Olá, pessoal,

a definição de "Lógica", a meu ver, é um dos assuntos mais obscuros da 
filosofia 
da lógica, no entanto é talvez o mais importante. Deixo aqui o alerta de que 
minha opinião sobre esse assunto ainda não possui nada definitivo. Assim, a 
discussão, a meu ver, se torna essencial.
Concordo que a definição que deu o Júlio Stern é reducionista mas acredito que 
seu problema é que ela não seja reducionista o bastante! Eu diferencio *Lógica* 
de *Sistemas Formais*, por isso não concordo que ela seja um 'formalismo', 
muito 
menos que todos 'formalismos' - ainda que funcionais em si mesmos - sejam 
Lógicas. Um Sistema Formal é uma linguagem, nunca uma Lógica (por exemplo, a 
Begriffsschrift de Frege, precisamente falando, é uma Linguagem que explicita 
uma Lógica). Com o risco de deixar muita coisa fora, minha definição é mais ou 
menos assim: 

 Lógica é o conjunto de regras que gera a estrutura semântica e as leis de 
inferência da sua própria meta-linguagem de apresentação.

Em outras palavras, se meu sistema que apresenta uma lógica A, necessitar ser 
apresentado através de uma lógica B, a lógica A apenas *encapsula* as regras da 
lógica B em um novo arranjo sintático-semântico e, assim, em última análise, 
depõe a favor de B, não de A.
Obviamente, essa *definição*, além de não tão precisa e um tanto reducionista, 
ainda deixa em aberto a questão sobre se há um pluralismo lógico e, caso 
negativo, qual seria essa lógica única.
abraços,
Júlio César A. Custódio


      
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a