Cientistas pedem 
fim de ''oligarquia'', Herton Escobar (publicado no Estadão de hoje)Eu dise 
isso? Se disse, ou tava de porre ou fiz uma blague desastrada... 
2009/1/9 Cleber Mira <[email protected]>
Olá a todos,[OFF-TOPIC] Eu não acredito que eu li isso:"uma vez que a ciência é 
falsa por natureza (Popper que o diga)!!!!!"Essa é uma interpretação 
completamente errônea da teoria de Poppersobre validação de teorias 
científicas. Posso conceder que foi apenasuma frase infeliz escrita  às pressas 
para um e-mail, mas quem nãoconhece o trabalho de Popper pode reproduzir essa 
interpretação semverificá-la e espalhar uma besteira de maneira 
involuntária.Popper buscava um método de justificação de teorias científicas; 
umdesejo compartilhado pela escola filosófica dos empiristas lógicos daprimeira 
metade do século passado. Mas ao contrário dos empiristaslógicos que 
acreditavam ser possível justificar teorias científicaspor meio de uma 
correspondência entre fatos da natureza e proposiçõeslógicas e uma análise 
lógica dos argumetnos da teoria; Popperconsiderava em seu trabalho o problema 
da indução de David Hume eadotou como critério de justificação (e também de 
demarcação) deteorias científicas o critério de Falsificabilidade. Nesse 
critério,uma teoria é científica se possuir princípios (na forma de 
proposiçõeslógicas) que possam ter seu valor de verdade avaliadas 
empiricamente;ou seja, são princípios falsificáveis.Segundo esse método de 
Popper não é possível justificar a teoriacientífica (afirmar/demonstrar que ela 
é verdadeira) de maneiraabsoluta, mas é possível comparar teorias segundo o 
critério daquelasque sofreram "sobreviveram" a um maior escrutínio e também é 
possívelidentificar uma teoria como falsa quando algum de seus princípios 
foiempiricamente provado como falso.Logo a ciência não é falsa por natureza, é 
apenas no máximo nãojustificável (demonstrável verdadeira) absolutamente por 
natureza. Eobserve que mesmo essa afirmação anterior depende de acreditarmos 
quenão há solução para o problema de indução de Hume.Quanto ao texto sobre a 
teoria do Thomas Kuhn, devo colocar apenas umquestionamento (para o qual não 
tenho resposta) para o problema daIncomensurabilidade de Teorias (teorias 
científicas não sãocomparáveis): o critério adotado por Kuhn para falar sobre 
comparaçãode teorias é o mais adequado? Sem termos um padrão sobre o que 
deveser comparado entre teorias é possível falar em incomensurabilidade?Abraços 
e feliz 2009!Cleber2009/1/6 Francisco Antonio Doria <[email protected]>:


> Posso te responder e comentar o que vc diz amanhã? Tô chegndo dos USA agora,> 
> e recendo rápido meus emails.>> 2009/1/5 Gerson Geraldo H Cavalheiro 
> <[email protected]>>>>> Ola Francisco (e demais),>>>>   nao 
> creio que manifestacoes como a apresentada sejam contra a producao.>> A>> 
> questao deve ser associada a entender o que e' de fato "producao". No>> 
> entanto,>> nao me atrevo a abrir discussao neste assunto... Preferindo me 
> posicionar>> sobre>> fatos mais concretos.>>>>   Entendo que todos ja tenham 
> observado que poucos sao os editais de>> pesquisa>> lancados que permitem a 
> participacao de jovens pesquisadores. Em um numero>> ainda>> menor sao os 
> editais voltados as instituicoes com pouca participacao na>> comunidade 
> cientifica (notadamente instituicoes sem programa de>> pos-graduacao ou>> com 
> programa novo). O numero de doutores (pensando na area da Computacao)>> 
> cresceu e cresce nos ultimos anos. O numero de vagas em instituicoes>> 
> publicas>> "perifericas" tambem cresceu bem como o numero de instituicoes 
> privadas,>> refletindo uma alteracao no mapa de concentracao de 
> pesquisadores.>>>>   E' de se esperar contra-partidas (com ou sem hifen?...) 
