Eu dise isso? Se disse, ou tava de porre ou fiz uma blague desastrada... 2009/1/9 Cleber Mira <[email protected]>
> Olá a todos, > > [OFF-TOPIC] Eu não acredito que eu li isso: > > "uma vez que a ciência é falsa por natureza (Popper que o diga)!!!!!" > > Essa é uma interpretação completamente errônea da teoria de Popper > sobre validação de teorias científicas. Posso conceder que foi apenas > uma frase infeliz escrita às pressas para um e-mail, mas quem não > conhece o trabalho de Popper pode reproduzir essa interpretação sem > verificá-la e espalhar uma besteira de maneira involuntária. > > Popper buscava um método de justificação de teorias científicas; um > desejo compartilhado pela escola filosófica dos empiristas lógicos da > primeira metade do século passado. Mas ao contrário dos empiristas > lógicos que acreditavam ser possível justificar teorias científicas > por meio de uma correspondência entre fatos da natureza e proposições > lógicas e uma análise lógica dos argumetnos da teoria; Popper > considerava em seu trabalho o problema da indução de David Hume e > adotou como critério de justificação (e também de demarcação) de > teorias científicas o critério de Falsificabilidade. Nesse critério, > uma teoria é científica se possuir princípios (na forma de proposições > lógicas) que possam ter seu valor de verdade avaliadas empiricamente; > ou seja, são princípios falsificáveis. > > Segundo esse método de Popper não é possível justificar a teoria > científica (afirmar/demonstrar que ela é verdadeira) de maneira > absoluta, mas é possível comparar teorias segundo o critério daquelas > que sofreram "sobreviveram" a um maior escrutínio e também é possível > identificar uma teoria como falsa quando algum de seus princípios foi > empiricamente provado como falso. > > Logo a ciência não é falsa por natureza, é apenas no máximo não > justificável (demonstrável verdadeira) absolutamente por natureza. E > observe que mesmo essa afirmação anterior depende de acreditarmos que > não há solução para o problema de indução de Hume. > > Quanto ao texto sobre a teoria do Thomas Kuhn, devo colocar apenas um > questionamento (para o qual não tenho resposta) para o problema da > Incomensurabilidade de Teorias (teorias científicas não são > comparáveis): o critério adotado por Kuhn para falar sobre comparação > de teorias é o mais adequado? Sem termos um padrão sobre o que deve > ser comparado entre teorias é possível falar em incomensurabilidade? > > Abraços e feliz 2009! > > > Cleber > > 2009/1/6 Francisco Antonio Doria <[email protected]>: > > Posso te responder e comentar o que vc diz amanhã? Tô chegndo dos USA > agora, > > e recendo rápido meus emails. > > > > 2009/1/5 Gerson Geraldo H Cavalheiro <[email protected]> > >> > >> Ola Francisco (e demais), > >> > >> nao creio que manifestacoes como a apresentada sejam contra a > producao. > >> A > >> questao deve ser associada a entender o que e' de fato "producao". No > >> entanto, > >> nao me atrevo a abrir discussao neste assunto... Preferindo me > posicionar > >> sobre > >> fatos mais concretos. > >> > >> Entendo que todos ja tenham observado que poucos sao os editais de > >> pesquisa > >> lancados que permitem a participacao de jovens pesquisadores. Em um > numero > >> ainda > >> menor sao os editais voltados as instituicoes com pouca participacao na > >> comunidade cientifica (notadamente instituicoes sem programa de > >> pos-graduacao ou > >> com programa novo). O numero de doutores (pensando na area da > Computacao) > >> cresceu e cresce nos ultimos anos. O numero de vagas em instituicoes > >> publicas > >> "perifericas" tambem cresceu bem como o numero de instituicoes privadas, > >> refletindo uma alteracao no mapa de concentracao de pesquisadores. > >> > >> E' de se esperar contra-partidas (com ou sem hifen?...) para as > >> instituicoes > >> que