Olá, lista,
sempre tive dificuldades de compreender como é possível uma semântica
paraconsistente.
Li o artigo http://www.cfh.ufsc.br/~principi/p133-1.pdf e confesso que, do meu
ponto de vista, o problema ainda persiste. Em outras palavras, a meta-linguagem
utilizada ao escrever o artigo possui uma semântica clássica.
Por exemplo, se eu partir do pressuposto que minha metalinguagem não é
clássica,
como eu posso sequer diferenciar as teorias "ZFU" e "ZF", ou os conceitos
"quasi-set" e "set", ou também "m-object" de "object" (ou até "lógica
não-clássica" e "lógica clássica")?
Ou seja, nesse caso, não importa a teoria que eu apresento, mas sim a maneira
como eu a apresento, e essa maneira ainda é clássica.
Tem algo aí que não estou vendo?
Abraços,
Júlio César A. Custódio
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