> Não julgo que teremos uma resposta fine-grained para o problema da
> demarcação. A fronteira de ciência para não-ciência é nebulosa.

É precisamente o que diz o Shermer, no artiguinho citado.

> A teoria da mente da psicanálise freudiana é complexa e se desenvolveu por
> décadas no início do Século XX. Vou me focar em um de seus aspectos
> essenciais: um fenômeno-chave da psicanálise freudiana é o mecanismo da
> repressão, responsável por impedir a formação de memória episódica
> conscientemente acessível de eventos traumáticos mas que existe em uma forma
> "narcotizada", detalhada, no inconsciente, é causa de psicopatologias
> ("neuroses") e pode ser re-acessada por métodos da prática clínica da
> psicanálise e este procedimento é terapêutico.
> Isso é falseado pelo estado da arte da neuropsicologia da memória.

Se foi falseado, então se trata(va) de ciência, afinal (segundo a
teoria popperiana), e Sir Popper estava equivocado sobre seu status.

Não sei, contudo, se a teoria popperiana seria, ela própria,
considerada científica.  Mas julgo que a própria questão poderia
resultar em um belo paradoxo.

JM

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