apostaram na mudanca de seus quadros e para os pesquisadores que, > com > >> mais > >> ou menos despreendimento, alteraram seus projetos de vida. Mas, > sobretudo, > >> parece que manifestacoes deste tipo buscam apenas permitir uma > >> diversificacao > >> das pesquisas e consequente aumento do espectro de acao. Nao creio que > >> instituicoes que conquistaram seu espaco devam ser preteridas, mas > >> confesso > >> desejaria observar um maior arrojo da comunidade, talvez com apostas > fora > >> dos > >> grandes e consolidados centros. > >> > >> Abracos, Gerson Cavalheiro > >> > >> > >> > >> Quoting Francisco Antonio Doria <[email protected]>: > >> > >> > Ou seja: vamos fazer ciência, mas nada de produzir... > >> > > >> > Desse jeito, sempre falei, não podem ser levados a sério. > >> > > >> > 2008/12/26 Adolfo Neto <[email protected]> > >> > > >> > > Em manifesto, pesquisadores reclamam de descaso do CNPq com as > >> > necessidades > >> > > das pequenas institui�ões > >> > > > >> > > Herton Escobar > >> > > Um manifesto assinado por mais de 180 cientistas, alunos e > >> > > professores > >> > > de pequenas institui�ões de ensino e pesquisa do País acusa o > Conselho > >> > > Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de > >> > > funcionar > >> > > como uma "oligarquia", ignorando as necessidades de pesquisadores > fora > >> > > da > >> > > "elite" acadêmica das grandes universidades. A carta foi enviada no > >> > > início > >> > > do mês a várias lideranças políticas do setor em Brasília, incluindo > o > >> > > presidente Luiz Inácio Lula da Silva. > >> > > > >> > > O Estado procurou o CNPq durante mais de uma semana para a > reportagem, > >> > > mas > >> > > o presidente do conselho, Marco Antônio Zago, não estava disponível > >> > > para > >> > > entrevistas. > >> > > > >> > > No manifesto, os autores pedem uma revisão das regras para concessão > >> > > de > >> > > bolsas e financiamento de projetos - normas que, segundo eles, não > dão > >> > > chances aos pesquisadores de pequenas institui�ões. O CNPq, órgão do > >> > > Ministério da Ciência e Tecnologia, é a principal agência de fomento > à > >> > > ciência e à forma�ão de pesquisadores no País. > >> > > > >> > > A principal crítica é em rela�ão ao uso do número de trabalhos > >> > > publicados > >> > > como principal (e às vezes único) critério de avalia�ão de mérito do > >> > > cientista. "O que o CNPq faz é uma compara�ão quantitativa dos > >> > > pesquisadores, com base no número de publica�ões", diz o matemático > e > >> > > engenheiro de computa�ão Otávio Carpinteiro, da Universidade Federal > >> > > de > >> > > Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, que ajudou a organizar o > manifesto. > >> > "Ora, > >> > > para fazer uma compara�ão quantitativa é preciso que haja condi�ões > >> > iguais. > >> > > Não dá para comparar um corredor de pista com alguém que corre na > >> > > areia." > >> > > > >> > > O documento chama a aten�ão para o fato de que as condi�ões de > >> > > trabalho > >> > não > >> > > são iguais entre as institui�ões e que, portanto, os critérios de > >> > avalia�ão > >> > > deveriam ser diferenciados. As grandes universidades, por exemplo, > já > >> > > possuem grupos de pesquisa bem consolidados, apoiados em programas > de > >> > > mestrado e doutorado com décadas de experiência, o que permite aos > >> > > pesquisadores desenvolver projetos e publicar trabalhos com mais > >> > agilidade. > >> > > > >> > > "Nos pequenos centros (...) os pesquisadores não só não possuem > estas > >> > > condi�ões como ainda têm de dedicar grande parte de seu tempo à > >> > > cria�ão > >> > > destas condi�ões", diz o manifesto. "É, portanto, incorreto julgar, > >> > > por um > >> > > critério igual, pesquisadores que possuem condi�ões de pesquisa > >> > > desiguais. > >> > > Esta prática amplifica as