Posso te responder e comentar o que vc diz amanhã? Tô chegndo dos USA agora, e recendo rápido meus emails.
2009/1/5 Gerson Geraldo H Cavalheiro <[email protected]> > Ola Francisco (e demais), > > nao creio que manifestacoes como a apresentada sejam contra a producao. A > questao deve ser associada a entender o que e' de fato "producao". No > entanto, > nao me atrevo a abrir discussao neste assunto... Preferindo me posicionar > sobre > fatos mais concretos. > > Entendo que todos ja tenham observado que poucos sao os editais de > pesquisa > lancados que permitem a participacao de jovens pesquisadores. Em um numero > ainda > menor sao os editais voltados as instituicoes com pouca participacao na > comunidade cientifica (notadamente instituicoes sem programa de > pos-graduacao ou > com programa novo). O numero de doutores (pensando na area da Computacao) > cresceu e cresce nos ultimos anos. O numero de vagas em instituicoes > publicas > "perifericas" tambem cresceu bem como o numero de instituicoes privadas, > refletindo uma alteracao no mapa de concentracao de pesquisadores. > > E' de se esperar contra-partidas (com ou sem hifen?...) para as > instituicoes > que apostaram na mudanca de seus quadros e para os pesquisadores que, com > mais > ou menos despreendimento, alteraram seus projetos de vida. Mas, sobretudo, > parece que manifestacoes deste tipo buscam apenas permitir uma > diversificacao > das pesquisas e consequente aumento do espectro de acao. Nao creio que > instituicoes que conquistaram seu espaco devam ser preteridas, mas confesso > desejaria observar um maior arrojo da comunidade, talvez com apostas fora > dos > grandes e consolidados centros. > > Abracos, Gerson Cavalheiro > > > > Quoting Francisco Antonio Doria <[email protected]>: > > > Ou seja: vamos fazer ciência, mas nada de produzir... > > > > Desse jeito, sempre falei, não podem ser levados a sério. > > > > 2008/12/26 Adolfo Neto <[email protected]> > > > > > Em manifesto, pesquisadores reclamam de descaso do CNPq com as > > necessidades > > > das pequenas institui�ões > > > > > > Herton Escobar > > > Um manifesto assinado por mais de 180 cientistas, alunos e > professores > > > de pequenas institui�ões de ensino e pesquisa do País acusa o Conselho > > > Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de > funcionar > > > como uma "oligarquia", ignorando as necessidades de pesquisadores fora > da > > > "elite" acadêmica das grandes universidades. A carta foi enviada no > início > > > do mês a várias lideranças políticas do setor em Brasília, incluindo o > > > presidente Luiz Inácio Lula da Silva. > > > > > > O Estado procurou o CNPq durante mais de uma semana para a reportagem, > mas > > > o presidente do conselho, Marco Antônio Zago, não estava disponível > para > > > entrevistas. > > > > > > No manifesto, os autores pedem uma revisão das regras para concessão de > > > bolsas e financiamento de projetos - normas que, segundo eles, não dão > > > chances aos pesquisadores de pequenas institui�ões. O CNPq, órgão do > > > Ministério da Ciência e Tecnologia, é a principal agência de fomento à > > > ciência e à forma�ão de pesquisadores no País. > > > > > > A principal crítica é em rela�ão ao uso do número de trabalhos > publicados > > > como principal (e às vezes único) critério de avalia�ão de mérito do > > > cientista. "O que o CNPq faz é uma compara�ão quantitativa dos > > > pesquisadores, com base no número de publica�ões", diz o matemático e > > > engenheiro de computa�ão Otávio Carpinteiro, da Universidade Federal de > > > Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, que ajudou a organizar o manifesto. > > "Ora, > > > para fazer uma compara�ão quantitativa é preciso que haja condi�ões > > iguais. > > > Não dá para comparar um corredor de pista com alguém que corre na > areia." > > > > > > O documento chama a aten�ão para o fato de que as