> para as>> instituicoes>> que apostaram na mudanca de seus quadros e para os 
> pesquisadores que, com>> mais>> ou menos despreendimento, alteraram seus 
> projetos de vida. Mas, sobretudo,>> parece que manifestacoes deste tipo 
> buscam apenas permitir uma>> diversificacao>> das pesquisas e consequente 
> aumento do espectro de acao. Nao creio que>> instituicoes que conquistaram 
> seu espaco devam ser preteridas, mas>> confesso>> desejaria observar um maior 
> arrojo da comunidade, talvez com apostas fora>> dos>> grandes e consolidados 
> centros.>>>> Abracos, Gerson Cavalheiro>>>>>>>> Quoting Francisco Antonio 
> Doria <[email protected]>:>>>> > Ou seja: vamos fazer ciência, mas nada de 
> produzir...>> >>> > Desse jeito, sempre falei, não podem ser levados a 
> sério.>> >>> > 2008/12/26 Adolfo Neto <[email protected]>>> >>> > > Em 
> manifesto, pesquisadores reclamam de descaso do CNPq com as>> > 
> necessidades>> > > das pequenas institui�ões>> > >>> > > Herton Escobar>> > > 
>   Um manifesto assinado por mais de 180 cientistas, alunos e>> > > 
> professores>> > > de pequenas institui�ões de ensino e pesquisa do País acusa 
> o Conselho>> > > Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) 
> de>> > > funcionar>> > > como uma "oligarquia", ignorando as necessidades de 
> pesquisadores fora>> > > da>> > > "elite" acadêmica das grandes 
> universidades. A carta foi enviada no>> > > início>> > > do mês a várias 
> lideranças políticas do setor em Brasília, incluindo o>> > > presidente Luiz 
> Inácio Lula da Silva.>> > >>> > > O Estado procurou o CNPq durante mais de 
> uma semana para a reportagem,>> > > mas>> > > o presidente do conselho, Marco 
> Antônio Zago, não estava disponível>> > > para>> > > entrevistas.>> > >>> > > 
> No manifesto, os autores pedem uma revisão das regras para concessão>> > > 
> de>> > > bolsas e financiamento de projetos - normas que, segundo eles, não 
> dão>> > > chances aos pesquisadores de pequenas institui�ões. O CNPq, órgão 
> do>> > > Ministério da Ciência e Tecnologia, é a principal agência de fomento 
> à>> > > ciência e à forma�ão de pesquisadores no País.>> > >>> > > A 
> principal crítica é em rela�ão ao uso do número de trabalhos>> > > 
> publicados>> > > como principal (e às vezes único) critério de avalia�ão de 
> mérito do>> > > cientista. "O que o CNPq faz é uma compara�ão quantitativa 
> dos>> > > pesquisadores, com base no número de publica�ões", diz o matemático 
> e>> > > engenheiro de computa�ão Otávio Carpinteiro, da Universidade 
> Federal>> > > de>> > > Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, que ajudou a 
> organizar o manifesto.>> > "Ora,>> > > para fazer uma compara�ão quantitativa 
> é preciso que haja condi�ões>> > iguais.>> > > Não dá para comparar um 
> corredor de pista com alguém que corre na>> > > areia.">> > >>> > > O 
> documento chama a aten�ão para o fato de que as condi�ões de>> > > trabalho>> 
> > não>> > > são iguais entre as institui�ões e que, portanto, os critérios 
> de>> > avalia�ão>> > > deveriam ser diferenciados. As grandes universidades, 
> por exemplo, já>> > > possuem grupos de pesquisa bem consolidados, apoiados 
> em programas de>> > > mestrado e doutorado com décadas de experiência, o que 
> permite aos>> > > pesquisadores desenvolver projetos e publicar trabalhos com 
> mais>> > agilidade.>> > >>> > > "Nos pequenos centros (...) os pesquisadores 
> não só não possuem estas>> > > condi�ões como ainda têm de dedicar grande 
> parte de seu tempo à>> > > cria�ão>> > > destas condi�ões", diz o manifesto. 