desigualdades e é injusta, pois não premia > >> > > necessariamente os melhores pesquisadores, mas sim os que têm as > >> > > melhores > >> > > condi�ões de pesquisa." > >> > > > >> > > Cria-se um círculo vicioso: o pesquisador de uma pequena institui�ão > >> > > tem > >> > > mais dificuldade para publicar trabalhos, por isso consegue menos > >> > recursos, > >> > > o que dificulta ainda mais a publica�ão de novos trabalhos e assim > por > >> > > diante. Carpinteiro, que fez pós-gradua�ão na Inglaterra e na > >> > > Alemanha, > >> > > conta que passou nos concursos da Universidade Federal do Rio de > >> > > Janeiro e > >> > > da Unifei, mas preferiu Itajubá por causa da qualidade de vida e por > >> > sentir > >> > > que seu trabalho era "mais necessário" por lá. "Muitos amigos > disseram > >> > > que > >> > > eu era louco, mas não me arrependo", conta. > >> > > > >> > > São poucos, porém, os que aceitam esse desafio: segundo Carpinteiro, > é > >> > > difícil atrair professores e recém-doutores para a institui�ão. "O > >> > > CNPq > >> > está > >> > > destruindo a sobrevivência desses pequenos centros", diz. > >> > > > >> > > *BOLSAS* > >> > > > >> > > O manifesto pede também a extin�ão da Bolsa de Produtividade em > >> > > Pesquisa, > >> > > uma categoria que premia os cientistas que publicam mais trabalhos - > e > >> > > que > >> > é > >> > > tida como símbolo de "status" na comunidade. "Este critério de > >> > produtividade > >> > > e a existência da categoria de Bolsista de Produtividade em > Pesquisa, > >> > > com > >> > > bolsas concedidas como premia�ão a poucos, introduziram no CNPq um > >> > > regime > >> > > oligárquico constituído por uma bem questionável elite", diz o > >> > > documento. > >> > > "Como em toda oligarquia, só esta elite (a minoria) tem opinião, > voto > >> > > e > >> > > representa�ão nos órgãos de consulta e julgamento do CNPq. Assim, é > >> > natural > >> > > que as políticas do CNPq sejam voltadas para o benefício de sua > >> > > oligarquia > >> > e > >> > > não para o bem comum." > >> > > > >> > > "Sou contra essa bolsa e abriria mão dela numa boa se fosse para > >> > > melhorar > >> > a > >> > > ciência no País", diz a pesquisadora Eliana Cancello, do Museu de > >> > > Zoologia > >> > > da Universidade de São Paulo, que também ajudou a organizar o > >> > > manifesto. > >> > > Segundo ela, os conceitos de produtividade do CNPq ignoram o valor > de > >> > outras > >> > > atividades essenciais da academia, como o ensino, a divulga�ão e até > >> > > as > >> > > fun�ões administrativas. Isso fica evidente dentro de um museu > (mesmo > >> > > um > >> > > museu da USP), onde a curadoria de cole�ões e a organiza�ão de > >> > > exposi�ões > >> > > são atividades cruciais, mas que não resultam em publica�ões. > "Fala-se > >> > muito > >> > > no tripé das universidades - ensino, pesquisa e extensão -, mas a > >> > > única > >> > > coisa que é valorizada é a publica�ão", afirma Eliana. > >> > > > >> > > Fonte: > >> > > > http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299073,0.php > >> > > > >> > > > >> > > > >> > > > >> > > _______________________________________________ > >> > > Logica-l mailing list > >> > > [email protected] > >> > > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > >> > > > >> > > > >> > > >> > >> > >> > >> > >> ------------------------------------------------- > >> This mail sent through IMP: http://horde.org/imp/ > > > > > > _______________________________________________ > > Sbc-l mailing list > > [email protected] > > https://grupos.ufrgs.br/mailman/listinfo/sbc-l > > > > > > -- > ------------------------------------------ > | Doutor em Ciência da Computação | > | PhD Computer Science | > | [email protected] | > | ICQ nº: 74591326 | > ------------------------------------------ >
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