condi�ões de trabalho > > não > > > são iguais entre as institui�ões e que, portanto, os critérios de > > avalia�ão > > > deveriam ser diferenciados. As grandes universidades, por exemplo, já > > > possuem grupos de pesquisa bem consolidados, apoiados em programas de > > > mestrado e doutorado com décadas de experiência, o que permite aos > > > pesquisadores desenvolver projetos e publicar trabalhos com mais > > agilidade. > > > > > > "Nos pequenos centros (...) os pesquisadores não só não possuem estas > > > condi�ões como ainda têm de dedicar grande parte de seu tempo à cria�ão > > > destas condi�ões", diz o manifesto. "É, portanto, incorreto julgar, por > um > > > critério igual, pesquisadores que possuem condi�ões de pesquisa > desiguais. > > > Esta prática amplifica as desigualdades e é injusta, pois não premia > > > necessariamente os melhores pesquisadores, mas sim os que têm as > melhores > > > condi�ões de pesquisa." > > > > > > Cria-se um círculo vicioso: o pesquisador de uma pequena institui�ão > tem > > > mais dificuldade para publicar trabalhos, por isso consegue menos > > recursos, > > > o que dificulta ainda mais a publica�ão de novos trabalhos e assim por > > > diante. Carpinteiro, que fez pós-gradua�ão na Inglaterra e na Alemanha, > > > conta que passou nos concursos da Universidade Federal do Rio de > Janeiro e > > > da Unifei, mas preferiu Itajubá por causa da qualidade de vida e por > > sentir > > > que seu trabalho era "mais necessário" por lá. "Muitos amigos disseram > que > > > eu era louco, mas não me arrependo", conta. > > > > > > São poucos, porém, os que aceitam esse desafio: segundo Carpinteiro, é > > > difícil atrair professores e recém-doutores para a institui�ão. "O CNPq > > está > > > destruindo a sobrevivência desses pequenos centros", diz. > > > > > > *BOLSAS* > > > > > > O manifesto pede também a extin�ão da Bolsa de Produtividade em > Pesquisa, > > > uma categoria que premia os cientistas que publicam mais trabalhos - e > que > > é > > > tida como símbolo de "status" na comunidade. "Este critério de > > produtividade > > > e a existência da categoria de Bolsista de Produtividade em Pesquisa, > com > > > bolsas concedidas como premia�ão a poucos, introduziram no CNPq um > regime > > > oligárquico constituído por uma bem questionável elite", diz o > documento. > > > "Como em toda oligarquia, só esta elite (a minoria) tem opinião, voto e > > > representa�ão nos órgãos de consulta e julgamento do CNPq. Assim, é > > natural > > > que as políticas do CNPq sejam voltadas para o benefício de sua > oligarquia > > e > > > não para o bem comum." > > > > > > "Sou contra essa bolsa e abriria mão dela numa boa se fosse para > melhorar > > a > > > ciência no País", diz a pesquisadora Eliana Cancello, do Museu de > Zoologia > > > da Universidade de São Paulo, que também ajudou a organizar o > manifesto. > > > Segundo ela, os conceitos de produtividade do CNPq ignoram o valor de > > outras > > > atividades essenciais da academia, como o ensino, a divulga�ão e até as > > > fun�ões administrativas. Isso fica evidente dentro de um museu (mesmo > um > > > museu da USP), onde a curadoria de cole�ões e a organiza�ão de > exposi�ões > > > são atividades cruciais, mas que não resultam em publica�ões. "Fala-se > > muito > > > no tripé das universidades - ensino, pesquisa e extensão -, mas a única > > > coisa que é valorizada é a publica�ão", afirma Eliana. > > > > > > Fonte: > > > http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299073,0.php > > > > > > > > > > > > > > > _______________________________________________ > > > Logica-l mailing list > > > [email protected] > > > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > > > > > > > > > > > > ------------------------------------------------- > This mail sent through IMP: http://horde.org/imp/ >
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