> "É, portanto, incorreto julgar,>> > > por um>> > > critério igual, 
> pesquisadores que possuem condi�ões de pesquisa>> > > desiguais.>> > > Esta 
> prática amplifica as desigualdades e é injusta, pois não premia>> > > 
> necessariamente os melhores pesquisadores, mas sim os que têm as>> > > 
> melhores>> > > condi�ões de pesquisa.">> > >>> > > Cria-se um círculo 
> vicioso: o pesquisador de uma pequena institui�ão>> > > tem>> > > mais 
> dificuldade para publicar trabalhos, por isso consegue menos>> > recursos,>> 
> > > o que dificulta ainda mais a publica�ão de novos trabalhos e assim por>> 
> > > diante. Carpinteiro, que fez pós-gradua�ão na Inglaterra e na>> > > 
> Alemanha,>> > > conta que passou nos concursos da Universidade Federal do Rio 
> de>> > > Janeiro e>> > > da Unifei, mas preferiu Itajubá por causa da 
> qualidade de vida e por>> > sentir>> > > que seu trabalho era "mais 
> necessário" por lá. "Muitos amigos disseram>> > > que>> > > eu era louco, mas 
> não me arrependo", conta.>> > >>> > > São poucos, porém, os que aceitam esse 
> desafio: segundo Carpinteiro, é>> > > difícil atrair professores e 
> recém-doutores para a institui�ão. "O>> > > CNPq>> > está>> > > destruindo a 
> sobrevivência desses pequenos centros", diz.>> > >>> > > *BOLSAS*>> > >>> > > 
> O manifesto pede também a extin�ão da Bolsa de Produtividade em>> > > 
> Pesquisa,>> > > uma categoria que premia os cientistas que publicam mais 
> trabalhos - e>> > > que>> > é>> > > tida como símbolo de "status" na 
> comunidade. "Este critério de>> > produtividade>> > > e a existência da 
> categoria de Bolsista de Produtividade em Pesquisa,>> > > com>> > > bolsas 
> concedidas como premia�ão a poucos, introduziram no CNPq um>> > > regime>> > 
> > oligárquico constituído por uma bem questionável elite", diz o>> > > 
> documento.>> > > "Como em toda oligarquia, só esta elite (a minoria) tem 
> opinião, voto>> > > e>> > > representa�ão nos órgãos de consulta e julgamento 
> do CNPq. Assim, é>> > natural>> > > que as políticas do CNPq sejam voltadas 
> para o benefício de sua>> > > oligarquia>> > e>> > > não para o bem comum.">> 
> > >>> > > "Sou contra essa bolsa e abriria mão dela numa boa se fosse para>> 
> > > melhorar>> > a>> > > ciência no País", diz a pesquisadora Eliana 
> Cancello, do Museu de>> > > Zoologia>> > > da Universidade de São Paulo, que 
> também ajudou a organizar o>> > > manifesto.>> > > Segundo ela, os conceitos 
> de produtividade do CNPq ignoram o valor de>> > outras>> > > atividades 
> essenciais da academia, como o ensino, a divulga�ão e até>> > > as>> > > 
> fun�ões administrativas. Isso fica evidente dentro de um museu (mesmo>> > > 
> um>> > > museu da USP), onde a curadoria de cole�ões e a organiza�ão de>> > > 
> exposi�ões>> > > são atividades cruciais, mas que não resultam em 
> publica�ões. "Fala-se>> > muito>> > > no tripé das universidades - ensino, 
> pesquisa e extensão -, mas a>> > > única>> > > coisa que é valorizada é a 
> publica�ão", afirma Eliana.>> > >>> > > Fonte:>> > > 
> http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299073,0.php>> > >>> 
> > >>> > >>> > >>> > > _______________________________________________>> > > 
> Logica-l mailing list>> > > [email protected]>> > > 
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l>> > >>> > >>> 
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> sent through IMP: http://horde.org/imp/>>


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> ||  PhD  Computer Science                  ||  [email protected]          
>          ||  ICQ nº: 74591326                           | 
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