Adorei essa Alvaro, e a do professor Krause também, claro que não...

Abraços,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net
http://twitter.com/didimogeorge
_______________________
As explicações científicas são reais e completas, 
tal como as explicações da vida quotidiana e das religiões 
tradicionais. Diferem destas últimas unicamente por serem mais 
precisas e mais facilmente refutadas pela observação dos factos.


From: Alvaro Augusto (L) 
Sent: Monday, July 27, 2009 3:28 PM
To: [email protected] 
Subject: [Logica-l] RES: deus e crenças


Caro Frank,

 

Não creio que seja uma falácia, pois existem boas razões para supormos que 
nossa capacidade cognitiva seja superior à de nossos antepassados. Nossos 
parentes do paleolítico, por exemplo, contavam apenas com os próprios cérebros 
para carregar toda a cultura da humanidade. A situação melhorou com a invenção 
de escrita e ainda mais com a invenção da imprensa. Hoje em dia a "base de 
dados da humanidade" está armazenada em milhões de computadores e pode ser 
acessada rapidamente e por um crescente número de pessoas. Da mesma forma, 
nossos processos de captura e recuperação de informações são muito mais 
sofisticados do que há meros 100 anos. Você poderá dizer, e eu concordarei em 
parte, que nada disso nos tornou mais "sábios". Contudo, armazenamento e 
processamento de informações  são itens necessários à cognição e, tendo 
melhorado nesses aspectos, melhoramos também em termos cognitivos.

 

Mas é claro que não dá para comparar a cognição de Platão à de Lula...:-)

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

[email protected]

 

De: [email protected] [mailto:[email protected]] Em 
nome de Frank Thomas Sautter
Enviada em: sábado, 25 de julho de 2009 09:48
Para: [email protected]
Assunto: [Logica-l] deus e crenças

 

"Esnobismo cronológico" é invenção de um oxfordiano, professor de literatura 
inglesa medieval. Indica o erro daqueles que acreditam ser a capacidade 
cognitiva das pessoas do passado inferior à capacidade cognitiva das pessoas do 
presente, por serem pessoas do passado. Por exemplo, acreditar que o 
conhecimento científico-tecnológico faz alguma diferença na questão sobre a 
existência de deuses. Se Alvaro não consumou o ato, pelo menos flertou com ele, 
ou deu essa impressão. A falácia é menos óbvia do que parece ser. Acho difícil 
encontrar uma pessoa que não tenha incorrido nela, em um ou outro momento de 
sua vida. Eu, certamente, já fui vítima dela.

 

Quanto ao deus tirano, insisto: você, Doria, ofereceu uma causa de sua crença - 
seu ódio - ou, mesmo, um bom motivo dessa sua crença. O ódio ao teor da crença 
do oponente é, a meu ver, um motivo melhor do que a simplicidade da crença do 
oponente; o ódio, por sinal, não é algo ruim em si mesmo (e olha que não sou eu 
quem o diz). Mas você não ofereceu uma razão. Se há um deus tirano, a fortiori 
há um deus.

 

Se você afirmar que não há razão possível nesses assuntos, dou-me por 
satisfeito e concluo a discussão. O que mais posso fazer? Eu mesmo estou 
cansado do assunto, e somente me manifestei porque acreditei haver uma questão 
lógica em jogo. Pessoalmente acredito que, nesses assuntos, somente podemos 
agir como agem os juízes: primeiro estabelecem uma decisão, depois a justificam 
(alguém acredita que os juízes agem diferente?). A crença na (in)existência de 
Deus pode ser racionalizada (e, acredito, deve sê-lo; a racionalização também 
não é algo ruim em si mesmo), mas não é e não pode ser o resultado da 
racionalidade. Certamente Ricardo, como um bom hegeliano, discordará.



--------------------------------------------------------------------------------


_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a